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14/07/2018 - 00h30min

AgroDiário

Jovens, bonitas e com raízes fincadas no campo

Irmãs Ariane, Aline e Aniele trabalham duro na propriedade da família, em Guapiaçu, e adoram a vida no campo, mas sem perder o estilo

Mara Sousa 12/6/2018 Aniele, Aline e Ariane Caldeira de Paula enfrentam rotina cansativa, que inclui cuidados com as hortaliças e com os frangos, mas sem abrir mão da vaidade
Aniele, Aline e Ariane Caldeira de Paula enfrentam rotina cansativa, que inclui cuidados com as hortaliças e com os frangos, mas sem abrir mão da vaidade

Nada de baladas, passeios com amigos, namorados. A rotina da cidade não atrai nem de longe Aline, Ariane e Aniele. As meninas- como costumam ser chamadas- gostam mesmo é de viver no campo. São jovens, de 23 e 21 anos, bonitas e trabalham de sol a sol no sítio da família, em Guapiaçu. O trabalho pesado e a difícil tarefa de acordar duas e meia da madrugada para cuidar dos frangos e das hortaliças, se tornou o negócio lucrativo no ganha-pão delas. Muito mais do que lucro, elas amam lidar com tudo o que é da terra. "Meu pai não queria a mesma vida dura dele e nos fez fazer faculdade. Sou engenheira civil, mas quero mesmo é continuar no agronegócio", diz Aline Caldeira de Paula.

Ariane e Aniele Caldeira de Paula, as gêmeas de 21 anos, ainda estão cursando engenharia civil e viajam cerca de uma hora, em parte na estrada de chão batido, para assistirem aulas na faculdade, em Rio Preto. Elas contam que queriam fazer Agronomia, "mas meu pai diz que nós já sabemos muito da área". Por dia, com os pais, produzem 300 maços de hortaliças, no sistema de hidroponia- alface americana e crespa-além de couve e brócolis. Já os 40 mil frangos, são criados para o abate, em um período com duração de 60 dias. A produção é a de integração, uma forma de agricultura que valoriza os recursos naturais da terra e proporciona parceria com o grande produtor. Toda produção é comercializada em supermercados de Rio Preto e região.

O parceiro, explica as jovens, fornece o pintinho, ração, medicação e toda a assistência técnica para o processo do abate, quando saem da granja, prontos, para o frigorífico. O mesmo ocorre com as hortaliças. Toda a forma técnica é proporcionada pelo grande produtor, fazendo o que elas chamam de integração. As mãos femininas são mais ágeis e delicadas "e falam que como somos mulheres, a colheita das verduras possui um rendimento de 30% a mais do que se fosse colhida por homens", conforme Ariane. Com todo esse planejamento, o lucro é muito bom. Mas é segredo da família, que os pais e as três filhas preferem não contar.

Beleza e simpatia

E com toda a graça das meninas, o cansativo trabalho no campo ganha um colorido diferente do que normalmente se vê em sítios e fazendas. Protetor solar, batom vermelho, chapéu estiloso, camisa, calça jeans e botas bem femininas compõem o visual. "Não é porque estamos na lida que vamos de qualquer jeito. Tem que caprichar", explica Aniele, lembrando o trabalho intenso, seja no frio ou calor, na chuva e ou no sol.

Não há descuido com a aparência. Elas sempre reservam um tempinho para cuidar dos cabelos e das roupas que usam para o trabalho. Antes de ir para o campo, o espelho é o amigo das três, que exibem muita simpatia ao contar suas histórias. Um brinco, uma pulseira ou qualquer outro acessório são sempre seus companheiros que não podem faltar. As mãos são bem cuidadas, mesmo com o trabalho bruto da lida. O esmalte é outro item da rotina de beleza das meninas.

As gêmeas, Ariane e Aniele, procuram sempre combinar as mesmas roupas, escolhendo cores iguais. Elas contam que também já procuraram o patrocínio de uma loja de roupas, mas ainda não tiveram retorno."Mas não vamos desistir não. Se não for de loja de roupas, outro patrocinador será bom do mesmo jeito",diz a irmã mais velha.

Os pais, Flázio Caldeira de Paula, 48 anos, e Silvia Maria de Paula, 45, contam que desde muito pequenas, as filhas já gostavam de ir com eles retirar o leite das vacas, plantar ou colher. Hoje, elas fazem de tudo um pouco, sabem dirigir trator, negociar gado e cuidam muito bem das hortaliças e dos frangos.

 

Tradição de família

O interesse na vida do campo é tradição dos Caldeira. A família sempre morou no sítio de dois alqueires. Nos arredores, também estão os pais, Flázio e Silvia -que são primos-, além de irmãos e tios. Quando indagado se gosta de passear na cidade, Flázio não se anima, mesmo aos domingos ou feriados. "De vez em quando um primo nos convida para almoçar", procura lembrar Silvia. Mas o primo em questão mora por ali mesmo.

A árdua rotina do sítio não era bem o que Flázio queria para as três filhas. "Eu não estudei porque naquela época caminhava a pé para a escola, e Guapiaçu fica a 16 quilômetros daqui. O trabalho é duro, acordo 5h, sem tempo para almoçar ou merendar, e vou até não conseguir enxergar. Então, sabia que para elas o melhor era o estudo. Mas não deu outra, as meninas gostam mesmo é de tudo isso."

Se para os pais o lazer fica sempre de lado, para Aline, Ariane e Aniele poderia ser diferente. Mas nem o auge da juventude provoca uma curiosidade maior pelos divertimentos da cidade. Quando não estão no trabalho, elas gostam de pescar ou de visitar os sítios vizinhos para conhecer confinamentos de gado. "Agora a Ariane está apaixonada pelo nelore pintado", brinca Aline. Mas nessa brincadeira, Ariane já comprou quatro cabeças do gado que elas acreditam ser bem diferente.

Só uma coincidência com os jovens da cidade chama a atenção. Aline, Ariane e Aniele adoram se conectar com a internet e as redes sociais. E pedem para divulgar a página delas no Instagram, que já está atingindo 4 mil seguidores. Quem quiser conhecer a rotina delas, é só clicar agromeninas_3.

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