Diário da Região

06/06/2018 - 00h30min

Internet

Segurança de dados pessoais em discussão

Em meio aos escândalos de vazamento de dados na internet, especialistas de Rio Preto debatem de que maneiras as empresas devem tratar essas informações para proteger privacidade dos clientes

Rio Preto recebe nesta quinta-feira o segundo evento promovido pelo Startup Grind, comunidade de empreendedores nascida na Califórnia e que recebe a chancela do Google. O tema será Privacidade versus Experiência do Cliente na Internet: como empresas e usuários podem chegar a um equilíbrio. Discussão apropriada para um momento em que veem à tona escândalos de vazamentos de dados pessoais.

Os palestrantes que vão abordar o tema serão o professor doutor Adriano Cansian, docente e pesquisador em Segurança da Informação da Unesp de Rio Preto, e Adriana de Moraes Cansian, advogada especialista em direito eletrônico. O encontro será na sede do GS Group, na avenida Marginal Aniloel Nazareth, 5650, bairro Mansur Daud. Ainda há ingressos disponíveis, ao custo de R$ 50. As inscrições podem ser feitas pelo site https://www.sympla.com.br/startup-grind---adriana-de-moraes-cansian-e-adriano-cansian__286913.

Segundo Cansian, entender os aspectos técnicos e jurídicos que envolvem dados é determinante para a proteção dos interesses das empresas e do cidadão. O consumidor se sente mais seguro e amparado quando a empresa demonstra cuidados e preocupação com a proteção dos dados que obtém e trata. "Além disso, a adoção de medidas adequadas, técnicas e legais, pode evitar que a empresa seja arrastada para alguma ação legal que pode até causar sua falência no caso de um vazamento ou uso indevido de dados", explica.

Durante o evento, o especialista vai mostrar a importância de se estar preparado antes que um problema aconteça. "Do ponto de vista técnico e legal é mais inteligente e mais barato do que reagir posteriormente a um incidente. É melhor saber como colocar bons cadeados do que tentar remediar uma porta arrombada", disse.

Cansian ressalta que o processo de compra nunca pode ser invasivo com relação aos dados pessoais do cliente. Ele quer uma boa experiência de compra e, para que isso aconteça, é preciso que determinadas informações sejam coletadas e tratadas. Mas elas não devem ser coletadas em excesso ou desnecessariamente.

Por exemplo, para que o serviço de filmes sugira o que assistir de acordo com as preferências é preciso que a empresa colete e trate dados sobre filmes anteriores. Por outro lado, a empresa não precisaria saber que tipo de comida que a pessoa gosta, uma vez que isso não é relevante para oferecer um filme. "Ou seja, o limite é um equilíbrio entre a necessidade fundamental do dado para o oferecimento um recurso, e a privacidade daquilo que não é necessário para que o serviço seja oferecido adequadamente", disse.

Para proteger seus consumidores, cabe às empresas entender as questões técnicas e legais envolvidas com a proteção de coleta e posse de dados; adotar mecanismos técnicos para a proteção dos dados; adotar as melhores medidas para não coletar dados desnecessários; estabelecer uma política clara de tratamento de dados (política de privacidade) não ceder ou permitir o uso dos seus dados por terceiros quando isso não for previsto contratualmente, etc. "Para fazer tudo isso é necessária uma política de privacidade e de segurança bem estabelecidas", orienta.

Startup Grind

A comunidade de empreendedores Startup Grind nasceu na Califórnia, berço de empreendedores desse tipo de atividade, que sentiram a necessidade de trocar experiências. Ao perceber a possibilidade de escala, o Google entrou para o projeto e decidiu patrociná-lo mundialmente. Hoje, está presente em mais de 300 cidades de 120 países. No Brasil, 12 locais abrigam o projeto, inclusive Rio Preto. "São três os objetivos: educar, inspirar e conectar", explica o diretor do Startup Grind em Rio Preto, Wladimir DAndrade.

Troca de experiências

Ele explica que os participantes têm a possibilidade de compartilhar experiências, conhecer novos empreendedores que podem atender suas demandas e ainda têm a troca de conhecimento, como vai ocorrer amanhã. "Já construímos os fundamentos da nossa comunidade, que são bem sólidos. Temos startups sendo criadas, grandes empresas de olhos nessas soluções. Agora, temos a chance de ampliar essa visibilidade e criar mais conexões entre empreendedores, daqui e do mundo", afirmou.

A rede é aberta e para integrá-la basta participar dos eventos. A partir daí, o interessado entra para a comunidade do Whastapp, recebe informações por e-mail, tem acesso a conhecimento por meio da página do Facebook e começa a troca de experiências e conexões pessoais. Em dois meses, já são 200 pessoas no grupo.

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