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10/06/2018 - 00h00min

Criança

Confira dicas para driblar o desafio da alimentação infantil

A hora da refeição não precisa ser um pesadelo

Pixabay/Divulgação criança
criança

Desenvolver o paladar das crianças pode ser considerado um desafio para grande parte dos pais e/ou responsáveis. Um dos pontos que dificulta a introdução de alimentos com valor nutricional, como legumes, verduras e frutas, é o exemplo dado pelos próprios adultos. Segundo com médico Barakat, que é diretor do Instituto Dr. Barakat de Medicina Integrativa, na infância os pequenos se baseiam não apenas no que os pais falam, mas nas atitudes deles. Então, se observam que os adultos não ingerem determinados alimentos e consomem produtos como refrigerantes durante as refeições, dificilmente seus filhos, netos e sobrinhos vão aceitar comidas "de verdade".

Criança seletiva

Quando a criança se recusar a comer algum alimento os pais precisam atuar de uma forma que ajude a criança a verbalizar o porquê disso, os pais ou profissionais podem tentar trazer à tona as emoções da criança naquele momento. Mudar a pergunta de "por que você não quer comer?" para "o que sente ao pensar que vai comer" pode ser uma estratégia eficaz. "Muitas crianças, ao serem perguntadas sobre as suas emoções ao pensarem em determinados alimentos, respondem palavras como 'nojo', 'feio', 'gosmento', 'mole'. São, na verdade, indícios para as emoções que sentem e associam ao alimento. É preciso ajudar esta criança a ressignificar o momento traumático e as consequentes sensações afloradas nesta experiência", orienta a nutricionista Ariane Bomgosto, autora do livro, recém-lançado, O bê-a-bá da alimentação do seu filho (Editora Chiado).Se seu filho é uma criança seletiva, é preciso ficar atento aos sinais e ajudá-lo. "Não inclua o alimento rejeitado na dieta da criança ao perceber que ela tem uma possível aversão a ele. Não compare o comportamento seletivo manifestado pela criança com outra criança. Incentive a criança a criar o diário das emoções alimentares, em que ela possa anotar o que cada alimento traz a ela no momento de comê-lo. E por último em vez de perguntar de forma direta se a criança gostou ou não da comida, peça que ela a descreva usando atributos do alimento como temperatura - gelado, morno, quente - sabor - amargo, ácido, azedo, salgado, picante e textura - crocante, cremoso, macio, gorduroso", ensina.

Alimentação lúdica diversifica o paladar

A pedagoga e empresária Alexandra Queiroz, da Lancheirinha Saudável, conquistou as crianças através da apresentação dos pratos. "Preparo bolos em formato de coração, estrelas. As frutas vão em formato de foguete, carinha. Trago diversão para o prato e isso ajuda na alimentação", diz.

Alexandra acredita no quanto uma boa alimentação influência no aprendizado das crianças. "Todo cardápio é desenvolvido por uma nutricionista e mais do que investir no lúdico é explicar para a criança porquê aquele alimento é bom e deve ser ingerido. As crianças aprendem e ensina outros amiguinhos", conta.

Aprendendo juntas

A corretora de seguros Adriana Rocha Vilharva, conta que desde a introdução alimentar sua filha Heloisa, 2 anos, apresentou "problemas" com a comida. "Eu demorei muito pra entender que ela era um bebê BLW (Baby-led weaning) apesar de ela demonstrar constantemente isso. Primeiro, eu tinha medo de engasgos e depois acreditava, fielmente, que ela tinha que ingerir o máximo de nutrientes possíveis e comer como as outras crianças com aquele bocão que dá gosto", diz ela que continua: "Só que não foi isso que aconteceu e me frustrei muito. Quanto mais ela recusava a comida, mais eu errava. Achava que se ela não comece, morreria de fome e dava mamadeira.

No fim, ela se acostumou com isso e não comia, porque já sabia que teria a mamadeira", relembra. Hoje, mesmo enfrentando dificuldades, Adriana diz que aprendeu os com erros e com a própria filha. "Ela não come nada pastoso ou com molho como sopa, feijão, estrogonofe. E não adianta insistir. Então, para que ela continue saudável e se alimente bem eu preparo hambúrguer de espinafre, bolinho de feijão e na hora do preparo capricho nos nutrientes. Outra técnica, que aprendi é levá-la comigo ao supermercado. Se ela participa das compras e até mesmo do preparo ela come melhor", declara.

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