Diário da Região

27/05/2018 - 00h00min

OLHOS SUBMERSOS

Especialista explica que o cloro não é o grande vilão das piscinas

Há quem diga que após nadar, os olhos ficam mais sensíveis e que a culpa é do cloro. Especialista garante que não

Pixabay/Divulgação piscina
piscina

Seja para o lazer ou a prática de esportes, as piscinas são bastante utilizadas no Brasil. Segundo a Anapp - Associação Nacional dos Fabricantes Construtores de Piscinas e Produtos Afins, são cerca de 2,5 milhões de unidades em casas, condomínios, clubes, academias, entre outros. No entanto, apesar dos seus comprovados benefícios, muitas pessoas afirmam não frequentar piscinas por precaução, justificando que o cloro faz mal à saúde. "As pessoas não devem ter medo do cloro, mas sim da falta dele", aconselha Fábio Forlenza, o Professor Piscina.

O especialista afirma que a falta de informação muitas vezes leva o cloro ao título de vilão quando, na verdade, ele é primordial para evitar a contaminação da água. "O cloro é um importante composto para nosso bem-estar, por isso, ele é aplicado em toda água que consumimos no dia a dia. Por prevenir uma série de doenças e complicações, não podemos deixá-lo de lado também no uso para piscinas", explica.

Segundo o oftalmologista Kássey Vasconcelos, responsável pelos departamento de glaucoma, oftalmopediatria e estrabismo do D'Olhos Hospital Dia, em Rio Preto, nem sempre água tratada mata germes e deixa os olhos vulneráveis. "Quando a piscina é tratada corretamente com o balanço ideal dos produtos químicos indicados e dentro dos padrões preconizados para cada tamanho de piscina, não há risco para os olhos", garante o especialista que continua: "O que geralmente deixa os olhos vulneráveis são alguns compostos químicos, que são resultantes da reação do cloro com urina, suor e detritos acumulados em certas piscinas, principalmente, em piscinas com grande aglomeração de banhistas, ou seja, o acúmulo de detritos alteram a composição ideal das piscinas e isso causa irritação e vermelhidão ocular", frisa.

O que ocorre com os olhos quando submersos?

A oftalmologista Fernanda Kaiser, da clínica Kaiser, em Rio Preto, explica que quando os olhos são submersos na água, o filme lacrimal (camada que protege a córnea) é removido. Isso deixa os olhos vulneráveis às bactérias que continuam na água. "O filme lacrimal é nosso mecanismo de defesa natural. A proteína das lágrimas ajudam a reduzir infecções causadas por germes", explica ela que alerta: "Conjuntivite viral ou bacteriana é a infecção mais comumente contraída em piscinas. Olhos vermelhos e irritação são também reações típicas, outro efeito comum é a visão temporariamente embaçada, resultado da dilatação da córnea. Esses sintomas desaparecem rapidamente, assim que o filme lacrimal voltar ao normal", diz ela que orienta: "Colírios lubrificantes ajudam a reconstituir o filme lacrimal mais rapidamente."

Lente de contato: atenção redobrada

Usuários de lentes de contato enfrentam outros problemas, e o mais irrelevante é a perda delas e o mais preocupante é uma séria infecção ocular, chamada acanthamoebic keratitis. "Essa infecção é causada por uma ameba e foi diagnosticada em pessoas que nadam usando lentes de contato, que faz com que elas absorvam a água ou prenda sob as lentes. A acanthamoebic keratitis pode causar úlcera na córnea ou até mesmo cegueira", alerta Fernanda.

Vasconcelos chama atenção para o fato de existir a possibilidade de alguns micro-organismos colonizar as lentes de contato e causarem infecções graves quando as lentes também não são manuseadas ou limpas corretamente. "O recomendado é não usar lentes de contato em piscinas, nem com óculos de mergulho, mas se usar, tem que ser a lente descartável de um dia", diz.

Cuidados que aliviam

Guilherme Baffi Sempre que entra em uma piscina, os olhos de Arthur ficam vermelhos. Para evitar a irritação ele não abre mão dos óculos
Sempre que entra em uma piscina, os olhos de Arthur ficam vermelhos. Para evitar a irritação ele não abre mão dos óculos

Arthur Baffi Goes, 8 anos, faz natação desde os 2 anos, mas foi lá pelos 5 anos, que a mãe Andressa percebeu um aumento na irritação e vermelhidão nos olhos do filho sempre que entrava em uma piscina. "Os olhos do Arthur pioram muito em piscina aquecida. Além de muito vermelho, incomoda. Já levei em um oftalmologista, que fez vários exames, estão todos normais, mas não fez nenhum específico para saber se existe uma alergia real ao cloro", conta.

Para que Arthur possa aproveitar sempre que entra em alguma piscina, ele usa o óculos de natação e quando sai faz uso de um colírio lubrificante. "A irritação varia conforme a piscina, acredito que seja pela concentração de cloro, mas por precaução ando sempre com o colírio na bolsa e ele sabe a importância de usar os óculos", diz.

Para Fernanda as crianças sofrem mais que os adultos, por um único motivo. "Elas mantém os olhos abertos dentro da água, já os adultos têm mais cuidado e fecham os olhos quando mergulham,", diz.

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