Diário da Região

03/06/2018 - 00h00min

Comportamento

Autoestima e resiliência são as chaves para a felicidade

Aprender a nos amar, nos torna menos críticos: deixamos de exigir do outro aquilo que acreditamos ser necessário e passamos a ter um olhar gentil para a vida

Pixabay/Divulgação amor próprio
amor próprio

"Seu cabelo é estranho", "Essa roupa serve mesmo em você?", "Como você é alta", "Gorda, baleia, saco de areia", "Pintor de sarjeta"... Quantos adultos de hoje cresceram ouvindo essas e muitas outras frases? Quantas crianças e adolescentes continuam ouvindo? Antigamente, tais xingamentos não tinham nome, mas agora os reconhecemos como bullying. As vítimas do bullying, não importa em que fase da vida, não esquecem o que ouviram, como foram mal tratados e muitos crescem com a autoestima lá em baixo. Não são capazes de se amar e acreditam que não são dignos do amor de ninguém. "Amor próprio é o primeiro amor a ser sentido! É ter um amor por nós mesmos, gostando e admirando a nós. A partir do momento em que você se ama, você será capaz de transbordar esse amor para o outro. Está questão aparece até na Bíblia: 'amar o outro como a ti mesmo'. Como amar o outro então se eu não sentir amor por mim?", questiona a orientadora pessoal Wanessa Moreira.

Para a psicóloga clínica e organizacional Luma de Castro Morante, da Unimed Rio Preto, ter amor próprio é fundamental para fazermos escolhas de vida, com autonomia, que sejam coerentes com objetivos que queremos alcançar. "Quanto mais a pessoa se valoriza, reconhece suas capacidades, se aceita como é, incluindo suas virtudes e defeitos, maior será a chance de fazer escolhas assertivas que a levam à realizações", declara ela que continua: "Além disso o amor próprio diminui a autocritica aumentando autoestima e a capacidade de resiliência. E ainda nos faz abrir mão do que não nos agrada ou não nos ajuda no nosso desenvolvimento, trazendo aspectos positivos à nossa vida", frisa.

Amor próprio é fundamental

A psicóloga especialista em ciências da saúde Karina Younan explica que o amor próprio é o sentimento de mais valia, consideração e respeito pela sua própria pessoa. "A percepção de ser querido e importante é fundamental, por que construímos nossos relacionamentos e nosso destino através dessa lente de percepção, essa será a visão que nos guiará pelo mundo", explica ela que continua: "Quem não se ama não é capaz de amar aos outros e sentirá sempre inveja desse amor, que projeta para fora e não para dentro, muitas vezes se deprimindo por isso", garante.

Para a especialista se não construímos esse amor próprio, com base no amor que recebemos dos pais, teremos que perceber essa falta, através do processo de autoconhecimento. "Isso realmente pode ser dolorido, pois inclui reviver as faltas, o abandono, muitas vezes a rejeição a que fomos submetidos, por isso o apoio estabelecido com o psicoterapeuta é de fundamental importância, a empatia é o caminho para essa afetividade tardia por si mesmo", explica.

Wanessa enfatiza que oferecemos ao outro exatamente o que temos. "Se não tem amor por você, como amar o outro? Antes de se amar é preciso se 'despir' para o autoconhecimento e isso gera medo", diz.

Segundo Wanessa o caminho autoconhecimento é incrível e se inicia quando você experimenta se ver, se perceber por inteiro. "Mais do que libertar esses monstros, você pode abraçá-los. Eles fazem parte da sua história e isso não irá mudar, então, por que não colocar eles como parte do caminho percorrido e reiniciar quem você é a partir de um olhar para o presente momento?", sugere.

Vá de encontro a você!

Dê o primeiro passo. Saia da zona de conforte. Se olhe, se admire, se apaixone por você, seja capaz de dizer que só você basta. Não se apegue aos padrões de beleza que a sociedade impôs, mas sim a sua imagem refletida no espelho. Ame o que você vê, o que você é. “Desenvolver autoconhecimento é sem dúvida o primeiro passo. Em seguida reconhecer e valorizar seus aspectos, fortalecendo a autoestima. Aprender a priorizar a si mesmo e dizer 'não' em alguns momentos também é essencial, além de desenvolver autocompaixão e empatia”, pondera Luma, que continua: “São pontos essenciais para a evolução do amor próprio e amadurecimento do indivíduo e que pode ser feito com ajuda de um profissional qualificado”, sugere.
Wanessa finaliza dizendo: “Seja o que você quer viver. Se você quer paz, seja paz, se quer amor, seja amor! Isso é um bom começo”, ensina.

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