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08/06/2018 - 18h48min

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Cigarro e bebidas alcoólicas estão entre as principais causas de câncer de boca

Pixabay/Divulgação Tabagismo é a principal causa de câncer de boca, doença que tem maior incidência nos homens
Tabagismo é a principal causa de câncer de boca, doença que tem maior incidência nos homens

Aftas e feridas na boca são sempre encaradas como problemas comuns pela maioria das pessoas. No entanto, a persistência dessas lesões pode representar importante alerta para um tumor orofaríngeo, o câncer de boca, principalmente se a pessoa é fumante ou consome bebidas alcoólicas com frequência. Sangramento repentino, feridas, machas brancas ou qualquer lesão que permaneça por mais de 15 dias na boca deve ser investigado com atenção.

"O câncer de boca em seu estágio inicial pode não apresentar sintoma de dor, o que acarreta em uma demora por parte do paciente na busca de avaliação especializada. Já em estágios mais avançados, o paciente pode apresentar dor e sangramento", comenta a cirurgiã-dentista Ana Carolina Prado Ribeiro, de Piracicaba, que é pesquisadora do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).

Por ser uma doença que apresenta sintomas sutis, é preciso sempre estar atento aos primeiros sinais. Além de feridas que não cicatrizam, manchas brancas ou vermelhas, nódulos, dor e dificuldade para mastigar ou engolir são outros sintomas que podem aparecer. "O câncer de boca é silencioso e muitas vezes indolor, por isso, o autoexame é fundamental para evitar que a doença seja apenas detectada em estados mais avançados", afirma Andrey Soares, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO), de São Paulo.

De acordo com Instituto Nacional de Câncer (Inca), que publica estimativa das taxas de incidência de todos os tipos de câncer a cada dois anos, o Brasil é o terceiro país com mais ocorrências de câncer de boca. Para 2018, estima-se a incidência de 14.700 novos casos, sendo 11.200 diagnosticados em homens e 3.500 em mulheres.

"O câncer de boca apresenta elevada taxa de mortalidade, principalmente em decorrência do diagnóstico tardio. No momento do diagnóstico, mais de 50% dos pacientes apresentam a doença em estágio avançado", sinaliza Ana Carolina.

Estilo de vida

Segundo o cirurgião-dentista Derly Tescaro, da Canaã Dental Day Clinic, de Rio Preto, os principais fatores de risco para o câncer de boca estão ligados ao estilo de vida. "O tabagismo e o consumo de álcool aumentam, e muito, as chances de ocorrência da doença. Há também fatores como a exposição à radiação solar, ligada principalmente aos tumores de lábio, e o vírus HPV (Vírus do Papiloma Humano)", enumera.

A pesquisadora do Icesp destaca que a proporção de tabagistas entre os pacientes diagnosticados com câncer de boca é de 80%. "Segundo estudos publicados na literatura internacional, pacientes fumantes tem seis vezes mais chances de desenvolver câncer de boca, e a associação tabaco e álcool aumenta esse risco em 15 vezes em relação a pessoas que não fumam ou não consomem bebidas alcoólicas", informa Ana Carolina.

O oncologista do CPO ainda alerta que uma higiene oral feita de forma precária e inadequada, uma dieta pobre em minerais e vitaminas e a exposição aos raios UVA e UVB sem proteção nos lábios também podem contribuir para o aparecimento da doença.

O cirurgião-dentista Gustavo Botelho Fávero, da clínica Ridens Odontologia Especializada, de Rio Preto, explica que o câncer de boca é mais comum em homens, principalmente a partir dos 50 anos, sendo a língua a região com maior incidência da doença. "Por isso, a visita periódica ao dentista é muito importante, pois ele é o profissional que pode fazer o diagnóstico precoce da doença", enfatiza ele, que já atendeu pacientes com câncer de boca no Hospital de Base (HB).

Além da língua, os tumores podem se manifestar nos lábios, bochecha, gengiva, céu da boca e assoalho (embaixo da língua). "Quando há a necessidade de remoção de tecido, a quimioterapia colabora para que novas células cancerígenas não se desenvolvam. No entanto, podem surgir problemas como xerostomia (falta de salivação), sendo necessário o uso de saliva artificial, além de alguns fungos e até ardência, que pode ser atenuada com laserterapia", diz Fávero.

Segundo Ana Carolina, o cirurgião-dentista também está apto a realizar biopsias para diagnóstico de lesões em boca, incluindo o câncer, mas o tratamento cabe à equipe médica. "Um exame clínico detalhado, envolvendo todas as estruturas de tecido mole da boca, é fundamental em cada consulta com o dentista. Desta forma, qualquer alteração poderá ser identificada e diagnosticada de forma precoce."

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