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27/06/2018 - 00h30min

À espera do triunfo

Nigerianos torcem pela saúde da filha recém-nascida

Tristes pela derrota para a Argentina, Titilope e Michael, da Nigéria, esperam mesmo é por outra vitória: poder cuidar da filha recém-nascida. Para isso, vieram para Rio Preto em busca de saúde de qualidade

Guilherme Baffi 26/6/2018 Michael, com a filha, Ewaoluwa, no colo, e a mulher, Titilope: pequena tem 27 dias de vida
Michael, com a filha, Ewaoluwa, no colo, e a mulher, Titilope: pequena tem 27 dias de vida

"No Brasil há amor". Foi assim que a nigeriana Titilope Adesanwo, de 29 anos, definiu sua chegada a Rio Preto junto com o marido, Michael Adesanwo, 24, há três meses. Eles decidiram vir à cidade para realizar acompanhamento médico do nascimento da filha, Ewaoluwa, de apenas 27 dias.

"A Nigéria tem altas taxas de mortalidade infantil e fomos procurar referências em saúde no mundo. Como no Brasil há saúde pública gratuita e os amigos da internet disseram que Rio Preto é uma das boas cidades na área, viemos aqui para o nascimento da nossa filha", explicou Titi. "Lá eles não são bons suficientes e não se preocupam com mãe e filho. A cesárea também é muito cara", complementou.

O casal ficou chateado com a derrota da Nigéria para a Argentina nesta terça-feira, 26, mas querem a vitória mesmo é nos cuidados com o bebê.

Por meio do aplicativo Couchsurfing, os nigerianos nascidos em Lagos, maior cidade do país, conheceram o rio-pretense Leonildo Bernardo Pinto, que os orientou na introdução ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ofereceu sua casa até que eles se estabelecessem na cidade. O casal havia perdido dois filhos antes do nascimento de Ewaoluwa e encontrou seu caminho em Rio Preto, tanto que não pretendem voltar ao país de origem tão cedo.

Mesmo com a imagem do Brasil transmitida na Nigéria, que segundo o casal não é boa, destacando apenas a violência e os problemas, a receptividade rio-pretense é fator pelo carinho à cidade. "Um amigo nigeriano que já estava no Brasil disse que não era assim. Estou achando fantástico, principalmente as pessoas e suas contribuições. Recebemos ajuda de tanta gente legal e somos agradecidos", comentou Michael. Ele deve começar a trabalhar dentro de alguns dias.

O futebol no país africano também é o esporte mais popular. "Em Copas, a Nigéria costuma sempre ter atrair a torcida das adversárias, por ser um povo que faz festa, é alegre e criativo", falou Michael.

Ele carrega um caderno descrevendo toda a trajetória do casal no Brasil e pretende transformá-la em um blog, para que todos possam ver pelo que o casal passou e mostrar aos nigerianos como é o Brasil.

(Colaborou Victor Stok)

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