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12/06/2018 - 00h30min

Zonas de risco

USP pesquisa macacos no zoológico de Rio Preto

Equipe analisa amostras de sangue e saliva de macacos do zoo de Rio Preto, dentro do plano de ação para definir zonas de risco com maior circulação de arbovírus, entre eles os que transmitem zika e dengue

Mara Sousa 11/6/2018 Um dos habitantes do zoo rio-pretense, sagui-de-cara branca é pesado, anestesiado e, após a coleta, é realizado exame clínico
Um dos habitantes do zoo rio-pretense, sagui-de-cara branca é pesado, anestesiado e, após a coleta, é realizado exame clínico

Pesquisadores do Centro de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), campus da USP, realizaram coletas de sangue, saliva e fezes de sete dos nove macacos do zoológico de Rio Preto, nesta segunda, dia 11. O material será submetido a análise e integra estudo que tem objetivo de mapear a região nordeste do Estado de São Paulo para o risco de infecção por arbovírus (vírus transmitidos por insetos, como mosquitos e carrapatos).

O objetivo, segundo o biólogo Gilberto Sabino dos Santos Júnior, é compreender a dinâmica dos danos desses vírus na natureza, como o vírus da Zika, febre amarela, chikungunya, dengue, entre outros. "A partir do momento que conseguirmos identificar os vírus que estão circulando, iremos tentar mapear possíveis zonas de risco, ou seja zonas onde há a maior probabilidade de estar circulando o vírus. Isso serve para criar estratégias de mitigação (intervenção humana com o intuito de reduzir ou remediar um determinado impacto ambiental nocivo) para a Vigilância Epidemiológica e também prever e prevenir possíveis surtos de doenças".

O projeto teve início em 2017 e tem previsão de término em 2021. A primeira fase consistiu na padronização para detecção desses arbovírus. Atualmente, a pesquisa está na segunda fase, a de coleta de material para mapear as mesorregiões de Ribeirão Preto e Rio Preto. Até o momento, já foram coletados material em cerca de 160 animais e em espécies como saguis, bugios e macacos-prego. Participam também do estudo o Centro de Controle de Zoonoses e o Bosque de Ribeirão Preto, e zoológicos de Catanduva, Barrinha, Serra Azul, São Carlos, São José do Rio Pardo e Leme.

As datas de coleta são agendadas de acordo com o cronograma do zoológico, coordenando com a época do manejo com o objetivo de evitar o estresse dos animais.

Além de macacos de zoológicos, serão coletados material de animais que vivem na natureza. Essas amostras serão em Barrinha, Cravinhos e Ribeirão Preto. Em Rio Preto, são só os macacos do zoológicos. "Porque esses animais se estiverem com arbovírus, provavelmente estarão circulando na região. Optamos por zoológicos para não estressar os animais de vida livre".

O procedimento

Os primatas são pesados e anestesiados e, após a coleta, é realizado exame clínico, com aferição de temperatura, auscultação cardíaca e pulmonar, avaliação das mucosas, olhos, ouvidos, unhas, pele e pelos.

De acordo com médico veterinário e gestor do zoológico de Rio Preto, Ciro Alexandre Teixeira Cruvinel, os animais foram sedados com anestesia injetável. Ciro explicou ainda que dois macacos ficaram fora do estudo em razão da idade. "Ao invés de usar anestesia inalatória, optamos por fazer uma contenção química com benzodiazepínico. Isso quer dizer que tínhamos um animal sedado ao ponto de fazer a coleta do material com menor risco para o animal."

O biólogo chama a atenção para o fato de que os macacos não transmitem as doenças, como febre amarela, zika, entre outras. "É importante deixar claro que os primatas servem como bioindicadores. Eles não são os vilões. Quem transmite os vírus são os mosquitos, que são hospedeiros e vetores ao mesmo tempo. Os macacos são hospedeiros amplificadores, então, eles podem vir a óbito".

O estudo faz parte do projeto de doutorado do pesquisador Leonardo La Serra, e a orientação é do professor Luiz Tadeu Moraes Figueiredo e a co-orientação de Gilberto.

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