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11/06/2018 - 22h46min

Artigo

Mercado de trabalho

Pierre Duarte/Arquivo Hipólito Martins Filho sugere que dinheiro seja usado para quitar dívidas
Hipólito Martins Filho sugere que dinheiro seja usado para quitar dívidas

Mudanças estão ocorrendo nos meios empresariais, acadêmicos, políticos e sociais. As novas tecnologias continuam revolucionando os costumes e hábitos das pessoas, seja nos países desenvolvidos ou nos emergentes.

Está ocorrendo uma automação muito forte no trabalho e no processamento de informação. A inteligência artificial começa a mudar o perfil do emprego. Já podemos observar lojas sem vendedores e sem caixas. As indústrias que geravam mão de obra intensiva começam a investir fortemente em robótica e os bancos foram parar dentro dos celulares.

As relações de trabalho e organização estão sendo redesenhadas e isso vai exigir melhorias no sistema de ensino e nas qualificações. As empresas terão que adotar novas formas de gestão. O aumento da escala, diminuição dos custos e inovação tecnológica permanente definitivamente chegaram e não se aceita mais improviso.

O governo acompanha essas tendências ou as ruas mostrarão qual o caminho a seguir. Estudos de instituições renomadas como a Universidade de Oxford, Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que estão em curso mudanças radicais na área tecnológica, que repercutirão no cotidiano, nas relações econômicas, sociais e culturais de cada país.

O século 21 será um período de desafios. Ocorrerão mudanças em todas as áreas de conhecimento. Um estudo da OCDE mostra que metade dos empregos existentes são altamente vulneráveis em 32 países avaliados, inclusive nos Estados Unidos. Nosso desafio é maior, dado os problemas estruturais que nunca se resolvem.

A revolução tecnológica ceifará muitos empregos, mas outros serão criados. Daí a necessidade de melhorar a qualidade do nosso ensino e treinamentos. É urgente priorizar o ensino técnico, para que os trabalhadores se aproximem das demandas do mercado de trabalho.

As startups devem ser estimuladas pois gerarão empregos com o perfil do trabalhador que está chegando ao mercado. É preciso estarmos atentos. O Brasil é um dos países com maior potencial de automatização de mão de obra, atrás apenas de China, Índia e EUA na quantidade de trabalhadores que poderiam ser substituídos pela automação.

De acordo com estudo da Mc Kinsey, 38% dos postos de trabalho no Brasil poderiam ser automatizados. Outro dado a ser considerado é que cerca de 60% das profissões poderiam ter ao menos 30% de suas atividades automatizadas. Estudos também mostram que a substituição do homem pela máquina depende de as tecnologias se tornarem mais baratas que a mão de obra, do dinamismo do mercado e da "aceitação social".

Os setores onde podem ocorrer as mudanças no sistema de produção e atendimento são varejo, indústria, agricultora, construção civil, transporte, hotelaria e alimentação. A reforma trabalhista no Brasil, mesmo precisando de ajustes, certamente colaborará para amenizar os conflitos que surgirão nas novas relações de trabalho.

Precisamos encarar essas mudanças com bastante realismo, já que países como o nosso pode perder atratividade, uma vez que a mão de obra barata em pouco tempo não será fator determinante. A imobilização mascara a tomada de decisões. É preciso mudar. Portanto, o crescimento da economia não significará necessariamente que serão criados mais empregos, refletirá no aumento da produtividade.

 

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