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11/06/2018 - 22h46min

EFEITOS DA GREVE

Cimento e aço em alta ameaçam empregos

Setor queixa-se dos preços da Petrobras e diz que cenário atual afeta a construção civil

Johnny Torres 5/4/2018 Construção civil
Construção civil

A lista de insatisfeitos com a política de preços da Petrobras continua crescendo. Após caminhoneiros, o setor da construção civil foi ao Palácio do Planalto reclamar diretamente com o presidente Michel Temer dos reajustes frequentes pela estatal petroleira. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, deu como exemplo o aumento recente de 5% no preço do cimento e de 3% no aço gerado em razão dos combustíveis mais caros. Martins alertou que a manutenção dessa política pela estatal pode gerar desemprego na construção.

Após a reunião com Temer, Martins alertou aos jornalistas que, se a política de preços da Petrobras for mantida, será preciso adotar algum ajuste para que "as construtoras sobrevivam".

O grande problema levado a Temer é o descasamento entre custos em alta e a dificuldade contratual de repassar o aumento aos clientes. O caso mais grave ocorre nas obras do setor público. "Como eu vou incluir no preço de um projeto um aumento de 20% ou 30% como ocorrido recentemente? O Tribunal de Contas da União (TCU) certamente vai dizer que é superfaturado", disse, ao citar como exemplo grandes obras. No caso das pessoas físicas, construtoras podem repassar o aumento a cada ano. "Tenho que esperar 12 meses. Não há empresa que aguente", reclamou.

"Não tem como prever algo tão maluco como essa política de preços. É preciso ter o mínimo de previsibilidade", disse, ao reclamar do monopólio da Petrobras no setor do petróleo no Brasil. "Não se pode compreender uma empresa à mercê da concorrência", disparou, ao pedir uma política de preços "no mínimo regulada" para os combustíveis. Martins disse que tratou da política de preços da Petrobras e não da tabela de fretes adotada atabalhoadamente pelo governo.

O presidente da entidade reconheceu, porém, que os dois temas são relacionados e disse que a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o tabelamento do frete "pode ser uma saída" para o problema dos fretes.

Saldo positivo

Apesar das tensões na indústria e no mercado, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 914 milhões no período de 1º a 10 de junho (6 dias úteis), segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 11, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). No período, as exportações somaram US$ 4,849 bilhões e as importações, US$ 3,935 bilhões.

A primeira semana de junho (1º a 3), com apenas um dia útil, registrou superávit de US$ 333 milhões, resultado de exportações de US$ 738 milhões menos importações de US$ 404 milhões. Na segunda semana do mês (4 a 10), o saldo comercial foi positivo em US$ 581 milhões.

 

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