Diário da Região

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09/06/2018 - 00h30min

Cartas do Leitor

Crise

O apóstolo Paulo afirma que em Adão "todos pecaram" (Rm 5,12). Seria o mesmo quando citamos a profunda crise que o Brasil vem enfrentando? De certa forma, todos nós temos um pouco de culpa, porque os que mais contribuem para essa situação são aqueles que elegemos nas eleições. No centro de tudo está o "deus dinheiro", mas também a irresponsabilidade na administração pública.

A paralisação dos caminhoneiros tem uma dimensão e um alcance muito grande, porque reflete a indignação de quase todos os brasileiros. Não pecamos tanto para merecer pagar tantos tributos, tantos impostos, sem poder contar com os benefícios que deveriam vir daí! É o fruto do pecado causado pelas injustiças instituídas do Estado brasileiro, causando injustiça social e sofrimento do povo.

A presença soberana de Cristo na história do povo hebreu trouxe esperança para muitos. Ele evidenciou a possibilidade de superação do mal, do pecado, daquilo que fragiliza a identidade das pessoas. Não conseguimos visualizar um construtor de esperança para o Brasil. Estamos "perdidos" em relação às próximas eleições. Está diante de nós um grande desafio, o escolher quem salvar o país.

Se a culpa pela má administração está em todos nós, cabe-nos agora ter postura de responsabilidade. Em outubro vamos votar novamente. Estamos na hora de eliminar do cenário político nacional e estadual todos os envolvidos com a corrupção. Vão estar aí os mesmos do passado e não vão ser diferentes numa nova gestão. Escolhamos pessoas novas e isentas de corporativismo.

Lamentavelmente muitas pessoas se sucumbem diante das fragilidades e tribulações. Mas esse não deve ser o caso das pessoas de fé, de esperança e centradas nos ensinamentos de Jesus Cristo. A atual crise econômica, a dissonância entre os políticos e o povo e o aumento dos combustíveis veem causando indignação, mas também exigem compromissos mais sérios da parte de todos os brasileiros.

No âmago da questão, não podemos confundir o bem com o mal. A paralização é um bem, mas não foi assumida por todos e, por isso, não consegue mudar o Brasil para melhor, porque continuam os enriquecimentos ilícitos à custa da desonestidade e da injustiça. O bem verdadeiro acaba sendo sufragado pela mercantilização do mal e a esperança de um mundo melhor fica fragilizada.

Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo de Uberaba, ex-bispo de Rio Preto.

Economia

O presidente do Banco Central, Ilan Golldfajn, fez dia 7/6 um pronunciamento em rede nacional sobre a previsível disparada do dólar e a inevitável queda na bolsa de valores. Após dizer que sua fala serviria para acalmar a população, usou um "economês" ("linguagem pejada de tecnicidades") incompreensível para todas as pessoas fora do restrito grupo de doutores em economia.

Esse governo, além de não referendado pelos eleitores, em todas as suas manifestações se dirige sem disfarçar ao mercado, aos investidores e à sua base no Congresso, demonstrando que a opinião pública não lhe importa, absolutamente.

A única mensagem tranquilizadora, embora tenha sido dirigida às agencias de rating, que a população brasileira pode ter absorvido é que hoje o Brasil está mais preparado, pois nossas dívidas em moedas estrangeiras foram cambiadas para real no governo Lula, quando também o país acumulou enorme quantidade de reservas internacionais 20% do PIB.

Norberto Carlos Dieguez, Rio Preto.

Privilégios

E aí, Brasil? Vamos acabar? Acabar com mordomias e penduricalhos, acabar com uso de carros oficiais, acabar com auxílio moradia, acabar com o fundo partidário, acabar com cartão corporativo, acabar com voos em jatinhos e aviões da FAB ao bel prazer. Reduzir verbas de gabinete pela metade, reduzir número de assessores pela metade.

Acabar com planos de saúde vitalícios, acabar com o foro privilegiado, privatizar empresas estatais. Fazer a redução de 29 ministérios para até 12, ser a favor da prisão em segunda instância, defender a redução e simplificação de impostos.

E depende só de nós! A hora da virada é agora! Vamos ser conscientes nestas eleições de 7 de outubro! O Brasil tem jeito sim!

Cleube Munhoz Dias, Rio Preto.

Zé Reis

Morreu aos 80 anos de idade, no dia 5/6, José Reis de Lima, em São Bernardo do Campo, figura praticamente folclórica dos anos 50, aqui de São José do Rio Preto, porque tinha lá na sua casa, bairro Boa Vista, um campo de futebol. Além do campo, era dono da bola, e todos eram obrigados a lhe obedecer, caso contrário não jogava. O pessoal da idade dele é que conta as histórias. Praticamente, todos daquela idade, e que gostavam de jogar futebol, o conheciam.

Figura carismática, apesar de bravo, como contavam, tinha também um coração enorme. Era bruto no campo de futebol e certa vez disseram a ele que maneirasse pelo fato de o juiz da partida ser rigoroso nas faltas, com expulsão.

Sou testemunha da sua honestidade, um excelente pai de família. Honrou sua esposa e filhos que criou com muito amor e carinho e morreu com dignidade, que é o maior legado que uma pessoa pode deixar após a morte. Em memória, sua missa de sétimo dia será neste domingo dia 10.

Cesar Maluf, Rio Preto.

Asfalto

Nunca existiu asfalto 100% perfeito no Brasil, em cidades grandes dos interiores. Adail Vetorazzo e Wilson Romano Calil, com poucos recursos fizeram uns bons trabalhos nas avenidas e ruas da cidade. Valdomiro Lopes da Silva Junior fez melhor que o pai, fez até muitos asfaltos novos, porque fez em muitas novas moradas. Fez o equivalente à cidade de Mirassol, dentro de nossa cidade.

Manoel Antunes (em memória), velho por fora e novo por dentro, fazia do asfalto uma meta, até para que os infantis e juvenis tivessem um bom acesso pelas vias asfaltadas, e em especial asfaltos de boa qualidade. O professor em momento algum gostava de lixo, e sim do luxo. Que tenhamos somente saudades e jamais tristezas desse professor da política partidária.

José Luís Stafuzza, Rio Preto.

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