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26/06/2018 - 00h30min

Homenagem ao Craque

Os primeiros passos do pequeno Neymar

Guilherme Baffi 16/6/2018 O pequeno Neymar, de um ano e sete meses, correndo
O pequeno Neymar, de um ano e sete meses, correndo

O combinado entre o casal foi feito logo quando descobriram a gravidez. Se menina, ela colocaria o nome Ana Maria, se menino, a responsabilidade seria do pai e a criança se chamaria Neymar.

Após o exame para saber o sexo do bebê, não deu outra. Neymar Joseph Jerome, rio-pretense com nome em homenagem ao craque da Seleção, nasceu em dezembro de 2016. Entre tantos Ronaldos, Rivaldos, Sócrates, Edsons e diversos nomes inspirados em grandes ídolos do futebol, o nome de Neymar começa a ganhar idolatria dos fãs do esporte.

Filho de Shedeler Jerome, 33, e Maria Joseph, 34, casal de haitianos que veio para o Brasil em busca de melhores oportunidades de trabalho, a adoração pelo craque virou homenagem familiar. "Eu gosto muito do Neymar e da Seleção Brasileira como um todo. Para mim, ele é o melhor jogador do mundo", explicou o pai, justificando a escolha. A conquista das Olimpíadas do Rio em 2016 foi primordial para o fã haitiano. "Para o Brasil, só faltava ganhar os Jogos Olímpicos, aí ele entrou e ajudou o time a conquistar o ouro", completou Shedeler.

Em nenhum momento a mãe chegou a questionar o nome e sempre apoiou seu registro oficialmente. "Não fiquei brava, também gosto do Brasil, do Neymar e do nome", comentou a mãe. "Onde ele joga eu torço, quando estava no Santos eu torcia para os santistas, quando foi pro Barcelona passei o torcer também e agora torço para o PSG."

Só o tempo dirá se Neymar, de um ano e sete meses, será talentoso como o homônimo com a bola nos pés, mas o pequeno já mostra rapidez para se desagarrar dos pais. "Ele não dá trabalho hoje, só chutava muito quando estava na barriga", falou a mãe. "Vou levá-lo na escolinha de futebol, mas se não quiser ser jogador não tem problema, ele vai escolher o caminho dele", complementou Shedeler. Os pais pretendem colocar pôsteres do jogador no quarto do pequeno para mostrar a origem do seu nome e exibir os gols e jogadas do famoso atleta.

Não é apenas entre os fãs que o jogador faz sucesso. Neymar foi o jogador da Copa do Mundo mais mencionado no Twitter, na 1ª rodada do evento, superando Cristiano Ronaldo e Messi. O levantamento considerou tweets publicados em todo o mundo.

Vinda ao Brasil

Apesar dos pais serem haitianos, o garoto foi registrado em Rio Preto, após nascer na Santa Casa. Shedeler chegou ao país em 2013, primeiro em Tabatinga, depois mudou-se para Manaus e se estabeleceu na região de Rio Preto, onde está há quatro anos. Ele mora com a família em Mirassolândia e trabalha em uma granja na cidade, a 20 quilômetros de Rio Preto.

"Vim por trabalho, porque lá é muito difícil. As pessoas aqui são legais e gente boa. No Haiti tudo era mais difícil. Aqui vejo que as pessoas não têm problemas com ninguém e o governo ajuda um pouco a gente", explicou o haitiano.

O casal possui uma bela história de amor. Eles se conheceram no Haiti dez meses antes de Shedeler vir para o Brasil. Quando se instalou em Rio Preto, ele ajudou a trazê-la para cá, pagando sua passagem. "Eu tenho saudades do Haiti, da família e dos amigos. Lá tenho minhas irmãs e as tias e tios", afirmou Shedeler. Um primo dele ajudou com os gastos para vir ao Brasil. Maria tem o pai e um irmão lá no Haiti e não tem parentes aqui.

O rapaz também incentivou outros dois irmãos a virem, Jean Bertho, 22, e Chedou Jerome , 36. Os três trabalham na granja e Maria trabalha em uma loja de plantas ornamentais.

(Colaborou Victor Stok)

Paixão pelos brasileiros

Guilherme Baffi 16/6/2018 Shedeler Jerome e Maria Joseph haitianos colocaram o nome do seu filho de Neymar Joseph Jerome
Shedeler Jerome e Maria Joseph haitianos colocaram o nome do seu filho de Neymar Joseph Jerome

O amistoso entre Brasil e Haiti em 2004, conhecido como "Jogo da Paz", realizado no país da América Central ficou na memória de Shedeler, Maria e milhares de haitianos. O placar ficou em 6 a 0 para os brasileiros, mas o resultado pouco importou.

"Não tem ninguém lá que torce pro Haiti, todo mundo torce pro Brasil porque gosta, ainda mais depois do Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Roberto Carlos terem ido lá", comentou o rapaz. "Muita gente fala que a Copa começa quando o Brasil joga. Se o Brasil não participar de uma Copa seria como se não houvesse o evento", acrescentou. A Seleção do Haiti nunca participou de uma Copa do Mundo.

Segundo dados de 2014, o Haiti possui 0,483 de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), ocupando a posição de número 163. Quanto mais próximo de zero, mais dificuldades econômicas e sociais enfrenta o país. O índice avalia educação, renda per capita e acesso à saúde. Para comparação, o Brasil ocupa 75ª posição com 0,755 de IDH. O país lida com a pobreza, agravada pela passagem de fenômenos da natureza, como um terremoto com 7.3 pontos na escala Richter em 2010, que devastou o território. (VS)

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