Diário da Região

16/05/2018 - 22h24min

DESACELERAÇÃO

Emprego industrial tem desempenho moderado em abril

De acordo com o Ciesp, no mês passado o saldo na região de Rio Preto foi de 50 postos de trabalho formais; no ano, 102 municípios registram saldo acumulado de 3.150 empregos com carteira assinada

Fotos Públicas/David Alves/ Palácio Piratini No estado de São Paulo, indústria encerrou abril com geração de 9,5 mil empregos
No estado de São Paulo, indústria encerrou abril com geração de 9,5 mil empregos

Depois de um primeiro trimestre de resultado sólido, o emprego na indústria da região de Rio Preto voltou a patamares "mornos". Em abril, de acordo com o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o nível de emprego ficou praticamente estável, com variação de 0,07%, o que representa um saldo de 50 postos de trabalho numa área compreendida por 102 municípios. Até abril, a região havia registrado um índice de 3,58%, o que corresponde à geração de 3.050 empregos no segmento.

O resultado do mês de abril foi pior do que o de igual período do ano passado, quando o índice foi de 1,25. Até agora, também foi o pior desempenho em 2018. Os dois melhores meses foram janeiro e março, com índice de 1,65% nos dois meses. Fevereiro encerrou com 0,32%. No acumulado do ano, o saldo é de 3.150 postos, um índice de 3,73%.

Para o diretor regional do Ciesp de Rio Preto, Luiz Fernando Lucas, movimentos de alta num mês ou baixa em outros são considerados dentro da normalidade, até porque a retomada econômica que está em curso não está a todo vapor. "O que ocorre é uma certa insegurança em relação às eleições e, além disso, a variação cambial foi algo que não era esperado e que acaba atrapalhando alguns negócios. O empresário opta por esperar par tomar decisões de investimentos", disse.

O único resultado negativo na leitura do emprego industrial na região é no período de 12 meses. O índice é negativo em 0,62%, o que representa a perda de 550 empregos.

No mês passado, o resultado foi influenciado pelas variações positivas do setor de petróleo e biocombustíveis (4,70%) e móveis (1,01%), que foram os setores que mais influenciaram no cálculo do indicador. De acordo com o Ciesp, o resultado só não foi melhor devido às variações negativas dos setores de produtos alimentícios (-1,68%), confecção de artigos de vestuário e acessórios (-1,44%), que também influenciaram.

Rio Preto foi a região que teve o menor desempenho entre as positivas. Entre as 36 diretorias regionais, 27 tiveram altas, destaque para Franca (2,97%), influenciada pelo setor de artefatos de couro e calçados (4,10%) e produtos alimentícios (2,71%); Sertãozinho (2,58%), por produtos alimentícios (2,41%) e produtos de metal (1,46%) e Piracicaba (2,56%), por produtos alimentícios (9,94%) e veículos automotores e autopeças (1,87%).

Entre as oito negativas, destaque para Jaú (-2,22%), por artefatos de couro e calçados (-28,98%) e produtos de metal (-7,14%); Santos (-1,86%), por impressão e reprodução gravações (-13,82%) e confecção de artigos do vestuário (-13,33%); São Caetano do Sul (-1,37%), influenciado por produtos de metal (-2,65%) e produtos alimentícios (-0,79%).

Estado

No estado, a indústria encerrou abril com geração de 9,5 mil novos postos de trabalho, uma alta moderada de 0,44% em relação a março na série sem ajuste sazonal. No acumulado do ano, o resultado também sofreu variação positiva, com 32 mil novas vagas ( 1,50%). Com ajuste sazonal, o índice apresentou recuo de -0,18% no mês.

Na análise da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) o resultado mostra um viés de baixa para o emprego na indústria paulista. "Apesar de este ser o segundo ano consecutivo em que o emprego em abril apresenta um resultado positivo, os dados estão aquém do esperado, com o nível de emprego industrial exibindo uma recuperação bastante lenta. Por conta ainda de um ambiente de incertezas no cenário político, e dos elevados níveis dos spreads bancários, percebemos que há uma perda de fôlego no processo de retomada da atividade econômica".

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa, 13 ficaram positivos, três, estáveis e seis, negativos. Entre os positivos, os destaques ficaram por conta de produtos alimentícios, com geração de 5.817 postos de trabalho, seguido por coque, derivados de petróleo e biocombustíveis ( 1.435), produtos de metal ( 1.397) e veículos automotores, reboques e carroceria ( 810).

No campo negativo ficaram os setores de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-941) e produtos têxteis (-380). Por grande região, a variação no mês de abril ficou positiva em 0,44% no Estado de São Paulo e no interior paulista. Na Grande São Paulo, houve queda (-0,07%).

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