Diário da Região

06/06/2018 - 00h30min

VULCÃO DO FOGO

Sobe para 72 os mortos na Guatemala

Divulgação/Telesur Cinzas cobrem Comunidad El Rodeo, uma das mais atingidas pela erupção
Cinzas cobrem Comunidad El Rodeo, uma das mais atingidas pela erupção

O número de mortes causadas pela violenta erupção do Vulcão do Fogo, na Guatemala, ocorrida no último domingo, subiu para 72 nesta terça-feira, 5 de junho, segundo fontes oficiais. Além da dificuldade das equipes acessarem as áreas atingidas, há também dificuldade em reconhecer os corpos, como consequência das temperaturas altas dos detritos vulcânicos, que tornam a maioria das vítimas irreconhecíveis.

"É muito difícil para nós identificá-los, porque alguns perderam suas características ou impressões digitais", disse o diretor do Instituto Nacional de Ciências Forenses, Fanuel García. "Vamos ter que recorrer a outros métodos e, se possível, coletar amostras de DNA para identificá-los", acrescentou.

A erupção surpreendeu moradores de aldeias remotas na região da montanha, deixando pouco ou nenhum tempo para que os habitantes fugissem para locais seguros.

Na noite desta segunda-feira, 4, pessoas choravam sobre caixões enfileirados no principal parque de San Juan Alotenango. Como não há eletricidade nas áreas mais atingidas de Los Lotes e El Rodeo, os trabalhos de buscas param ao pôr do sol.

Trabalhadores utilizam pás e retroescavadeiras para vasculhar os destroços e a lama, enquanto o terreno ainda está quente o suficiente para derreter solas de sapatos. Alguns corpos encontrados estavam tão cobertos de cinzas que pareciam estátuas Equipes de resgate precisaram usar marretas para atravessar telhados de casas enterradas em destroços e checar se havia sobreviventes no interior das residências.

A guatemalteca Hilda López disse que sua mãe e irmã ainda estavam desaparecidas depois que a mistura de gás quente, cinzas e pedras vulcânicas atingiu sua aldeia em San Miguel Los Lotes, localizada abaixo dos flancos da montanha. "Estávamos em uma festa, comemorando o nascimento de um bebê, quando um dos vizinhos gritou para que nós saíssemos e pudéssemos ver a lava que estava chegando", relembrou. "Nós não acreditamos e, quando saímos, a lama quente já estava descendo pela rua."

 

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