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09/06/2018 - 00h30min

Cotação

Após beirar R$ 4, dólar fecha em R$ 3,70

Banco Central e Tesouro intervieram para conter a escalada da moeda

Johnny Torres 18/5/2017 notas de dolar
notas de dolar

Após o Banco Central anunciar uma oferta adicional de US$ 20 bilhões para frear a escalada do dólar, nesta sexta-feira, 8, foi a vez de o Tesouro Nacional mostrar que tem munição para conter o pânico do mercado financeiro.

O órgão anunciou que vai manter na próxima semana os leilões diários de recompra de títulos públicos, para dar uma saída a investidores que querem se desfazer dos papéis da dívida brasileira e reduzir a pressão no mercado de contratos futuros de juros.

A atuação conjunta do BC e do Tesouro surtiu efeito: depois de encostar nos R$ 4,00 na quinta-feira, o dólar desabou nesta sexta. A moeda americana fechou em queda de 5,35%, cotada a R$ 3,70, o maior recuo desde 24 de novembro de 2008, quando o País enfrentava o auge das turbulências provocadas pela crise financeira internacional originada pelos títulos sub prime do mercado de imóveis dos Estados Unidos. Os juros futuros também recuaram.

O Ibovespa chegou a ensaiar uma alta pela manhã, mas encerrou em baixa pela quarta vez consecutiva (-1,23%), ficando abaixo dos 73 mil pontos e acumulando perda semanal de 5,56% com a continuidade da aversão ao risco doméstico.

Analistas afirmam, porém, que o mercado segue muito sensível e que a instabilidade deve continuar nos próximos dias, reagindo principalmente a resultados de pesquisas eleitorais aguardados para o fim de semana e ao cenário externo.

Diante dessa perspectiva, o Tesouro já avisou que vai continuar recomprando títulos da dívida até o fim de junho, numa tentativa de dar maior previsibilidade aos investidores após críticas de que havia pegado o mercado de surpresa ao anunciar as intervenções extraordinárias. O Tesouro ainda vai avaliar se, após a semana que vem, haverá necessidade de que esses leilões continuem sendo diários.

"Tudo que está acontecendo na economia é normal em ano de eleição e com o cenário externo atual. Todo o mecanismo de coordenação da equipe econômica está funcionando", disse o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, que afirmou que as críticas são bem-vindas e forçam o órgão a dar "mais transparência" às suas ações.

A estratégia de atuação foi traçada em sintonia com o Banco Central, que também vai atuar até o fim da semana que vem com uma oferta adicional de US$ 20 bilhões em contratos de swap (que equivalem à venda futura de dólares). O BC indicou ainda que pode promover leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) ou vender reservas, se necessário.

No caso do Tesouro, é possível que as recompras de títulos se estendam pelos próximos meses, mas essa decisão dependerá de nova avaliação sobre as condições do mercado. Almeida afirmou ainda que o governo tem poder de fogo para aumentar o volume de compra, caso seja necessário.

 

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