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09/06/2018 - 22h07min

Em Viena

Seleção Brasileira faz o último amisto contra a Áustria

Setor defensivo é arma de Tite para o quarteto - Neymar, Gabriel Jesus, Philippe Coutinho e Willian - brilhar. É a defesa menos vazado da história da Seleção na fase pré-Copa. Nas 20 últimas partidas, levou apenas cinco gols

Lucas Figueiredo/CBF Sylvinho, auxiliar de Tite, orienta Paulinho, Miranda, Thiago Silva, Casemiro e Danilo durante treino de jogadas aéreas
Sylvinho, auxiliar de Tite, orienta Paulinho, Miranda, Thiago Silva, Casemiro e Danilo durante treino de jogadas aéreas

A eficiência da Seleção, sob comando do técnico Tite, tem como destaque mais visível as jogadas ofensivas e os gols do quarteto formado por Neymar, Gabriel Jesus, Philippe Coutinho e Willian. Eles estarão em campo novamente neste domingo,10, diante da Áustria, no último amistoso antes da estreia do Brasil na Copa, no próximo domingo, diante da Suíça. Mas a defesa também é a protagonista.

O setor é o menos vazado da história da seleção na fase pré-Copa. Nas 20 últimas partidas, o time levou apenas cinco gols, um recorde. A marca anterior pertencia à equipe treinada por Sebastião Lazaroni antes da disputa da Copa da Itália, em 1990.

Na época, o time, que foi campeão da Copa América do ano anterior, sofreu apenas sete gols no mesmo período. No Mundial da Itália, a seleção, que sofreu só dois gols, não teve sucesso. Foi eliminada nas oitavas de final ao perder para a Argentina, por 1 a 0. "Isso vocês têm que falar com o Cléber [Xavier]", respondeu Tite, dando os méritos para a excelente fase da defesa ao seu auxiliar técnico. "Ele é o retranqueiro. Ele gosta da escola gaúcha de volantes."

Na última Copa, a defesa foi o ponto fraco no maior vexame da história da seleção em Mundiais. Só nas duas últimas partidas, o time levou 10 gols -7 a 1 para a Alemanha, na semi, e perdeu para a Holanda, por 3 a 0, na disputa do terceiro lugar do torneio. Para Tite e seu auxiliar, a palavra-chave para definir o sucesso da defesa até aqui é o equilíbrio. "É assim que vemos o futebol. Para jogar, o time precisa ter a bola e se defender", explica Xavier, que convenceu os atacantes a também participarem do esquema defensivo.

"Não é só os jogadores da primeira linha [da defesa], que precisam estar comprometidos. Trabalhamos com todos para ter a estruturação defensiva. Só assim podemos jogar depois", completa.

No esquema que entrará em campo em Viena, Willian e Coutinho terão que cumprir funções defensivas para não deixar a defesa exposta.

Já Neymar e Jesus terão mais liberdade. Mesmo assim, os dois sempre ajudam na marcação, quando o time está sem a bola. Para ter sucesso no setor, o time não precisa apelar para as faltas, segundo Xavier.

"O segredo é posicionar bem os jogadores, trabalhar as coberturas. Assim, conseguimos pegar a bola com mais rapidez", disse o auxiliar. Junto com Tite, ele montou a defesa do Corinthians.

Antes dos jogos, Tite sempre faz questão de deixar claro a importância de todos no setor defensivo. "Perdeu a bola, agride. Repito sempre aos atletas. Vocês não gostam de jogar? Para isso, precisam se defender. Todos têm que participar da ação de retomar a bola para tê-la nos pés", disse Tite, que superou até agora os times comandados por Telê Santana (1982) e Zagallo (1970), suas principais referências na Seleção. Antes da Copa da Espanha, o time comandado por Telê sofreu 12 gols no mesmo período de 20 partidas. O levantamento não leva em conta o último amistoso. Já a equipe de Zagallo levou 5 gols, mas jogou bem menos que o Brasil de Tite. Substituto de João Saldanha, ele teve apenas 10 jogos antes da Copa no México.

Ficha técnica

ÁUSTRIA

Siebenhandl; Dragovic, Prödl e Hinteregger; Lainer, Baumgartlinger, Ilsanker e Alaba; Espátula e Zulj; Arnautovic. Técnico: Franco Foda.

BRASIL

Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Philippe Coutinho, Willian e Neymar; Gabriel Jesus Técnico: Tite.

Árbitro: Viktor Kassai (HUN). Local: estádio Ernst Happel, em Viena, neste domingo, 10, às 11 horas (de Brasília), com transmissão ao vivo pela Rede Globo e Sportv.

Brasil repete campeões com 'base Guardiola'

Manchester City FC Dos 23 convocados por Tite, quatro defendem o Manchester City
Dos 23 convocados por Tite, quatro defendem o Manchester City

Campeãs mundiais em 2010 e 2014, Espanha e Alemanha podem servir de inspiração para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da Rússia. A base das equipes era formada por jogadores de Barcelona e Bayern de Munique, times que, na época, eram comandados por Pep Guardiola. Desta vez, Brasil e Inglaterra são os países com mais atletas convocados da equipe do treinador do Manchester City.

Dos 23 convocados por Tite para a Copa, quatro jogam no clube inglês: o goleiro Ederson, o lateral Danilo, o meio-campista Fernandinho e o atacante Gabriel Jesus. Destes, Danilo e Jesus serão titulares titulares no amistoso de domingo (10), contra a Áustria. Fernandinho disputa posição com Willian e Ederson é reserva de Alisson no gol. Espanha, em 2010, e Alemanha, em 2014, tinham sete jogadores que trabalhavam com o treinador no ano do Mundial entre os 23 convocados.

A seleção espanhola, que era comandada por Vicente del Bosque, contava com Piqué, Puyol, Iniesta, Xavi, Busquets e Pedro. Todos foram titulares na final contra a Holanda. Além deles, o goleiro Victor Valdés, reserva de Casillas, estava entre os convocados.

Já a Alemanha comandada por Joachim Löw contava com Neuer, Boateng, Schweinsteiger, Müller, Lahm, Toni Kroos em campo na decisão contra a Argentina. Além deles, o time tinha Götze, que começou na reserva e entrou na etapa complementar para marcar o gol do título na prorrogação. "Acho muito importante para o meu estilo jogar em uma equipe onde o padrão de movimentação é mais ou menos o mesmo. Você sabe onde seus companheiros vão estar durante o jogo", afirmou o lateral direito Danilo, substituto de Daniel Alves no time de Tite. "Acho importante ter quatro jogadores do mesmo time na seleção. O padrão de jogo melhora. Mas os outros jogadores também são de equipes grandes, com padrão parecido", completou o jogador do Manchester City. (Folhapress)

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