Diário da Região

13/05/2018 - 00h00min

Artigo

A inferior sensação de inferioridade

Quem sou eu para conseguir e merecer uma vida mais feliz?

Hamilton Pavam/Arquivo SALvador Hernandes
Coach e Instrutor 
de Ioga e Meditação
SALvador Hernandes Coach e Instrutor de Ioga e Meditação

Grandes metáforas já foram utilizadas para descrever a comum sensação de inferioridade que nós, seres humanos, sentimos em variados aspectos da nossa vida, como no trabalho, na vida amorosa e também na imagem pessoal que temos de nós mesmos. Lembram-se da famosa alegoria da ÁGUIA e da GALINHA? Leonardo Boff magistralmente desenvolve esse tema no seu ótimo livro que leva esse nome, mostrando que, nós, seres humanos, mesmo tendo internamente a programação de vivermos como águias, planando nas alturas, sentimos e nos comportamos como galinhas, ciscando o chão, sem conseguir realizar todo o seu potencial interior, numa grande sensação de inferioridade.

Mais antiga ainda é a fábula do Patinho Feio que, na ânsia de ser aceito no meio em que se encontrava, não se dava conta de sua natureza de cisne e tentava, em vão, se comparar e ser como os outros patinhos.

Aliás, a compulsão de nos compararmos todo o tempo com figuras que elegemos como modelos de inteligência, beleza e felicidade, nos faz experimentar o sentimento da inveja, mesmo que juremos de pés juntos que jamais sentimos isso. Quando me sinto inferior àquele com quem me comparo, sinto inveja daquela pessoa e normalmente entramos numa posição de tentar também desqualificá-la(“Ela tem um corpo perfeito, mas aposto que fez umas 10 cirurgias plásticas”) . A inveja é uma confissão de inferioridade! E aqui é importante diferenciarmos inveja de admiração. Posso sentir admiração por uma pessoa, mas não sentir inveja dela. Quando sinto admiração pelo outro, na verdade estou fazendo uma projeção positiva sobre essa pessoa, ou seja, se me maravilho com as qualidades dessa pessoa, é porque internamente também as possuo em potencial e só preciso fazer com que essas qualidades se transformem em qualidades reais no meu comportamento. Quando a admiração existe, não me sinto inferior àquele que admiro e nem quero desqualificá-lo.

Acho super importante entendermos também a questão de que quando cultivamos a sensação de inferioridade, estamos nos mantendo dentro de uma zona de conforto. Construímos nossas zonas de conforto tentando nos manter dentro delas para nos sentirmos mais seguros e protegidos. Só que tudo o que desejamos e sonhamos para nossa vida está fora da nossa zona de conforto! Se continuo achando que todos são mais inteligentes, bonitos e capazes do que eu, não adianta mesmo tentar ser diferente, arriscar e buscar novos caminhos. È melhor eu ficar na minha vidinha medíocre, mas aparentemente segura que eu levo. Quem sou eu para conseguir e merecer uma vida mais feliz, mais próspera e com mais amor e realizações? E assim, continuamos nos sabotando , justificando nossa permanência na inferioridade, pois dá menos trabalho, e não exige muito de mim.

Então, da próxima vez que você achar que a grama do vizinho é mais verde, comece a olhar para a sua própria grama e veja se você não precisa cuidar mais dela, pois uma grama verdinha precisa de água e adubo constantes. Ah, e pode ser também que a grama do vizinho seja sintética, viu? Ou você acha que quando a gente só vê sorrisos e glamour nas fotos das redes sociais, as pessoas dessas fotos também não têm suas fragilidades, também não acordam despenteadas, tem seus calos e imperfeições? 

Mantenha o foco em você, naquilo que você é. Não queira ser como ninguém, não se compare e nem se diminua diante de ninguém.

Dê o seu melhor a cada dia, voe como águia, cante como cisne! Seja a sua melhor versão!!

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