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26/06/2018 - 00h30min

Sexo durante a gravidez

Sexo durante a gestação não é um tabu, segundo especialistas

Com carinho, conexão e desejo é possível esquentar o clima na cama, curtir este prazer sem medo e preconceito, e ter uma vida sexual durante os nove meses de gestação

Pixabay/Divulgação Relações sexuais durante a gravidez elevam as chances de uma gestação saudável
Relações sexuais durante a gravidez elevam as chances de uma gestação saudável

A relação sexual durante a gestação vira um tabu até para quem é especialista no assunto. Homens e mulheres se sentem constrangidos ao buscar por respostas para as suas dúvidas e perdem meses preciosos de prazer por uma série de medos e mitos infundados. A boa notícia é que pesquisadores defendem que transar neste período faz muito bem e ainda ajuda a controlar a ansiedade e melhorar a autoestima. Neste cenário, é importante tirar as dúvidas e não ter receio de apimentar o relacionamento conforme a barriga vai crescendo.

O primeiro passo é fazer exames ginecológicos de rotina solicitados pelo ginecologista e obstetra e, caso seja certificado que a gravidez está normal, a relação sexual está autorizada e liberada. A futura mamãe só deve evitar a atividade sexual quando houver sangramento, risco de aborto e problemas como descolamento do saco gestacional e hipertensão arterial. A abstinência sexual nestes casos é importante para a saúde e desenvolvimento do bebê.

Na teoria, o casal pode transar até o dia do parto. A psicóloga e professora Karina Rodrigues, do Instituto Ânima, afirma que têm mulheres que não têm o menor desejo, mas têm aquelas que ficam mais excitadas, porque a lubrificação é mais intensa por causa dos hormônios da gravidez. Nesta montanha-russa de sentimentos e vontades, a especialista afirma que é importante praticar. "Muitas mulheres contam que tiveram o primeiro orgasmo durante a gravidez."

A relação sexual proporciona uma liberação de endorfina, um neurotransmissor com efeito semelhante ao analgésico, que proporciona um profundo bem-estar, além da liberação da endorfina, que é conhecida como hormônio da felicidade. "Tudo isso faz muito bem para as mulheres e também já é uma preparação para um bom parto. A gente indica que o casal transe até o dia do bebê nascer. A liberação do hormônio ajuda ainda a diminuir a pressão arterial."

A doula e terapeuta Talita Miranda afirma que mesmo as pessoas sabendo de todas os benefícios, elas criam obstáculos. "Alguns homens têm um bloqueio quando veem suas mulheres grávidas. Algumas têm muita vontade de transar a gestação inteira, mas o próprio parceiro não consegue lidar com as mudanças do corpo dela e com as mudanças simbólicas."

No livro Nós Estamos Grávido, publicado pela editora Integrare, a psicóloga Maria Tereza Maldonado, conta que é muito comum alguns futuros papais terem menos desejo pela mulher grávida. Tudo porque eles passam a enxergar ela como uma mãe. Tem homens que não querem ouvir falar do assunto por terem medo de machucar o bebê durante a penetração. O que não ocorre. O bebê está dentro do útero, um músculo bastante rígido, que impossibilitaria o contato.

O casal deve ser cúmplice neste momento e entender que é preciso fazer alguns ajustes, pois algumas posições sexuais ficam quase que impossíveis. "Alguns casais estão acostumados a praticar a posição mais conhecida como papai e mamãe e ter um sexo mais morno. E a gestação é o momento perfeito para vivenciar uma experiência sexual diferente, descobrir uma nova posição, um diferente encaixe", revela Karina. Existem livros, inclusive, que revelam posições prazerosas e confortáveis a cada fase.

Neste universo, tem homens que adoram a nova silhueta da mulher, com seios fartos, quadril mais largo e bumbum maior. No entanto, as mulheres se acham feias. Isto acontece porque tem casos em que as mulheres não aceitam a maternidade. "A coisa mais gostosa do mundo é a sensação daquele barrigão. A não aceitação desta silhueta significa que outras partes da vida dela não está bem. A mulher também que prestar atenção na relação com a própria mãe. Pode parecer maluco, mas é verdade. Neste caso, é preciso buscar ajuda psicológica", afirma Karina.

Talita afirma que as mulheres grávidas têm que se autoaceitarem. Estar gordinha não pode ser um motivo para um período de abstinência sexual. "O amor próprio precisa ser trabalhado". Para ajudar neste processo, a terapeuta sugere a participação em grupos de mulheres que passam pela mesma situação, em que é criado uma rede de apoio e a mulher se vê representada. "Ela também pode fazer ensaio fotográfico e se sentir uma deusa, por exemplo."

Casais que deixam de lado os padrões de beleza impostos pela sociedade e que não fazem separação entre maternidade e sexualidade são muito mais felizes na cama, segundo a terapeuta e doula. "Quando conseguimos entender que todas as mudanças no corpo tem uma função, que não é toa que a gente está ganhando peso, entendemos a beleza da vida", revela Talita.

Karina afirma que a gravidez marca a união do casal. "E isto é maravilhoso. É um momento de estreitar os laços e não de afastar. O sexo, feito com carinho, só une ainda mais o casal." Segundo a psicóloga não há nada mais afrodisíaco de quem um homem gentil e participante. "É comprovado. A mulher se sente muito mais atraída pelo homem que provê, protege e abre a porta do carro."

Depois do parto: como melhorar a libido

Pixabay/Divulgação Depois dos filhos, o casal precisa ter alguns cuidados para não deixar a relação esfriar
Depois dos filhos, o casal precisa ter alguns cuidados para não deixar a relação esfriar

Após o nascimento da criança, o casal também passa por algumas adaptações. É preciso compreender que logo tudo se normaliza e o sexo retoma a ter um espaço importante na vida do novo papai e mamãe. A mulher deve ficar 40 dias sem ter relação sexual, independente do parto ter sido normal ou cesárea. A relação sexual é desaconselhada porque o corpo da mulher precisa de um tempo de recuperação para que o útero volte ao tamanho normal e evite riscos de infecções.

A doula e terapeuta Talita Miranda afirma que a rotina do pós-parto, com leite vazando, o bebê chorando, o telefone e a campainha tocando com visitas, não pode atrapalhar a vida sexual. A troca de carícias, neste caso, vai além de uma noite inteira de sexo. É importante fazer massagens um no outro, trocar beijos e abraços no dia a dia. "Mesmo na gestação e no pós-parto dá para descobrir uma posição sexual mais confortável e um carinho para que ambos saiam satisfeitos e o pai também não se sinta excluído da relação mãe e bebê."

Usar a imaginação é uma dica para que o casal construa momentos de intimidade a dois e amplie a exploração da sensualidade e do erotismo. "A cada fase da vida é preciso criar gatilhos de excitação. A gente sabe que quando está namorando, depois do jantar, numa sexta-feira, vai rolar sexo e se prepara para isso. Quando o casal mora junto, o despir já não tem mais graça. Quando os filhos chegam é preciso descobrir o que ativa a mente para o sexo. Ao descobrir este gatilho, mesmo cansado, o casal vai se sentir motivado."

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