Diário da Região

20/05/2018 - 00h00min

CUIDADOS COM OS PETS

Doenças de outono também afetam pets

Além da vacinação em dia, manter seu bichinho hidratado ajuda a evitar a queda da imunidade

Mara Sousa 12/5/2018 O filhote
O filhote "Tom", da raça shar pei, usa casaco para se proteger do frio

Todo ano é a mesma coisa. A umidade do ar diminui, as temperaturas do início da manhã caem e toda a família começa a sentir os efeitos dessas mudanças. Só que não são os humanos que sentem essas alterações no clima. Os bichinhos de estimação também sofrem e ficam mais propensos às gripes e outras doenças típicas desta época. Por ficarem, na maior parte das vezes, em ambientes fechados e sem ventilação, os animais de estimação ficam mais expostos à transmissão de micro-organismos.

As clínicas veterinárias costumam ficar cheias de animais doentes nesta época: a traqueobronquite infecciosa canina, no caso dos cães, e a rinotraqueite, nos gatos, são as doenças mais comuns desta época do ano. Ambas são transmitidas por vírus, em contato com algum pet doente, principalmente em passeios na rua e nos parques. Mas calma, antes de achar que seu bichinho vai adoecer apenas por dar algumas voltinhas por ai, saiba que existem alguns cuidados para que podem evitar que ele adoeça. Com o ar mais seco, os olhos dos animais podem ficar vermelhos, lacrimejar e coçar. Com isso, eles podem tentar aliviar a coceira com as patinhas, causando lesões ou até levando bactérias para os olhos, o que provoca a infecção chamada de conjuntivite.

Animais de focinho mais curto têm mais incidência de conjuntivite. Para aliviar esses sinais, a limpeza dos olhos deve ser feita com algodão e água bem delicadamente. Mas é importante procurar um médico veterinário para que os sinais não persistam ou piorem. A melhor forma de evitar algumas doenças ainda é a imunização. "Nos cães, deve ser aplicada a vacina de gripe canina e, nos gatos, a múltipla felina. As duas dão proteção contra essas doenças, mas devem ter uma dose de reforço todos os anos", explica o veterinário Felipe Chaguri, da Petz.

No outono e inverno, vale colocar umidificadores pela casa por causa do ar seco. "Também é preciso evitar passeios em dias muito frios ou logo após o banho e colocar mais potes de água pelos ambientes para aumentar a oferta de hidratação", complementa Chaguri. Alimentos úmidos como sachês específicos e cobertores para o pet ficar sempre aquecido também ajudam a minimizar os riscos", explica o veterinário.Muita gente acha que colocar neles uma roupa e dar banhos quentes é exagero mas os especialistas garantem que eles precisam, sim, de atenção neste período.

"Preste atenção no comportamento do seu animal de estimação. Eles podem não utilizar palavras para nos dizer algo, mas a linguagem corporal é o principal modo de mostrar do que precisam", explica a veterinária Karen Neves, do Zen Animal. Se o seu cãozinho está com frio, por exemplo, ele provavelmente irá se esconder em um cantinho mais quente, bem encolhido para proteger o focinho do tempo gelado. Cães que vivem em quintal precisam também de uma atenção especial. O ideal é deixar uma caminha, cobertor ou algo quentinho onde ele possa deitar e se aquecer.

Proteção contra o frio e baixa umidade

Observe o pet - Fique de olho se o animal está mais quieto e se apresenta tosse e espirros. Se a resposta for positiva, procure um veterinário para iniciar um tratamento adequado, pois a doença no animal o incomoda tanto que ele mal consegue dormir.

Não pratique a automedicação - Não tente automedicar seu pet pois nem sempre a doença que ele aparenta é a que de fato existe. Os cães, por exemplo, sofrem com uma bactéria chamada Bordetella bronchispetica, conhecida como traqueobronquite infecciosa canina, que causa a gripe neles. O contágio ocorre no contato com outro cão doente e o sintoma mais comum da gripe canina é a presença de tosse alta e seca, como se fosse um engasgo, além de febre, apatia e falta de apetite. Claro que esses sintomas podem deixar o dono preocupado, mas, na maior parte das vezes, a gripe desaparece em quinze dias, porém, para garantir que nada mais sério tenha atingido seu pet, vale conversar com o veterinário que poderá fazer o diagnóstico certo.

De olho nas vacinas - Além da gripe, pets podem desenvolver complicações no sistema respiratório. Neste caso, uma boa dica é a vacinação. No caso dos felinos, os vírus costumam ser os responsáveis pela causa de duas doenças conhecidas como "gripe do gato": a rinotraqueíte e a calicivirose. Por terem os sintomas comuns de um resfriado humano - espirros, secreção nasal, ocular e tosse, elas são chamadas de doenças do complexo respiratório viral felino e se agravam com o frio do inverno. Para evitar esta preocupação, vale apostar em vacinas. A tríplice felina é uma boa maneira de prevenção: ela é aplicada em duas doses num intervalo de 30 dias quando o gato ainda é filhote e depois por meio de um reforço anual. Para o cão, há a vacina contra a gripe canina, que além de ser causada pela bactéria Bordetella bronchispetica, pode ser provocada pelo vírus da Parainfluenza e da adenovirose canina tipo 2.

Adeque a rotina do pet ao clima frio - Tanto o vento quanto a chuva podem afetar a saúde do pet. Para evitar que eles fiquem doentes, vale investir em um bom abrigo para as horas de sono e, em alguns casos, em roupas adequadas para a temperatura. Para cães, os cuidados também incluem o momento do banho, que demanda água em temperatura morna. Nunca deixe de secar o pet após o banho, pois é bom evitar a umidade.

De olho na alimentação - Assim como os humanos, os pets tendem a comer mais no inverno e a se exercitar menos. Para manter a temperatura corporal interna, eles tendem a gastar mais energia do que em dias mais quentes, então normalmente não costumam ganhar peso durante este período. "Porém, é imprescindível que se ofereça a quantidade de alimento sugerida pelo fabricante na embalagem, que irá conter a quantidade energética ideal para o animal de acordo com peso corporal que ele apresenta. Os exercícios e atividades devem ser mantidos na mesma proporção", diz a veterinária Patrícia Padovez.

Sinais e tratamento

Nos cães, os sintomas da traqueobronquite ou tosse dos canis aparecem com tosse seca, secreção nasal, espirros e febre. Já os gatos apresentam secreção nasal, secreção ocular amarelada ou esverdeada, espirros, febre e falta de apetite, em casos mais graves. "Os dois casos são tratados com antibióticos e tratamento da imunidade, além de serem realizados exames como hemograma e raio X de tórax, pois os problemas podem evoluir para uma doença mais grave, como pneumonia, se não forem tratados adequadamente", diz o veterinário Felipe Chaguri.

De olho nas doenças articulares

Fotos: Maraw Sousa 12/5/2018 Bem Estar - cuidados no inverno com os pets
Bem Estar - cuidados no inverno com os pets

"Assim como ocorre com os humanos, os animais também ficam mais vulneráveis a algumas doenças quando chega o inverno, principalmente doenças do trato respiratório e dores articulares", explica a veterinária Ana Leticia Silvares de Moraes Golin. Os animais que já apresentam problemas como artrose ou hérnia de disco tendem a sentir mais dores nessa estação. Se for um animal que já recebe tratamento para algum distúrbio articular, cabe ao veterinário responsável pelo caso decidir se é necessário aumentar a sua analgesia ou associar algum tratamento coadjuvante durante essa época do ano."É muito importante que o tutor do animal idoso fique atento a possíveis alterações de atitudes nessa época mais fria, como por exemplo dificuldade de subir escadas ou dificuldade para levantar ou se movimentar", explica. Se o animal apresentar algum desses sintomas, ele deve ser levado ao veterinário para uma avaliação ortopédica e tratamento.

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