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07/07/2018 - 00h30min

TECNOLOGIA

Especialista fala sobre cuidados na rede

A vida on-line, tão constante, exige cuidados o tempo todo assim como sua contraparte off-line

Freepik/Divulgação Cuidado na rede
Cuidado na rede

Com a popularização dos smartphones, a internet se tornou o principal meio de comunicação do brasileiro. Ninguém mais fala ao telefone ou manda uma correspondência física. É tudo resolvido pelo WhatsApp, pelo Facebook e pelo Instagram, citando apenas alguns dos mais populares aplicativos presentes nos celulares da maioria. Já as compras e as transações bancárias são todas feitas on-line.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad C) sobre o acesso à internet realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 60% dos domicílios do País estão conectados. E esses são números de 2016, ano do último levantamento.

O aumento ao acesso também eleva o risco. Apesar de muito se falar sobre o cuidado na rede, parece que as pessoas não têm se protegido como deveriam. Segundo o Relatório de Segurança Digital no Brasil, da DFNDR Lab, apenas no primeiro trimestre deste ano, foram 56,9 milhões de ciberataques via links maliciosos e 7,9 milhões de pessoas atacadas. Isto é, um em cada quatro brasileiros foi potencialmente vítima de cibercriminosos.

E o que tem feito mais vítimas são publicidades suspeitas e notícias falas, as famosas Fake News, duas categorias de links maliciosos com o maior crescimento quando comparado aos três últimos meses de 2017, registrando 8.144.136 ( 27,4%) e 2.985.513 ( 11,97%) ataques respectivamente.

"Hoje sabemos que a maior parte das notícias que circulam nas redes sociais e WhatsApp são falsas. A princípio devemos duvidar de tudo que recebemos e, em seguida, verificar a informação nos veículos de mídia com credibilidade. Se a notícia que você está lendo não contém um jornalista que assina a matéria, se não possui fonte, se ela é muito tendenciosa para o lado A ou para o lado B, há uma grande probabilidade de ser uma Fake News", explica Diogo Lopes, CEO da Webplus Datacenter.

E além de verificar a fonte da notícia, outros pontos podem contribuir para que você escape das notícias falsas. "Leia a matéria completa, não apenas sua chamada, evite sites conhecidos por sensacionalismo, procure por erros de formatação ou ortografia e utilize o Google Notícias", aconselha Danillo F. Aquino, administrador de sistemas da Visual Systems.

Mas por que tanta gente cai nesse tipo de armadilha? Segundo o estudo da DFNDR Lab, os cibercriminosos usam como isca abordagens com tons de alerta e temas que instigam a curiosidade e a atenção dos usuários, e assim captam mais vítimas. No caso da Publicidade suspeita, a isca é a disseminação de falsas notificações de detecções de vírus usando o nome e a marca de aplicativos e serviços de segurança populares no mercado para solucionar o problema.

Já no caso dos golpes via Notícias falsas, também há o uso da credibilidade e da popularidade de veículos de comunicação, empresas e personalidades da mídia, sem o conhecimento ou autorização destes.

Só que não se engane. Não são apenas links recebidos por mensagens e e-mails ou publicidades infectadas que oferecem risco para sua privacidade na internet. Segundo Diogo, potencialmente toda transação on-line oferece riscos. Entretanto, não é nada que não possa ser evitado. "É como ao ir centro da cidade para fazer compras ou dirigir até o shopping. Essas atividades também oferecem riscos. Todas as operações on-line podem ser seguras, desde que as medidas corretas de precaução sejam tomadas. Se na vida real não atravessamos a rua sem olhar para os dois lados, na vida on-line também devemos utilizar um antivírus atualizado para nos proteger."

Por isso é tão importante sempre saber de onde vêm as informações ou os aplicativos instalados em seus celulares e computadores. "Entre os riscos mais comuns ao utilizar a internet hoje em dia, podemos destacar ter o computador comprometido por vírus, roubo de informações, golpe de site de comércio eletrônico fraudulento, spams e páginas falsas, e cyberbullying", lista Danilo.

Afaste os riscos

 Segundo Danilo, como as possibilidades de uso da internet são inúmeras, o risco durante a navegação também aumenta. A instalação de aplicativos de fontes desconhecidas em seu celular e computador também podem oferecer riscos. Para se precaver, basta tomar alguns cuidados, diz o administrador de sistemas.

"Devemos tomar muito cuidado ao utilizar WiFi públicas, procurar saber se quem está oferecendo o serviço oferece alguma proteção tecnológica, manter sempre atualizado o antivírus e o sistema operacional de seu computador - Windows, por exemplo -, troque suas senhas com um certo período, evite senhas fáceis ou relacionadas a você, como data de aniversário e, ao realizar transações comerciais, certifique-se da procedência do site que está oferecendo o serviço/produto."

Além disso, Diego lista algumas ações básicas. "A principal precaução é utilizar um antivírus atualizado em seu computador. Mas outras precauções adicionais que devemos ter em mente são nunca digitar senhas em computadores que não são os nossos, nunca abrir links ou arquivos enviados por pessoas que não conhecemos e sempre observar se o site que estamos acessando possui a barrinha verde e o cadeado de segurança."

Na verdade, não se trata de nada muito complexo. O cuidado na rede é apenas uma extensão dos cuidados que você toma no dia a dia, em sua vida off-line. "Lembrar que a vida on-line exige os mesmos 'conselhos de vó' que usamos na vida real. Devemos ter cuidado com tudo o que fazemos, não devemos nos expor, devemos cuidar das informações que compartilhamos, devemos utilizar antivírus, não abrir links e arquivos enviados por estranhos e sempre duvidar de ofertas milagrosas ou muito generosas quando vemos uma propaganda. Com estes cuidados básicos, boa parte dos riscos serão eliminados."

E Danilo enfatiza a questão da privacidade. "Procure divulgar a menor quantidade possível de informações pessoais e de familiares, oriente amigos e familiares a fazerem o mesmo. Evite alta exposição em redes sociais, evite que suas publicações sejam públicas, por exemplo." V&A

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