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24/06/2018 - 00h30min

EU CHEGO LÁ

Escolha da profissão é individual

Aluno deve ouvir opiniões da família, mas somente ele pode decidir o que quer fazer no futuro que se aproxima

Johnny Torres 21/6/2018 Mariana entrou em química, mas abandonou para prestar medicina, enquanto Pedro escolheu administração depois de muita pesquisa
Mariana entrou em química, mas abandonou para prestar medicina, enquanto Pedro escolheu administração depois de muita pesquisa

Além da rotina de estudos, quem está no terceiro ano do ensino médio ou no cursinho precisa se preocupar com uma das mais importantes decisões da vida: a escolha da profissão - ela define a forma como cada um vai se preparar para o vestibular, por exemplo. O curso escolhido vai determinar o que o aluno, em teoria, vai fazer para o resto da vida.

Mariana Hipólito da Silva, de 22 anos, faz cursinho no Kelvin e sonha com uma vaga de medicina em alguma universidade pública. Ela chegou a cursar química na Universidade de São Paulo (USP), mas não se encontrou e abandonou no segundo ano. A mudança também foi influenciada por um momento difícil em sua vida. Sua mãe teve leucemia e, durante esse período, a jovem entrou em contato com a rotina de um médico.

"Foram meses com ela no hospital em que acabei descobrindo a minha vocação. Percebi naqueles dias que tem muito amor em ajudar ao próximo e me encontrei. Levei em conta a minha felicidade e a realização para fazer essa escolha. Amei a carreira e o dia a dia dos médicos", conta.

Priscilla Zanforlim Zago, professora de Redação do Kelvin, orienta que o jovem deve reconhecer suas habilidades, aptidões e interesses e associá-los com informações sobre diferentes carreiras e o mercado de trabalho. "Acredito que a escolha não deva ser realizada apenas baseada no retorno financeiro que a carreira possa oferecer, já que esse fator é bastante variável de tempos em tempos", opina. "O aluno deve levar em conta sua área de maior interesse e habilidade."

Baseada em sua experiência, a docente diz que o aluno normalmente fica em dúvida entre fazer o que gosta e o que dá dinheiro, além de ter dificuldade em lidar com a opinião dos pais e com o medo de não atender às expectativas da família.

Também aluno do Kelvin, Pedro Henrique Pachá Botaro, 18 anos, diz que a pressão das pessoas que estão ao redor (família, amigos e professores) sempre existe, mas acredita que cabe ao aluno decidir sozinho sobre seu futuro. Sua intenção é cursar administração na USP ou na Universidade Federal do Paraná (UFPR), ambas que utilizam o Enem em seu processo de ingresso.

"Essa opção surgiu como algo novo, após muito pesquisar. Com o apoio dos meus pais e do cursinho acabei optando por ser algo que segue de acordo com meus interesses tanto no campo de trabalho quanto nas minhas aptidões", conta. "Algo muito importante foram os testes vocacionais que realizei ao longo desse semestre no Kelvin e todo o apoio informacional que me disponibilizaram."

Pedro relata que o que mais pesou foi pensar onde ele gostaria de passar seus dias e naquilo que seria um prazer realizar ao longo da vida. Ele sempre foi bastante indeciso e se sentia pressionado ao ter que escolher algo rapidamente. Prestou vestibular para diversos cursos de várias áreas: direito, agronomia e medicina. "Optei em definitivo por administração há poucos meses. Nesse momento que o vestibulando enfrenta deve existir calma e paciência, se cercar de pessoas que possam ajudar e ouvir diversas opiniões. Requer muito foco."

A professora Priscilla acredita que durante a preparação para o vestibular é importante focar na carreira pretendida, mas também é preciso estar preparado para eventuais mudanças com relação ao curso escolhido durante o processo.

Carlos Eduardo de Freitas, psicólogo, desenvolve um trabalho de orientação vocacional no cursinho Kelvin. Ele ensina que o aluno deve considerar seus defeitos e qualidades, motivações, interesses, potencialidades, habilidades, valores, aspirações, conflitos e ansiedades relacionadas às escolhas e expectativas em relação ao futuro profissional.

"São vários os aspectos que dificultam a escolha da carreira, que vão desde a utilização de critérios inadequados até a falta de informações sobre si mesmo e as profissões existentes", diz.

Na avaliação do psicólogo a opinião dos pais não deve ser desprezada pelo estudante, pois ela contribui para o autoconhecimento - bem como o que pensam amigos e familiares. "Mas que fique muito claro: a decisão final é exclusiva da pessoa. No caso de haver pressão, a melhor saída é ter uma conversa sincera na qual devem ser expostos os argumentos sobre os critérios utilizados em sua decisão", orienta. Os pais devem falar abertamente com os filhos sobre suas preferências, e não dar indiretas nas entrelinhas.

O psicólogo afirma que o trabalho de orientação vocacional deve ser oferecido a todos os alunos porque contribui com o processo de escolha e revela informações sobre o estudante, como os vestibulares mais condizentes com seu perfil, o que está sendo utilizado sobre seu potencial e o que é possível fazer para melhorar.

Eu chego lá

Pedro Sotelo Calvo, 17 anos, é aluno do Kelvin e pretende cursar engenharia mecatrônica na USP ou na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Inicialmente, pensou em engenharia civil, mas desistiu quando, ao conversar com um profissional da área durante uma feira de profissões, percebeu que não se identificava.

Em uma outra feira, conheceu um engenheiro mecânico. "Acabei me interessando pela engenharia mecânica, que acaba sendo bem semelhante. Conversei com ele sobre o que fazia, em que trabalhava, em que áreas podia atuar. Mostrou até um vídeo resumindo um pouco todo o processo que o engenheiro mecatrônico participa. Fiquei interessado", conta.

Depois da experiência, ele procurou informações e vídeos na internet e teve a oportunidade de conversar com outro profissional da área. "Tirei algumas dúvidas sobre o curso, creio que seja a área em que quero trabalhar, que me agradará e que me deixará feliz profissionalmente no futuro."

Jaqueline Silva dos Anjos, 18 anos, prepara-se para o Enem nos cursinhos Vitoriano e Carolina Maria de Jesus. Ela presta nutrição da Unirp e engenharia de alimentos na Unesp e também pensa em cursar gastronomia. "Conforme ia mexendo com alimentos eu percebia que queria saber mais sobre aquele alimento, que queria conhecê-lo e saber receitas novas e diferentes que eu poderia fazer com ele", afirma. "Outro fator importante para a minha decisão foi o fato de que desde pequena minha avó me ensinou a cozinhar. Depois da morte dela, isso fez com que me sentisse mais próxima."

Diário da Jaque

Mara Sousa 18/5/2018 Jaqueline Silva dos Anjos - Enem - Escola Oscar de Barros Serra Doria
Jaqueline Silva dos Anjos - Enem - Escola Oscar de Barros Serra Doria

Essa semana foquei em redação, estudei aulas passadas de zoologia e fiz vestibulares anteriores da Unesp, além de algumas provas passadas do Enem. Percebi que estava com dificuldades em literatura, então procurei estudar algumas escolas literárias que acredito que são mais difíceis.

Jaqueline Silva dos Anjos, 18 anos, que presta nutrição e engenharia de alimentos

 

Diário do Pedro

Mara Sousa 18/5/2018 Pedro - aluno do Kelvin
Pedro - aluno do Kelvin

Minha semana começou estudando um pouco mais que o usual graças às matérias atrasadas que tinha do sábado que fiz a Unesp. Acabei tomando um tempo para assistir ao jogo do Brasil com a minha família e ao longo da semana eu fui focando mais na parte de humanas enquanto eu mantinha a matéria em dia.

Pedro Sotelo Calvo, 17 anos, que presta engenharia mecatrônica

 

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