Diário da Região

29/05/2018 - 00h30min

INFECÇÕES BACTERIANAS

Fique por dentro da tuberculose ganglionar, que afetou Simaria

Doença que tirou a cantora Simaria dos palcos, tuberculose ganglionar está diretamente relacionada à imunidade do organismo

Pixabay/Divulgação Tuberculose ganglionar é a forma mais comum de tuberculose extrapulmonar
Tuberculose ganglionar é a forma mais comum de tuberculose extrapulmonar

No último domingo, 27, no Fantástico, da Rede Globo, a cantora Simaria, que faz dupla com a irmã Simone, falou sobre a doença que a tirou dos palcos desde o mês passado: a tuberculose ganglionar. Forma mais comum de tuberculose extrapulmonar, ou seja, que não afeta a região dos pulmões, a tuberculose ganglionar acomete os gânglios linfáticos, também chamados de linfonodos, que são pequenos órgãos de defesa localizados em várias partes do corpo.

Segundo a pneumologista Mariana Bilachi Pinotti Lobregat, do Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC), de Rio Preto, a tuberculose ganglionar está diretamente ligada à resistência do organismo. "Ela é a causada pela mesma bactéria responsável pela tuberculose pulmonar (Mycobacterium tuberculosis), mas a sua manifestação apenas é favorecida pela baixa imunidade do corpo. Por isso, é uma doença muito comum em pessoas que sofrem de problemas que afetam o sistema imunológico, como a aids", explica.

Na entrevista para o Fantástico, Simaria contou que já havia tido tuberculose pulmonar três vezes. Como ela não percebeu que estava com a doença, acabou não se cuidando. O infectologista que acompanha a artista, David Uip, destacou que a tuberculose ganglionar pode ter surgido devido ao ritmo agitado do cotidiano da cantora: "Fez shows de mais, cantou demais, viajou demais e comeu de menos."

A infectologista Raquel Xavier de Souza Saito, docente da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, informa que a tuberculose está entre as cinco principais causas de morte em mulheres. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), são cerca de 70 mil novos casos e 4 mil mortes ocasionadas pelos diferentes tipos de tuberculose por ano somente no Brasil. "Esses indicadores posicionam a tuberculose como a segunda causa de óbito por único agente infeccioso no mundo", sinaliza.

A pneumologista do IMC destaca que o período frio e seco é propício para a transmissão da tuberculose. "A tuberculose é transmitida de pessoa para pessoa, pelo ar, quando o doente fala, tosse ou espirra, através das gotículas da saliva", enumera. A transmissão de pessoa para pessoa somente vale para a tuberculose pulmonar. "A forma ganglionar não é transmissível."

A tuberculose ganglionar tem sintomas semelhantes aos da tuberculose pulmonar: febre (principalmente no final da tarde), emagrecimento, fraqueza e dor no peito. A única diferença está no aumento expressivo dos gânglios linfáticos localizados na região do pescoço. "Esses  linfonodos aumentam de tamanho. Eles rígidos e difíceis de pegar, apesar de não apresentarem quadros de dor", explica Mariana. 

Em pacientes que vivem com o HIV, é comum a tuberculose ganglionar acometer linfonodos de diferentes partes do corpo, como tórax, axilas e virilhas. "Por isso, é importante cuidar da imunidade do corpo, fazer exames de rotina, ter uma boa hidratação e evitar aglomerações de pessoas nesse período de frio", orienta a pneumologista do IMC.

O diagnóstico da tuberculose ganglionar é feito por meio de uma biópsia desse linfonodo aumentado, e o tratamento é semelhante ao da forma pulmonar da doença, envolvendo quatro tipos de antibióticos. "O índice de cura é muito alto, chegando a 98%."

 

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