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30/06/2018 - 16h23min

Desvio de Verbas

Juíza decreta prisão preventiva de ex-secretário Laurence Casagrande

Laurence Casagrande Lourenço foi secretário de Logística e Transportes no governo de Geraldo Alckmin

Guilherme Baffi 16/11/2017 Laurence Casagrande, ex-secretário de Alckmin, é de Votuporanga
Laurence Casagrande, ex-secretário de Alckmin, é de Votuporanga

A juíza Maria Isabel do Prado, da 5.ª Vara Federal de São Paulo, decretou a prisão preventiva (por tempo indeterminado) do ex-secretário de Logística e Transportes no governo de Geraldo Alckmin (PSDB) e ex-presidente da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) Laurence Casagrande Lourenço - alvo da Operação Pedra no Caminho, investigação sobre desvios de R$ 600 milhões das obras do Rodoanel Norte. Laurence é de Votuporanga, onde ainda tem família.

A magistrada ordenou também a custódia por tempo indeterminado do ex-diretor da estatal paulista Pedro da Silva. Eles estavam presos temporariamente desde 21 de junho.

Para Maria Isabel, a liberdade dos investigados "constitui um grave risco à instrução processual, às testemunhas e, como consequência, à própria possibilidade de aplicação da lei penal".

Na decisão, a juíza cita o depoimento de uma testemunha que trabalhou como secretária pessoal de Laurence Casagrande por sete anos até sua exoneração em 2018. Segundo a magistrada, a secretária "revelou que o investigado determinou que documentos fossem triturados ou o fez pessoalmente".

A juíza relata na decisão que Pedro da Silva "figurou como um dos principais e mais influentes integrantes da organização criminosa" no cargo de diretor de Engenharia da Dersa, somente subordinado a Laurence Casagrande.

Cautelares

Na mesma decisão, Maria Isabel do Prado determinou a soltura de cinco investigados, e impôs a eles medidas cautelares. Na lista está o atual diretor da Dersa Pedro Paulo Dantas do Amaral Campos. Os cinco deverão comparecer mensalmente à Justiça e estão proibidos de frequentar quaisquer dos endereços ou manter contato com funcionários e ex-funcionários da Dersa ou de empresas relacionadas às obras do Rodoanel Trecho Norte. Eles também estão proibidos de deixar o País. A juíza também suspendeu as funções públicas e atividades de natureza econômica dos investigados.

‘Arbitrária’

A defesa de Pedro Paulo afirmou que "felizmente a Justiça reconheceu a inexistência de razão, motivo e necessidade dessa prisão arbitrária" e "em breve, reconhecerá que inexistiu qualquer ilicitude".

As defesas de Laurence Casagrande e dos demais citados não haviam sido localizadas pela reportagem até a conclusão desta edição.

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