Diário da Região

03/06/2018 - 00h00min

Artigo

Dá para amar e ser feliz ao mesmo tempo?

Para construir uma rotina agradável, precisamos sair de um estágio imaturo do desenvolvimento

Johnny Torres/Arquivo karina Younan
Psicoterapeuta formada pela 
PUC-Campinas, Mestre e 
Doutoranda pela Famerp
karina Younan Psicoterapeuta formada pela PUC-Campinas, Mestre e Doutoranda pela Famerp

Nos relacionamentos equilibrados, os parceiros alternam ceder e exigir, em prol da boa relação. Mas, afinal, onde é que estão os relacionamentos equilibrados?

Não é a falta de amor o vilão entre as pessoas, mas a incapacidade de lidar com as inseguranças que ele suscita. A pressa da paixão pode nos atrapalhar a conduzir bem um relacionamento.

Controlar o parceiro é uma tentativa de se sentir menos inseguro dentro da relação, mas denuncia a falta de evolução. Se agonizamos pelas paixões, que não façamos da dignidade algo menor. Não sobreviveremos. Desculpem-me os passionais, mas respeito é fundamental.

Não é a paixão e tampouco o amor que sustentará os relacionamentos, ao contrário, é a forma de nos apoiarmos que garantirá bons sentimentos. Já disse Carpinejar “O amor e a paixão são o mesmo fogo, mas o amor aquece, a paixão queima.”.

Se você faz o tipo que se joga e depois recolhe os cacos, corra para o divã. A família agradece. O discurso comum vem estampado com a propaganda enganosa: “só aceite o que somar”, procure alguém que não tenha dilemas, inseguranças, que te idolatre, chip atualizado, contas pagas de fábrica. Afinal, está bem cheio de pessoas sem traumas ou angústias ou carências, só escolher.

Trocaram a autoestima pela supervalorização, mas são instituições diferentes. Uma forma eficiente de nos manter sempre frustrados, ter expectativas estratosféricas. As pessoas atacam, pensando que reagem.

Toda paixão é bipolar. As pessoas ficam incapazes de se perceber agindo de forma bélica e, sem o equilíbrio, dão espaço para a ação da gravidade e altos níveis de agressividade, enquanto culpam as pessoas ou situações à sua volta. O mal resolvido vira vínculo. O amor não vai ter tempo ou oxigênio para se estabelecer.

O tratamento para quem está nessa condição é, primeiramente, tomar consciência de que se está produzindo algo danoso para a própria vida. RESPONSABILIZAR-SE, assim, em caixa alta, por ações em prol da relação. Procurar auxílio através do vínculo com uma boa terapia, que não lhe passe a mão na cabeça principalmente. Trabalhar a frustração interna e reagir de modo mais produtivo, parar de viver tentando reverter situações ruins.

Mas Karina, pra tudo você vai sugerir psicoterapia? Pra quase tudo. Ninguém deveria se excluir, um Santo remédio.

Para construir uma rotina agradável, precisamos sair de um estágio imaturo do desenvolvimento, esperar para conseguir o que queremos com base em negociação e troca. Parar de achar que o outro é só um meio para obter o que desejamos. Pensar no que queremos, no que devíamos querer, construir algo para oferecer.

As relações conturbadas demandam energia e tempo. Sufocam quando deveriam encantar.

Para partir para o próximo ou sair da roda viva, é necessário pensar. Quem vive no jogo ou na ameaça, mente e ilude, geralmente não tem algo substancial a oferecer. Gente crescida já sabe: Lobo, vestido de cordeiro, ainda cheira a lobo.

Aqueles que não conhecem como modelo, relações baseadas em segurança e estabilidade, não terão as mesmas condições para trabalhar pela família ou se desenvolver profissionalmente, como aqueles em que a base da relação é o afeto, a estabilidade e o apoio emocional. Pare, pense e reflita. Faça isso com ajuda.

Traduziu bem a atriz Joan Crawford:

“O amor é fogo. Mas se vai aquecer seu coração ou incendiar sua casa, nunca se sabe.”

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