Diário da Região

23/05/2018 - 00h30min

SAÚDE

Doença silenciosa, glaucoma é a 2ª maior causa de cegueira total

Segunda maior causa de cegueira irreversível no mundo, o glaucoma é uma doença silenciosa e que só pode ser diagnosticada por meio de exame médico

Pixabay/Divulgação Glaucoma é caracterizado pela alteração do nervo ótico, que pode levar à perda da visão
Glaucoma é caracterizado pela alteração do nervo ótico, que pode levar à perda da visão

Uma doença silenciosa, que raramente resulta em dor ou qualquer outro sintoma aparente, está entre as principais causas de cegueira total no mundo. Trata-se do glaucoma, cujo diagnóstico é feito apenas por meio de exame oftalmológico específico. 

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a estimativa é que, até o ano de 2020, 80 milhões de pessoas no mundo tenham glaucoma.

Para disseminar conhecimento e conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com a saúde dos olhos, o 26 de maio foi instituído como Dia Nacional de Combate ao Glaucoma.

Segundo o oftalmologista Marcelo Mendonça, de Rio Preto, o glaucoma é uma doença ocular caracterizada por alteração do nervo ótico, que causa um dano irreversível das fibras nervosas e, como consequência, a perda de campo visual. "Esse nervo ótico é responsável pela conexão com o cérebro, que dá a percepção do sentido da visão. Quando o glaucoma se estabelece, é como se uma câmera estivesse desconectada do monitor", diz ele, que é especialista em catarata e glaucoma pela Universidade de Harvard.

Para os profissionais da saúde, o glaucoma é um problema sério porque a maioria das pessoas não tem o hábito de procurar o oftalmologista para identificar se estão saudáveis. "Muitas pessoas procuram um médico apenas quando sentem diminuição da visão. Neste momento, o caso já está critico e, provavelmente, os danos serão irreversíveis. É preciso consultar um oftalmologista para se obter o diagnóstico através de exames de fundo de olho e de pressão ocular", orienta o oftalmologista José Renato Duarte, especialista em glaucoma do Hospital de Olhos da Redentora.

Foi numa consulta de rotina ao oftalmologista, há cerca de duas décadas, que o aposentado César Ferreira Júlio, 63 anos, descobriu que tinha glaucoma.

"No exame, o médico percebeu que a minha pressão intraocular estava alterada. Na época, ele me receitou um colírio para eu aplicar duas vezes ao dia. Durante esse período de tratamento, voltei ao médico várias vezes. Graças a Deus tenho tido um acompanhamento desde o início, e não tive danos no nervo ótico nem no campo visual", conta.

Hereditariedade e genética

O oftalmologista Alexandre Misawa, do Hospital San Paolo, de São Paulo, destaca que são poucos os fatores de risco para o glaucoma relacionados aos hábitos de vida. "A doença pode ser hereditária. Por isso, quem tem casos na família precisa investigar. Existem ainda outros fatores de risco como o uso crônico de corticosteroides, tanto via oral, nasal quanto na forma de colírios, além de doenças como diabetes e problemas cardíacos", sinaliza.

Marcelo também destaca fatores genéticos relacionados à doença. "O glaucoma crônico de ângulo aberto, por exemplo, é muito comum entre afrodescendentes, enquanto que o de ângulo fechado se desenvolve mais entre descendentes de asiáticos. Estima-se que, entre as pessoas acima de 40 anos, pelo menos 3% delas vão desenvolver o glaucoma."

Tipo mais comum, o glaucoma de ângulo aberto é caracterizado pelo aumento da pressão intraocular e déficit do campo visual. Já o glaucoma de ângulo fechado é o mais emergencial, uma vez que pode causar a perda visual irreversível rapidamente. Ainda há o glaucoma do tipo secundário, que pode ocorrer devido a alguma complicação médica, seja pelo uso excessivo de corticoides ou até mesmo por conta de cirurgias como a de cataratas.

O tratamento varia conforme o tipo de glaucoma, estando relacionado na maioria das vezes com a redução da pressão intraocular.

"Inicialmente, recorremos ao uso de colírios. Caso não haja eficácia ou surjam efeitos colaterais importantes, os tratamentos cirúrgicos são indicados. Nos casos iniciais, podem ser usado os MIGS, que são dispositivos micro invasivos com baixo risco na realização e rápida recuperação do paciente. Nos casos mais severos da doença, as cirurgias de trabeculectomia e implantes valvulares têm melhor eficácia", enumera José Renato.

Campanhas na cidade

A população de Rio Preto e região pode obter informações sobre glaucoma e outras doenças oculares em duas ações que serão realizadas nesta semana em shopping centers da cidade. 

Nesta sexta, 25, o Riopreto Shopping recebe uma equipe do Hospital de Olhos da Redentora, que realiza campanha do Dia Nacional de Combate ao Glaucoma pelo quinto ano consecutivo. O atendimento do será feito das 10h às 21h, oportunidade para as pessoas tirarem todas as dúvidas. 

Já no Plaza Avenida Shopping, nesta sexta e sábado, 25 e 26, a Fundação Abiótica realiza a campanha Olho Vivo - Pelo direito de enxergar direito. Profissionais de saúde vão dar informações e esclarecer dúvidas sobre saúde visual. Serão realizados ainda avaliações de acuidade visual (capacidade do olho para distinguir detalhes espaciais, ou seja, identificar o contorno e a forma dos objetos).

Caso seja identificada alguma dificuldade de leitura, a pessoa será orientada a procurar um especialista. A ação tem por objetivo ainda informar o público com relação aos riscos de se usar produtos falsificados e sem qualidade como óculos solares e de grau. Na sexta, o atendimento ao público será das 12h às 20h, e no sábado, das 10h às 18h.

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