Diário da Região

06/06/2018 - 22h21min

QUARTO ESPECIAL

José, o primeiro bebê de parto humanizado no HCM

O filho do casal Poliana e Guilherme foi o primeiro bebê a nascer na sala do HCM especialmente desenvolvida para parto humanizado, voltado para o protagonismo da mulher e ao respeito à criança

Guilherme Baffi 6/6/2018 José nos braços da mãe,
Poliana, e acompanhado
pelo pai, Guilherme: em
menos de 24 horas foi
dada a alta médica
José nos braços da mãe, Poliana, e acompanhado pelo pai, Guilherme: em menos de 24 horas foi dada a alta médica

Atire o primeiro sapatinho de crochê a mãe que nunca sonhou com o momento em que veria o rosto de seu filho. A empresária Poliana Martins de Faria, de 20 anos, viveu essa emoção na noite desta terça-feira, 5, e ainda com a marca de ser pioneira: o parto de José, seu primeiro pequeno, estreou a sala de parto humanizado do Hospital da Criança e Maternidade (HCM).

A nova mamãe garante: mesmo que a segunda criança seja um plano para daqui a um tempo, com certeza quer repetir a experiência. A jovem optou pelo HCM após adquirir confiança durante os atendimentos na emergência da instituição e o parto superou suas expectativas.

Chamada de PPP, a sala abriga os três momentos do nascimento: pré-parto, parto e puerpério. O quarto tem diferenciais como maior espaço para locomoção da parturiente, banheiro mais amplo, acomodamento individualizado e itens para ajudar o bebê a chegar, como bolas suíças e banquetas, onde José nasceu.

O acompanhante para a grávida é lei, mas no cômodo há possibilidade de mais de uma pessoa ficar. Além do papai, Guilherme Martins de Faria, educador físico de 28 anos, assistiram ao nascimento de José os avós maternos, Karla Rodrigues Martins e Gilmar Rodrigues Martins.

Poliana nunca chegou a cogitar cesárea e ficou sabendo sobre o parto humanizado por meio da irmã, que teve experiência parecida. O médico que fez seu pré-natal não realiza esse trabalho, mas, após passar algumas vezes durante a gestação pelo HCM, ela e o marido adquiriram confiança na equipe e optaram por ter José lá com um plantonista - no final, por causa da demora do parto, quatro médicos acompanharam o processo.

Desde que as contrações começaram, por volta das 22h30 de segunda, 4, ela foi e voltou do hospital para casa duas vezes. Na terceira ofereceram a sala de parto humanizado, onde Poliana poderia caminhar pelo espaço, tomar banhos quentes e ficar em posições que ajudassem José a nascer. "Achei o máximo", diz.

Por causa do cansaço, a jovem optou por utilizar uma anestesia que também ajudou a dilatação. "Ele nasceu na banqueta, foi muito bom. É uma sensação muito boa, de alívio."

Guilherme gostou da experiência de participar ativamente do nascimento do filho. "Eles deram a possibilidade de ficar mais pessoas da família, que fizessem bem, para deixar o ambiente mais tranquilo", conta. "A enfermeira fica o tempo inteiro com a gente, orienta, vai dando dicas de como fazer as coisas. A gente não sabia que ia ser assim."

O quarto de parto humanizado é destinado aos pacientes de convênio e do SUS, sem distinção. Como explica a enfermeira obstétrica Bianca Madi Rodrigues Sandrini, nos outros aposentos é possível fazer parto normal, mas o espaço físico é reduzido. Se as pacientes desejarem, vão para um centro obstétrico e depois retornam ao quarto. Já no novo espaço ela fica lá durante todo o tempo.

Parto humanizado

"Humanizar é deixar a paciente escolher o que ela quer. Se quer ficar quietinha, tomar banho, ter no quarto. Poder decidir e deixar o bebê vir na hora que quiser", explica Bianca.

O parto humanizado também pode ser uma cesárea, mas a doula Talita Miranda afirma que a humanização é o protagonismo da mulher, embora seja importante tornar as cirurgias menos traumáticas.

O HCM está adotando práticas mais humanísticas nas operações, como diminuição das luzes, deixar o bebê mais tempo com a mãe após o nascimento, incentivando a amamentação, não dar banho nem fazer exames imediatamente após o parto. "Faz muita diferença para o bebê nascer e não ser separado da mãe, adaptar aqui fora primeiro, entender o que está acontecendo, se vincular com quem gerou ele", opina Talita.

Outra medida adotada é deixar um dos braços da mulher solto durante a operação, para que ela possa abraçar o filho quando ele chegar, e abaixar o campo cirúrgico para mãe e acompanhante verem o nascimento.

 

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