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08/07/2018 - 00h30min

#FICAADICA

Uso de elevador também requer seus cuidados

Em Auriflama, uma mulher de 84 anos morreu após o rompimento do cabo; confira 7 dicas de segurança

Você entra no elevador, aciona o andar e espera alguns segundos para chegar ao destino final, mas no caminho a energia elétrica acaba e o aparelho trava. Agora imagine você no elevador quando, de repente, o cabo de aço que movimenta o aparelho se rompe.

Cada vez mais presente em prédios e até mesmo em residências, os elevadores deixaram de ser apenas sinal de aflição para os claustrofóbicos que sentem receio de ficar em ambientes fechados, tornando-se sinal de preocupação para quem nunca teve medo de andar no aparelho.

Recentemente, uma idosa de 84 anos morreu na região após o elevador de sua casa despencar. O acidente aconteceu em Auriflama e o aparelho havia sido instalado para facilitar o acesso da mulher ao segundo andar do sobrado.

O acidente ocasionado pelo rompimento de um cabo de aço fez com que o elevador despencasse, deixando a senhora com fraturas nas pernas e quadril. Anisia Rosa de Oliveira Souza foi socorrida e levada para Santa Casa de Araçatuba, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Segundo o filho da vítima, Fábio Batista de Souza, de 45 anos, a mãe, no dia do acidente, havia descido para abrir a porta de casa, como de costume. Ao voltar e subir no elevador o cabo se rompeu. "Os vizinhos ouviram e acionaram o resgate", diz Souza.

Ele conta que foram os filhos que construíram o elevador para a mãe na finalidade de facilitar o acesso dentro de casa e que sempre prestaram manutenção no aparelho. "O elevador tinha tudo certinho, até dois sensores de segurança. Minha mãe havia superado muita coisa, era forte, nunca esperávamos que ela morreria dessa maneira", ressaltou.

Outra morte ocasionada por acidente de elevador ocorreu no Rio de Janeiro, com o pai do ex-jogador do Corinthians Camacho. Junto a ele estava a mãe e o irmão do jogador, que ficaram feridos no acidente. A família de Camacho tinha o aparelho em casa por Leonardo, irmão do jogador, ser paraplégico.

Dois casos em diferentes localidades, mas que se unem nos motivos que levaram a instalação dos aparelhos em casa. Em ambos, familiares com alguma dificuldade de locomoção motivaram a aquisição de um elevador para a residência.

Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros Alexandre Neto, grande parte das ocorrências atendidas pelo grupamento de acidentes com elevador são ocasionadas por queda de energia, entretanto, a falta de manutenção dos aparelhos também é fator para muitos outros casos. "Não é indicado o uso de elevador em dias de chuva, pois costuma dar queda de energia e, em casos de incêndio, jamais usá-lo." aconselha o tenente.

Só em 2017, na região de Rio Preto, foram realizados pelo Corpo de Bombeiros 34 atendimentos de pessoas em risco devido a alguma pane no elevador. Contudo, esse número pode ser ainda maior, vindo a considerar que em muitos casos a corporação não é notificada, tendo o próprio zelador ou empresa contratada realizado o resgate.

"Percebemos que, das ocorrências graves, destaca-se a abertura da porta quando o elevador não se encontra no andar. Por vezes, o que trava essa porta é um pino, que deve receber manutenção. Recomendamos aos responsáveis manter sempre a manutenção não só das cordas, mas também de cada porta dos andares. Às vezes, a porta abre e o elevador ainda não chegou ocasionando acidentes" explica o tenente.

Rubens Barreto Alvarenga que é diretor de uma empresa de elevadores de Rio Preto recomenda manutenção em uma periodicidade de 30 dias, ou seja, todo mês deve ser realizado algum reparo. "Percebemos que os maiores causadores estão ligados intimamente à ausência de manutenção preventiva, ou até mesmo em alguns casos da ausência do freio de emergência sob a cabine", diz Rubens.

Ele ainda conta que em Rio Preto não existe órgão fiscalizador para a manutenção dos aparelhos. "A ausência de órgãos competentes municipais e estaduais, estão dando asas aos aventureiros oportunistas que saem de empresas sérias e se aventuram neste campo sem as devidas responsabilidades técnicas mínimas exigida para esta função", completa.

O tenente do Corpo de Bombeiros orienta a utilização da escada em casos de emergência e a manutenção periódica do aparelho por parte dos responsáveis. "A orientação é manter a calma, acionar o interfone e avisar quem está do lado de fora, principalmente, porque existe o procedimento de fazer o elevador funcionar manualmente, que demanda tempo" conclui Alexandre.

Confira dicas para não se acidentar quando o elevador parar ou quebrar.

(Colaborou Rone Carvalho)

Sete dicas ao utilizar o elevador

1) Nunca aperte várias vezes o botão de chamada ou fume dentro do elevador. Evite lotar o aparelho com peso acima do permitido e bloquear o fechamento das portas com objeto. É bom lembrar que lotação acarreta no desgaste prematuro do equipamento.

2) Cuidado com as crianças, elevador não é lugar de brincadeiras. Não deixe que as crianças entrem primeiro, assim que as postas se abrem, evite deixá-las usar o aparelho sozinhas e exija da empresa a conservação do equipamento, além do bloqueio da porta do elevador quando ele estiver em reparos ou revisão técnica.

3) Se os elevadores pararem entre dois andares, os ocupantes devem manter a calma, acionar o botão de alarme e utilizar o interfone para pedir ajuda. Nunca force as portas, nem tente sair por conta própria, o elevador pode voltar a funcionar no momento que estiver saindo. Vale lembrar que falhas mecânicas permitem que a porta se abra sem a presença do elevador, provocando acidentes fatais.

4) Em caso de incêndio não utilize elevadores, o abandono do edifício deve ser feito pelas escadas. Os acidentes com elevadores são mais frequentes do que se supõe. Os mais comuns são ocasionados pelo uso da chave de abertura emergencial de portas por pessoas leigas e, posteriormente, ao não travamento da porta, além do uso inadequado do equipamento, brincadeiras dentro da cabine e resgate inadequado de passageiros.

5) Ao contratar uma empresa de manutenção de elevadores desconfie de preços abaixo dos oferecidos no mercado. Faça constar no contrato de manutenção a revisão preventiva mensal dos elevadores e uma vez por ano uma vistoria completa. Verifique se os engenheiros responsáveis possuem registro no CREA. Além disso, fique atento, pesquisas mostram que é no dia da manutenção que ocorre a maior incidência de acidentes e todo o cuidado é pouco, principalmente com a troca de horário de funcionários. Placas de sinalização devem ser colocadas na garagem e no térreo, avisos devem ser afixados nas portas dos elevadores.

6) Observar o funcionamento do elevador é muito importante, verifique se as normas de segurança estão sendo devidamente cumpridas: o elevador não deve parar além de 5 cm do nível do andar; fio desencapado também é motivo de alerta e atenção com poças de óleo no chão ou infiltrações na casa de máquinas. Caso o elevador do seu prédio apresenta desnível de cabine, está parando entre dois andares, andando com a porta aberta ou com a porta sem abrir, deve ser interditado e a empresa de manutenção imediatamente acionada, porque são estes os principais sintomas de que o equipamento está com problema sério.

7) Saiba que muitos modelos de elevadores não são totalmente vedados, mas há uma restrição de ar. Dessa forma, caso esteja acompanhado de outros passageiros, evitem falar muito. Procure saber se há algum asmático ou pessoa que tenha algum outro problema respiratório. Se for você e estiver desacompanhado, informe os demais passageiros, principalmente, em casos em que você fica preso no elevador por um longo tempo.

Fonte: Corpo de Bombeiros

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