Diário da Região

07/06/2018 - 23h32min

Cartas do Leitor

Caminhoneiros

A explosão dos preços do petróleo no mundo aliado ao aumento do dólar no Brasil provocou um aumento dos combustíveis que se tornou insustentável para a área dos transportes rodoviários. Obviamente, o reajuste diário inviabilizou os caminhoneiros autônomos que iniciaram um movimento de bloqueio das estradas, orquestrado pelos grandes empresários do setor, segundo o governo.

O maior vilão não é a Petrobras, mas os impostos estaduais e federais que representam de 39% a 49%, se fosse IVA, como europeus e norte- americanos cobram, seria de 64% a 96%... Será que meus leitores canadianos entenderão um IVA de 96%? E os portugueses que reclamam de IVA de 22%.

Agora os senadores querem limitar o ICMS dos combustíveis, de 18% para ICMS de gasolina e 7% para o diesel. Acho pouco, em 8 de maio de 2017 eu solicitava aos senadores e deputados: "um ICMS de 25% equivale a um IVA de 33%. Nos países que se desenvolveram, o IVA é menor que 10%. Sugiro que se estude um limite constitucional para evitar esse assalto ao contribuinte danoso ao país."

Mas a Petrobras também é vilã. Tem um custo muito alto, a opção pelo Pré-Sal com custo de US$ 50 o barril. E o petróleo brasileiro é pesado necessitando importar o leve para misturar e poder usar nas refinarias. E os prejuízos: 6 bilhões pela corrupção e 50 bilhões pela incompetência.

Como se viu, o mal do Brasil não é a corrupção, é a incompetência! Político corrupto tem que ser combatido, mas o incompetente muito mais! Todavia o que vemos é uma rejeição total aos políticos, generalizando como se todos fossem corruptos, esquecendo dos incompetentes.

Há cinquenta anos eu escuto que as multinacionais subornaram os políticos para que privilegiassem as estradas em detrimento dos trens. Todo mundo fala, mas o Brasil continua dependente de caminhões.

Depois de quase dez dias de greve e bloqueio, mais uns cinco dias para normalizar, concluímos que se perdeu meio mês, que não se recupera. Perda de produção nas indústrias, na avicultura, que é maior ainda, pois já morreram mais de 70 milhões de frangos, 50 milhões de litros de leite jorrando no esgoto, hospitais fechando. E parte da população aplaudindo inebriada pelo sonho de derrubar o presidente Temer que já tem data para deixar o governo: 1º de janeiro de 2019!

A conta vai chegar, indústrias e comércios entrando em graves dificuldades, algumas fecharão, outras muitas demitirão. E é o pobre quem fica com a conta mais amarga. Quanto pior, melhor, o que importa é derrubar Temer, pensam assim os canalhas que sacrificam os pobres.

Mario Eugenio Saturno, Catanduva.

Greve

A recente greve dos caminhoneiros que paralisou enormemente o país mostrou a necessidade do Brasil ser governado de modo diferente. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), os preços da gasolina e do diesel subiram nas refinarias 20% e 18%, respectivamente, em 30 dias, entre 22 de abril e 22 de maio. As reclamações contra os constantes aumentos dos preços dos combustíveis já se estendem por dois anos e seus reflexos afetam negativamente toda a sociedade, particularmente os mais pobres.

A alta constante dos preços dos combustíveis está diretamente vinculada a uma política de reajustes atrelada às variações dos preços internacionais do petróleo. Tal política gera lucros muito atrativos aos investidores internacionais. Os preços praticados visam atraí-los para que comprem fatias, cada vez maiores, da Petrobrás e do Pré-sal, resultando num processo veloz de entrega deste patrimônio nacional. É este o quadro econômico e social que provocou a insatisfação social e resultou na greve dos caminhoneiros.

Os acordos firmados para o fim da greve são falsas soluções para o problema. Por um lado, o governo subsidiará o preço do diesel repassando dinheiro dos cofres públicos à Petrobras e, por outro, abriu mão de receita de impostos. O resultado dessas medidas será o corte de gastos em áreas importantes como a saúde, educação, saneamento, previdência, moradia e outras.

Léo Huber, Jales.

Lula livre

Eu apoio a última bandeira do PT: "Lula Livre". Vou relacionar minhas razões porque apoio essa bandeira. Vejamos: estando na cadeia, teremos Lula livre de ser perseguido pela Justiça, pois já tem endereço fixo; livre de ouvir os discursos doidos da Dilma; livre de conversar com outros petistas (quase 40) que estão presos ou a caminho da cadeia; livre de ser procurado pelos seus honestos ex-ministros Lobão, Geddel, Eunício Oliveira, Padilha e Romero Jucá.

Lula livre dos "campeões" do investimento no Brasil como o Marcelo Odebrecht, Eike Batista e outros; livre das maldades dos empreiteiros que o obrigaram aceitar milhões de reais e imóveis, para ele e seus filhos; livre de repetir mil vezes mentiras tentando transformá-las em verdade; livre dos encontros com os picaretas do MST, MTST, UNE, CUT, e etc; livre de fazer caravanas fracassadas; livre de encher a cara de cachaça em público; livre de ouvir a Gleisi falar: "Ele tá com cheirinho de cachaça."

A bandeira "Lula Livre" vai para o lixo como foram todas as anteriores, tais como: Impeachment é golpe, Fora Temer, Eleição sem Lula é fraude.

José Ruiz Talhari, Rio Preto.

História

Ao bom historiador não basta a realização de tarefas. Sua atividade mergulha em terreno próximo do sagrado. Antes mesmo de coletar, selecionar, entrevistar, traduzir, interpretar, é preciso o faro peculiar para descobrir o caminho da busca e, uma vez encontrado, munir-se de perspicácia e uma convincente delicadeza para extrair informações.

Acabei, assim, de definir Fernando Marques que, após percorrer todos estes passos, cria uma narrativa que não apenas ilustra a veracidade dos dados pesquisados, mas uma narrativa em linguagem atual e atraente, no melhor estilo do contador de histórias. Nossa autoridade no campo da História.

Carmen Lucia Zambon Firmino, Rio Preto.

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