Diário da Região

08/06/2018 - 00h30min

MERCADO FINANCEIRO

Dólar mantém 'subida' e encosta nos R$ 4

Johnny Torres 18/5/2017 notas de dolar
notas de dolar

Em novo dia de nervosismo no mercado de câmbio, o Banco Central injetou mais US$ 3,2 bilhões para segurar a disparada do dólar, mas não teve sucesso. A moeda norte-americana engatou a terceira alta consecutiva e subiu mais 2%, fechando em R$ 3,9146, o maior valor desde 1º de março de 2016, quando bateu em R$ 3,94. O real foi a moeda que mais caiu ante o dólar entre os emergentes nesta quinta-feira, 7. Especialistas não veem um fato novo que justifique tamanha especulação contra o real, mas destacam que os investidores seguem nervosos com a falta de previsibilidade para as eleições, faltando menos de quatro meses para a votação na urnas. Só em 2018, o dólar já subiu 18%.

O mercado começou nervoso desde os primeiros negócios desta quinta, o que levou o BC a anunciar logo pela manhã um leilão extraordinário de contratos de swap, de US$ 2 bilhões, além de fazer os dois leilões regularmente previstos. Os papéis do leilão adicional foram integralmente vendidos e a moeda norte-americana chegou até a perder um pouco de fôlego após a operação, mas a alta voltou a ganhar força em seguida e o dólar encostou em R$ 3,97 no meio da tarde.

O economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, ressalta que os investidores, que antes estavam comprando bolsa e vendendo dólar, resolveram mudar estas posições radicalmente nos últimos dias, diante de um cenário eleitoral muito incerto e um quadro de deterioração fiscal sem solução à vista. Para resolver o problema fiscal, é preciso que ganhe um presidente comprometido com reformas estruturais, mas isso não está sendo sinalizado pelas recentes pesquisas. "Temos uma baita problema fiscal", disse ele, ressaltando que esse governo não consegue mais nenhum avanço na área, passando o bastão para o próximo presidente, que ainda não se tem clareza de quem será, o que alimenta o nervosismo dos investidores.

Já o pregão da Bolsa brasileira teve nesta quinta momentos ainda mais tensos e de maior volatilidade que os vistos nos dias da greve dos caminhoneiros, levando em conta as incertezas dos cenários eleitoral, econômico e fiscal. Com um movimento expressivo de saída de recursos do mercado, o Índice Bovespa terminou o dia em queda de 2,98%, aos 73.851,46 pontos. No auge do nervosismo, o índice chegou a tombar 6,51%, oscilando no patamar dos 71 mil pontos. O volume de negócios somou R$ 20 bilhões, bem acima da média dos últimos dias, e foi outra evidência do movimento de fuga do risco.

 

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