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22/06/2018 - 12h17min

NOS PASSOS DE NOSSOS PAIS

Especialista fala sobre a busca pela felicidade

Centenas de vezes ouvi a questão proposta por pais aflitos: Será que meu filho se sente amado? O que mais eu deveria fazer por ele para que fosse uma pessoa feliz e realizada?

Divulgação Nos passos de nossos pais
Nos passos de nossos pais

“É Preciso tentar ser feliz, mesmo que seja apenas para dar o exemplo."

A frase, do poeta e cronista francês Jacques Prevert, reflete um conhecimento que tenho aprendido ao longo de quase 25 anos de trabalho clínico em psicoterapia. Centenas de vezes ouvi a questão proposta por pais aflitos: Será que meu filho se sente amado? O que mais eu deveria fazer por ele para que fosse uma pessoa feliz e realizada?

Não há dúvidas que esses pais amam seus filhos, sentem suas dores e aflições, correm a socorrê-los e a medicar-lhes diante das diversas situações e crises no desenvolvimento.

A grande questão é que as crianças aprendem a agir como nós, antes de nos escutar.

Repetem o que fazemos conosco e não o que fazemos aos outros.

“Quero que meu filho seja uma pessoa feliz, não frustrado como eu”. Ora, mas é este o grande dilema da educação que se repete...

Serão felizes, se vocês aprenderem a sê-lo também, como uma estrada que se constrói, facilitando o livre acesso dos que desejam seguir pelo mesmo caminho.

A questão que realmente faria diferença na vida de seus filhos é: Eu me sinto amado? O que mais eu deveria fazer para me tornar uma pessoa realizada e gostar muito de minha vida?

É necessário concentrar-se em ser feliz, olhar para os desejos e sentimentos mais profundos, aqueles que foram constantes da infância aos dias de hoje. Quem não teve na infância o exemplo de olhar-se, só olha aos outros.

Fundador da psicologia analítica, Carl Gustav Jung dizia aos discípulos médicos: “Quem olha pra fora sonha, quem olha pra dentro, desperta.”.

Absolutamente necessária a dedicação dos pais (assim, em dupla) aos seus filhos. Em algumas situações de dor, angústia e medo, o pai sensível se faz presente. Mas vi, repetidamente, mães deixando suas vidas de lado para atender caprichos e agendas cada vez mais cheias de seus filhos, enquanto sua vida e seus desejos mais secretos ficavam de lado esperando uma chance de se manifestar, mas esse momento nunca veio. O discurso foi ficando obsoleto, o corpo refletindo o descuido consigo...

A infelicidade que domina os pais é o modelo central do receio, insegurança e frustração de seus próprios filhos. As pessoas não são mais felizes por falta de exemplos!

Pergunte-se: o que teria sido de mim, se meus pais tivessem sido muito felizes? Amorosos, não comigo, mas um com o outro?Como teria sido minha vida e, principalmente, minha infância? Eu seria uma pessoa mais livre? Com menos receios e preocupações?Saberia eu viver melhor com meu companheiro e me trataria melhor se fosse isso que eu tivesse assistido no dia a dia da minha família?

Pela falta de segurança pessoal (e não insegurança sobre o amor dos pais), as pessoas vivem sem acreditar e confiar no potencial que tem, sem ousar, sem se atirar e perseguir boas remunerações e relacionamentos melhores.

Se olharmos claramente para o mundo e para as nossas próprias vidas, percebemos que tudo o que somos e que tudo o que fazemos, pertence a um todo maior, com fortes reflexos e influências do que vimos e assistimos nossos pais fazerem a si mesmos.

Por isso o meu melhor conselho: não confunda autosacrifício com amor e autocuidsdo com egoismo, são instâncias diferentes. Ser feliz é o grande exemplo que faria com que nossos filhos também não se contentassem com menos.

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