Diário da Região

15/05/2018 - 23h24min

Investigação a fundo

PF vê elos de Lava Jato com o narcotráfico

A Operação Efeito Dominó, desencadeada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira, 15, apontou uma ligação entre envolvidos na Operação Lava Jato e o narcotráfico internacional. Foram cumpridos oito mandados de prisão nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e São Paulo. Entre os presos está o doleiro Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará, que trabalhava para outro doleiro, Alberto Youssef, um dos principais personagens da Lava Jato.

A conexão dos doleiros seria com o traficante Luiz Carlos da Rocha, o 'Cabeça Branca', preso na Operação Spectrum, em julho de 2017. O 'Cabeça Branca' é considerado um dos maiores traficantes do Brasil e tem atuação em diversos países. Ele foi preso em Sorriso (MT) e transferido para o presídio de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

De acordo com o delegado Igor Romário de Paula, coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba, os doleiros atuavam como instituição financeira paralela para os dois lados.

"Pessoas no Brasil precisavam de reais para utilizar na corrupção política e tinham dólares no exterior. Na outra ponta, o traficante precisava de dólares para comprar drogas no exterior e tinha dinheiro disponível no Brasil, que precisava ser lavado. Estes doleiros aproveitavam o fato de estarem exercendo uma atividade legal para lavar o dinheiro do tráfico", explicou o delegado.

O delegado revela ainda que não há uma estimativa de quanto foi o volume de dinheiro movimentado pelo esquema. Foi apurado que apenas 'Cabeça Branca' realizou transações acima de US$ 138 milhões, ou cerca de R$ 500 milhões.

"A Polícia Federal espera obter mais detalhes das operações e dos valores envolvidos a partir das prisões realizadas", disse o delegado.

O doleiro 'Ceará' firmou acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato com o Ministério Público Federal e homologado pelo Supremo Tribunal Federal.

Na delação, o doleiro disse ter entregue dinheiro em espécie para políticos como os senadores Aécio Neves, Fernando Collor de Mello e Renan Calheiros.

Outro doleiro preso nesta operação é Edmundo Gurgel Júnior, que também trabalhou com Youssef e foi investigado na Operação Farol da Colina, envolvendo fraudes no extinto Banco do Estado do Paraná (Banestado).

"O fato de voltar a praticar crimes pode provocar a anulação do acordo de delação premiada de 'Ceará'. A comunicação já foi feita ao Ministério Público e caberá ao Supremo decidir se anula o acordo", afirma o delegado.

Os presos na operação desta terça-feira serão transferidos para a Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, para serem interrogados. As acusações são de crimes de lavagem de dinheiro, contra o Sistema Financeiro Nacional, organização criminosa e associação para o tráfico internacional de entorpecentes.

 

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Diário da Região. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Diário da Região poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha?
Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso