Diário da Região

08/06/2018 - 00h18min

Coluna do Diário

'Não vou participar do jogo deles', diz Menezes

Vereador diz que críticas contra ele parte de grupo interessado em mostrar poder para Edinho

Mara Sousa 22/3/2018 Jorge Menezes
Jorge Menezes

Chamado até de "covarde" pelos colegas por deixar o plenário antes do fim da sessão extraordinária desta quinta, 7, quando ainda faltava um projeto do Executivo para ser votado - e que não foi aprovado por um voto -, o vereador Jorge Menezes (PTB) reagiu na mesma moeda em entrevista, por telefone, à Coluna, na tarde do mesmo dia.

"Eles querem mandar em mim e em mim eles não mandam", respondeu o petebista ao ser questionado sobre a razão da ofensiva dos vereadores, também dirigida a Gerson Furquim (PP), outro que abandonou o plenário antes do fim da sessão. Ao contrário de Menezes, no entanto, Furquim não tem qualquer compromisso com o governo.

Os ataques partiram dos vereadores Fábio Marcondes, Anderson Branco, ambos do PR, e Celso Peixão (PSB), o mais incisivo, que falou em "covardes" e "pipoqueiros" no plural, mas deixou subentendido que o recado era para o petebista quando citou que são vereadores que "tem tudo com o governo". Quem puxou a fila, no entanto, foi Marcondes, que acusou Menezes de "falta de interesse com a cidade" ao deixar a sessão de "forma covarde".

O projeto rejeitado, que precisava de 12 votos para ser aprovado e teve 11, era para regularizar concessão de áreas públicas para a Associação Renascer e Clube Amigo do Deficiente.

"Podem me criticar à vontade. Olha de quem eu estou recebendo críticas...", ironizou Menezes, que enxerga na reação do grupo comandado pelos vereadores Fábio Marcondes (PR) e Paulo Pauléra (PP) uma forma de tentar pressioná-lo a votar de acordo com suas determinações. "Eles vendem uma situação que tem um grupo de vereadores na mão e podem fazer o que quiser, mas a mim eles não têm", disparou o petebista. "Não quero participar do jogo deles", acrescentou. O jogo seria mostrar coesão e força nas negociações com o secretário de Governo, Jair Moretti, interlocutor do prefeito Edinho Araújo (MDB) entre os vereadores, principalmente nas votações de 2/3 quando são necessários 12 dos 17 votos no plenário, as mais difíceis para o Executivo. "Se quiseram me usar hoje (ontem), eles tomaram ferro. Não aceito que me coloquem cabresto", afirmou Menezes. "Eles mandam o Anderson Branco e Peixão me baterem, mas de quem eu estou apanhando quero apanhar para sempre", continuou. Em relação à estratégia do grupo de tentar colocá-lo contra governo ao contrariar os interesses do prefeito, que emprega aliados do vereador, ele subiu ainda mais o tom. "Se for para abaixar as calças na Câmara, manda embora. Não vou ficar de quatro para o prefeito por causa de dois ou três cargos. Um prefeito que me traiu, que meu deu as costas depois que levei um partido inteiro para ele", disparou. Menezes nunca digeriu o fato de ter ficado sem secretaria, apesar do apoio do PTB a Edinho na eleição de 2016.

Outro lado

Peixão disse que não mencionou o nome de nenhum vereador em suas críticas. "Perdemos um projeto muito importante para a cidade, da instituição Renascer", disse ao explicar as razões de suas críticas. Branco negou que siga orientações de Marcondes e Pauléra. "Tenho personalidade própria e voto em tudo com minha consciência. Tenho responsabilidade com meu mandato e com a população. Não sou como ele que abandona o plenário numa votação tão importante como é a da instituição Renascer", disse. "O Jorge é governo. Na semana passada, me parece, nomearam uma pessoa dele", acrescentou.

Marcondes disse que não iria comentar as declarações de Menezes, mas as classificou de "inverdades". Pauléra chamou o petebista de "bipolar" por criticar "companheiros como nós, que estamos juntos há tantos anos". O vereador desafiou o colega a apontar um projeto que tenha votado "para que eu pudesse negociar alguma coisa em nome dele". "É revoltante ouvir isso", disse.

Frase:

"Se for para abaixar as calças na Câmara, manda embora. Não vou ficar de quatro para o prefeito por causa de dois ou três cargos. Um prefeito que me traiu, que meu deu as costas depois que levei um partido inteiro para ele"
Jorge Menezes, vereador do PTB, respondendo a ataques feitos pelas suas costas em plenário depois que ele deixou a sessão extraordinária desta quinta, 7, sem votar projeto de interesse do prefeito Edinho Araújo (MDB). Vereadores acusaram Jorge de falta de consideração com o governo, apesar das “regalias” concedidas a ele pelo prefeito

Na Rede

Reprodução

Fogo

Pré-candidato do PSDB à Presidência da República, o ex-governador Geraldo Alckmin decidiu deixar o bom-mocismo de lado e partiu para o ataque antes mesmo de a campanha começar. O alvo, claro, é quem está bem nas pesquisas ao contrário dele. "Bolsonaro foge dos debates porque não tem o que dizer. Fugiu também da sabatina da 'Folha'. Convido a imprensa a procurar propostas sobre segurança pública em seu site. Nada até agora. Me acusa de ser o 'santo' quando sabe que se trata de fake news. Covardia, leviandade ou os dois?", questionou o tucano no Facebook.

Bolsonaro e Skaf

E já que o nome de Jair Bolsonaro veio à baila, o presidenciável do PSL, inciou aproximação com Paulo Skaf para ter um palanque em São Paulo. Skaf é pré-candidato do MDB ao governo do Estado.

França e Ciro

Enquanto Bolsonaro conversa com Skaf, Ciro Gomes, presidenciável do PDT, já teria se acertado com o pré-candidato a governador pelo PSB, Márcio França, que até outro dia fazia juras de fidelidade eterna a Alckmin, que, por obrigação partidária, tem de apoiar o tucano João Doria, principal rival de França.

Isso é que ansiedade

Sem muito o que mostrar no primeiro ano e meio de governo, o prefeito Edinho Araújo (MDB) está ansioso com a instalação de campus do Instituto Federal de Educação em Rio Preto pelo governo federal, do parceiro Michel Temer. Tão ansioso que viajou nesta quinta, 7, a Barretos, para ver de perto os equipamentos (cadeiras, computadores, ar-condicionado etc) da futura unidade, que ficarão armazenados no campus de Barretos até o fim da reforma do prédio daqui.

Notas

Guilherme Baffi/Arquivo Alcides Barbosa
Alcides Barbosa

Explosivo

Na audiência com Alcides Barbosa (foto) nesta quarta-feira, 7, em Rio Preto, o homem que denunciou irregularidades no governo de Valdomiro Lopes (PSB) fez novas acusações. Mais uma vez envolvendo o ex-procurador-geral do município Luiz Tavolaro. O lobista afirmou que o ex-procurador teria uma conta bancária com R$ 2 milhões quando era advogado da Dersa. Segundo ele, o dinheiro seria de Paulo Preto, suspeito de ser operador de propinas do PSDB.

Pressão

Ainda na audiência, Alcides afirmou que donos da Constroeste teriam pedido pressa a Tavolaro, durante churrasco em uma chácara, na rescisão do contrato de coleta de lixo entre a Prefeitura de Rio Preto e a Leão Leão. O contrato foi rescindido dias depois, segundo Alcides. Por meio de sua assessoria, a Constroeste diz que o depoimento de Alcides é "desprovido de qualquer verdade".

Dupla dinâmica

Quem acompanha os movimentos dos vereadores Fábio Marcondes (PR) e Paulo Pauléra (PP) diz que o primeiro está mesmo de olho na Secretaria de Trânsito, enquanto o segundo quer o apoio do prefeito Edinho Araújo (MDB) para voltar à presidência da Câmara. Ambos esperam uma definição do governo até agosto.

Defesa de Júnior nega irregularidade

Advogado do vereador Francisco Júnior (DEM), Éder Fasanelli afirmou nesta quinta-feira, 7, que não ocorreram irregularidades em contrato para exploração de cantina no ginásio Antônio Natalone, quando seu cliente era secretário de Esportes em Rio Preto. No mesmo dia, o Diário revelou que Júnior virou alvo de denúncia do Ministério Público por ter firmado contrato de permissão de exploração da cantina com marido de assessora da pasta quando era secretário. Fasanelli diz que a licitação da cantina foi feita pela Prefeitura. "O vereador não tem responsabilidade alguma nisso e vamos informar à Justiça", disse. Júnior afirmou nesta quinta, na Câmara, que apenas seu advogado fala sobre o caso.

Curtas

É Copa - A Prefeitura de Rio Preto definiu horários de funcionamento em dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo. Na sexta, 22 de junho, quando o Brasil enfrenta a Costa Rica, às 9h, o horário de entrada na Prefeitura será às 13h. Já no dia 25, em jogo contra a Sérvia, às 15h, os servidores serão dispensados às 13h. Outras mudanças serão definidas caso o país avance de fase.

Mulheres poderosas - Cotada até para disputar a Prefeitura de Votuporanga na eleição passada, a sindicalista Lia Marques (foto), que preside o sindicato dos comerciários na cidade, assumiu a presidência da Fecomerciários/SP no lugar de Luiz Carlos Motta, que teve de se afastar do cargo para poder se candidatar a deputado federal pelo PR nas eleições de outubro. A posse de Lia foi nesta quinta-feira, 7.

Em alerta - Diante de problemas com a empresa terceirizada Produserve, que tem contratos em análise pela Secretaria de Administração, a Prefeitura de Rio Preto abriu cinco novas licitações de serviços terceirizados. Uma delas, exclusiva para limpeza de escolas, com custo estimado em R$ 11 milhões. A abertura das propostas está marcada para o dia 14.

Outra rodada - A CPI da Emurb marcou outra rodada de depoimentos para segunda-feira, 11. Funcionária do setor de finanças da empresa pública, Cláudia Prado será ouvida a partir das 9h. Depois será a vez de Sílvio Pedro da Silva, diretor da Guarda Municipal. A comissão quer que o diretor explique acusações de que fiscalização da Guarda em relação a motoristas que não pegam Área Azul ou que não renovam o cartão é ineficaz.

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