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11/07/2018 - 00h30min

COM A BOEING

Embraer discutirá efeitos de acordo

O presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, irá se reunir com sindicalistas na sexta-feira, 13, para discutir os termos do acordo com a Boeing anunciados na semana passada, afirmam os sindicatos de São José dos Campos, Botucatu e Araraquara, que representam os metalúrgicos da fabricante brasileira.

Os sindicalistas têm demandado esclarecimentos da Embraer sobre os potenciais impactos do negócio sobre os empregos no País desde que as conversas com a norte-americana vieram a público, em dezembro de 2017. Em jogo, o destino de aproximadamente 18 mil trabalhadores.

No início de maio, o Ministério Público do Trabalho emitiu uma notificação recomendatória para que Embraer e Boeing incluíssem expressamente "salvaguardas trabalhistas" no acordo comercial que vinham negociando. Também foi recomendado que as empresas informassem aos sindicatos sobre os possíveis impactos aos empregos e que recebessem sugestões dos sindicalistas a respeito do tema.

Segundo Herbert Claros, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, as entidades não foram procuradas pelas fabricantes para conversar antes de o memorando de entendimentos ter sido divulgado, na última quinta-feira.

No dia seguinte ao do anúncio, os sindicatos enviaram uma carta ao presidente Michel Temer e aos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira, pedindo que o governo vete a operação de venda de 80% da área de jatos comerciais da Embraer para a Boeing.

A joint venture firmada com a estrangeira embute um prêmio sobre o preço dos papéis da Embraer, segundo fonte próxima à negociação. A avaliação apenas da área de jatos comerciais, em US$ 4,8 bilhões, é semelhante ao valor total da companhia, que inclui ainda as áreas de defesa e jatos executivos, na última quarta-feira, de US$ 5,1 bilhões.

Inicialmente, a Boeing queria ficar com 100% da Embraer. Essa hipótese foi descartada pelo governo, que queria preservar a soberania da área de defesa. No entanto, como o segmento de aviões militares e de jatos executivos têm desempenho inferior ao da aviação comercial, parte das discussões que envolveu o Planalto se concentrou na busca de alternativas de receita para a parte da Embraer que não será vendida.

 

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