Diário da Região

02/06/2018 - 22h02min

Cartas do Leitor

O buraco de 571m²

Respeitável público, vou começar meu comentário com uma frase inconfundivelmente circense pois o fato consumado em mais uma das sessões de nossa Câmara, que mostrou como os políticos se tornaram pessoas desprezíveis. Um dos nobres edis que compõem o legislativo relatou que o responsável pela autorização dos tapa-buracos endossou a realização do trabalho em um buraco de 571 metros quadrados.

Vamos ao cerne do problema, visto que foi rejeitada proposta de prorrogação da CPI dos tapa-buracos, procedimento normal e sempre aceito, pois os prazos propostos nem sempre são plausíveis. Os "nobres" edis votaram contra a prorrogação. Acontece que segundo o vereador Pupo, em alguns dos votos contrários os edis possuem relação próxima com o autor, que autorizou. Pior: esta pessoa se encontra em outra secretaria, ou seja, a fruta estragada continua a contaminar.

Meu profundo desprezo aos que votaram contra, embora tenha conhecimento por fontes fidedignas que eles dão risadas entre si, e ironizam os cidadãos de bem. Realmente digna de dó a composição deste legislativo atual, com algumas ressalvas, pessoas comprometidas pelos seus atos em relação a projetos apresentados, alguns dignos de pessoas ignóbeis.

Por esta e muitas outras, peço aos eleitores que não votem em cidadãos que têm ou tenham tido problemas com Justiça, mesmo que se justifiquem que tenham sido absolvidos, pois o dinheiro hoje em dia compra todo tipo de processo.

Terminando, nós munícipes e pessoas de bem exigimos do cidadão que autorizou que o buraco de 571 metros quadrados fosse tapado venha se pronunciar publicamente e ter o que a justiça determina que todo cidadão tenha amplo direito de defesa, se é que ele tem.

Marcos Reis, Rio Preto.

Fake news

Recentemente duas mensagens falsas "viralizaram" nos grupos de WhatsApp. Uma delas, atribuída ao médium e orador Divaldo Franco, concitava a população a participar de uma "corrente espírita a fim de alterar o padrão vibratório dos brasileiros e facilitar aos guardiões espirituais a iluminação dos corações e mentes dos nossos governantes terrestres"! Quem conhece o perfil e a natureza do médium - e da doutrina que professa - deve ter ficado estarrecido com o teor da mensagem! O site da instituição que Divaldo dirige, em Salvador, informa que a mensagem, além de falsa, já havia sido divulgada no ano passado.

A outra mensagem assustou muita gente. Referia-se ao caos que teria tomado conta da Câmara dos Deputados, no último dia 28, "após Michel Temer ter decretado Estado de Sítio no país"! Ardilosamente ela exibia um vídeo (verdadeiro!), de um ano atrás, ocasião em que o presidente determinou a convocação do Exército e da Força Nacional para conter uma manifestação no plenário da Câmara, na tarde daquele dia. Detalhe: a mensagem informava que "a mídia, alheia e irresponsável", boicotava a ocorrência...

Incrível a imprudência com que usuários das redes sociais compartilham mensagens como estas, especialmente a última, sem checá-las, com o argumento de tê-las recebido de amigos em que confiam! Mesmo diante dos alertas, nas próprias redes, a respeito delas e dos riscos de sua divulgação. Ademais, as características intrínsecas a esse tipo de mensagem são conhecidas: costumam ser vagas quanto às suas fontes, datas e identificação de personagens, são repletas de erros de português e usam tons alarmistas, às vezes gerando pânico entre as pessoas. A principal delas, porém, são as infalíveis solicitações de compartilhamento: "divulgue esta mensagem", "salve uma vida", "não se omita...".

Uma forma correta e segura de se averiguar a veracidade de mensagens duvidosas é recorrer aos sites das instituições citadas, quando não, de jornais, revistas, rádios, TVs, agências de notícias ou de mecanismos de busca, como o Google. Que estranho comportamento é esse e até quando as pessoas vão se deixar levar pela negação do conhecimento e da informação?

Eurípides Alves da Silva, Rio Preto.

Igreja

Acaba de ser publicado um importante documento da Igreja, sobre o sistema econômico-financeiro mundial. Leva o título de "Oeconomicae et pecuniariae questiones". Aborda a complexa realidade da economia mundial, cada vez mais nas mãos das grandes companhias multinacionais, e a serviço sobretudo dos interesses do poder financeiro.

A intenção do documento é convidar para um diálogo, visando chegar a consensos que fundamentem uma regulamentação mínima de alguns princípios éticos, que ajudem para discernir valores a serem respeitados e seguidos por todos, em especial pelos agentes que operam as grandes decisões econômicas, para que se garanta, tanto o sucesso econômico, como a primordial destinação da economia para o bem comum de todas as nações.

É inquietante observar a instabilidade da economia mundial, evidenciada, por exemplo, pela grave crise financeira ocorrida em 2007, cujo enfrentamento ainda está sendo pago especialmente por alguns países mais afetados por sua fragilidade econômica.

Dada a complexidade dos assuntos, e seu linguajar característico, o documento nos deixa uma clara advertência: se destina a especialistas nas questões econômicas e financeiras, com o convite a contribuirem no diálogo que se torna cada dia mais necessário, sobre os critérios que devem ser levados em conta, para garantir a eficiência, sim, dos empreendimentos econômicos e financeiros, mas garantindo sobretudo, que seus êxitos se destinem para o bem comum.

Dom Demétrio Valentini, bispo emérito de Jales.

Políticos

À medida em que os discursos tentam convencer o eleitor, tem-se a impressão de que não mais existe credibilidade perante até mesmo aqueles que pouco entendem de política, quanto mais aqueles mais esclarecidos, que estão mais amadurecidos com promessas e mais promessas que nunca chegam a se tornar realidade, visando alguma renovação que dê ênfase à vida do país.

Alessio Canonice, Ibirá.

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