Diário da Região

15/05/2018 - 22h36min

RECUPERAÇÃO

Rio Preto tem alta de 18,5% no potencial de consumo

Potencial de consumo de Rio Preto para 2018 registra alta de 18,5% em relação ao ano passado; cidade sobe seis posições no ranking nacional e especialistas apontam para crescimento sólido

Johnny Torres 5/4/2018 Consumo em Rio Preto é garantido pela população que forma a classe B
Consumo em Rio Preto é garantido pela população que forma a classe B

Com a alta de 18,5% no potencial de consumo, Rio Preto ganhou seis posições no ranking nacional do IPC Maps, estudo que traça o perfil de consumo dos municípios. Neste ano, a projeção indica que o volume vai chegar a R$ 14,7 bilhões, contra os R$ 12,4 bilhões do ano passado. O levantamento indica que a recuperação econômica, iniciada no ano passado, começa a se mostrar sólida.

A cidade subiu uma posição no ranking estadual, ficando na 11ª colocação. "Rio Preto teve crescimento real de potencial de consumo entre 2017 e 2018 da ordem de R$ 1,6 bilhão. É um movimento positivo porque apresentou crescimento acima de cidades do mesmo porte como Jundiaí (SP), Londrina e Maringá (PR), além de Vila Velha e Vitória (ES)", afirmou Marcos Pazzini, responsável pelo estudo.

A recuperação de potencial é um indicador considerado positivo que mostra o crescimento da renda e a expansão da atividade econômica. Ganhar posições ranking, entre as 40 maiores brasileiras, significa que a cidade está preparada para receber investimentos e ser capaz de devolver ganhos aos investidores, o que é positivo num momento de retomada do crescimento, explica o economista Bruno Sbrogio. "Atribuo esse crescimento acima da média pela questão da nossa infraestrutura bem preparada para crescer, com mão de obra qualificada e disponível".

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Rio Preto (Sincomercio), Ricardo Eládio Arroyo, o que se observa é que a recuperação está realmente sendo mais consolidada. Prova disso são as vendas do comércio, que vem mostrando crescimento mensalmente e têm previsão de alta de 6,6% neste mês. "As pessoas estão voltando a consumir aquilo que estava represado, colocando em dia suas compras."

Segundo o diretor da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp) Valdecir Buosi, o que se observa é que o desempenho regional é melhor que o de outras localidades e que o consumo vem apresentando alta, mas de forma lenta. "Alguns setores tiveram picos, outros ainda vem sofrendo. A população está mais comedida para gastar, aguardando o desenrolar dos fatos", disse. Ele acrescenta ainda que há uma série de projetos de investimento em Rio Preto que estão no papel e com recursos disponíveis, apenas aguardando o momento mais adequado.

O levantamento mostra ainda que o consumo da população rural está projetado em R$ 503 milhões, com um consumo per capita de R$ 21,7 mil.

 

Clique na imagem para ampliar  (Foto: Reprodução)

Classes

O crescimento real do potencial de consumo de Rio Preto foi puxado pela classe B. Neste ano, a projeção é de que o consumo chegue a R$ 7,54 bilhões, contra R$ 5,02 bilhões do ano passado. A participação do grupo no conjunto também cresceu, passando de 42,1% para 53,1%. "Essa é uma característica de cidades com potencial de consumo mais elevado, onde a classe B tem um peso importante no cenário do consumo", afirma Pazzini. A classe A, que representa 15,4% do potencial de consumo de Rio Preto, tem projeções de consumo da ordem de R$ 2,18 bilhões.

Mas, se o poder de uma classe cresce, o de outra diminui. O potencial de consumo das classes C e D/E caiu, o que mostra que a crise continua impactando no orçamento das famílias com menor renda. No caso da classe C, o potencial passou de R$ 3,97 bilhões para R$ 4,38 bilhões e sua participação foi reduzida de 36,7% em 2017 para 27,9% neste ano. A classe D viu sua participação no conjunto cair de 7% para 3,6% o que representa um potencial reduzido de R$ 832 milhões para R$ 505 milhões. "Houve um achatamento das classes C, D/E, mais vulneráveis na crise por não possuírem grande patrimônio ou reserva para situações de emergência. A alternativa que sobra é cortar consumo e outros gastos, enquanto a classe B possui melhores investimentos e alternativas que mantem seu poder de compra", explica Sbrogio.

Se o maior consumo fica por conta da classe B, a maioria da população de Rio Preto é formada por consumidores que se enquadram na classe C. São 80.129 domicílios, o que representa 49,9% do total de 160.500. O número de domicílios que integram a classe B totaliza 52.286, o que significa 32,6% do total. Na terceira colocação estão os moradores das classes D/E, num total de 21.852 e 13,6% de participação. O topo da pirâmide é ocupado por apenas 3,9% da população de Rio Preto, num total de 6.233 domicílios da classe A.

Básico domina orçamento

As despesas com a manutenção da casa continuam sendo as que mais recebem investimentos das famílias rio-pretenses. O estudo IPC Maps mostra que, neste ano, os gastos devem chegar a R$ 3,82 bilhões, o que representa um quarto de todas as despesas, ou seja, 25,8%. Em relação ao ano passado, o volume cresceu 15,4%, já que era de R$ 3,31 bilhões em 2017. "Despesas básicas continuam impactando bastante o orçamento. Quanto maior o comprometimento do orçamento com despesas básicas, menos sobra para compras de itens supérfluos ou de maior valor agregado", explica Marcos Pazzini.

Logo em seguida, ainda dentro das despesas essenciais, vêm os gastos com alimentação dentro de casa, cujo potencial é de R$ 1,42 bilhão neste ano, contra R$ 1,27 bilhão do ano passado - alta de 11,8%. No conjunto do que se pretende consumir, o montante representa 9,6%. A terceira colocação entre as categorias fica com alimentação fora do lar, que deve receber R$ 892 milhões. Houve alta de 19,2% em relação ao potencial registrado em 2017, que havia sido de R$ 748 milhões.

"Esses são os gastos mais presente na vida das pessoas, é o cuidado com a casa, com a família e com bem-estar dos seus. Esse conjunto inclui também a alimentação. São despesas diárias que estão vinculadas a hábitos e por isso, mais difíceis de cortar", afirma o economista Bruno Sbrogio.

Crescimento

De forma geral, as 22 categorias inclusas no estudo devem apresentar aumento no consumo neste ano. Entretanto, alguns segmentos têm projeção de crescimento mais relevante neste ano. É o caso de mensalidades e matrículas, que devem receber R$ 305,3 milhões dos rio-pretenses, o que representa uma alta de 33,5% em relação ao dado do ano passado, quando o volume chegava a R$ 228,6 milhões. São os consumidores das classes A e B os que mais pretendem investir nessa área, num total de R$ 273,4 milhões.

A reforma de casa, que voltou para o orçamento familiar no ano passado, deve ter ainda mais atenção do morador de Rio Preto. A projeção do estudo é de gastos em torno de R$ 485,8 milhões neste ano, o que significa alta de R$ 29,8% em relação aos R$ 374,2 milhões de 2017. A manutenção do carro também vai receber uma boa injeção de recursos na cidade, de R$ 744,8 milhões, ou seja, 26% a mais do que em 2017, quando foi de R$ 590,5 milhões.

Cidade ganha 1,2 mil indústrias em um ano

Divulgação Os empresários Luiz Cabrera e Roberto Freitas, que estão inaugurando uma fábrica de tintas e revestimentos: sem pensar em crise
Os empresários Luiz Cabrera e Roberto Freitas, que estão inaugurando uma fábrica de tintas e revestimentos: sem pensar em crise

O estudo mostra ainda que o número de empresas em Rio Preto cresceu pouco de um ano para outro, seguindo um exemplo do que houve no País. Foram 1.390 unidades empresariais, passando de 73.125 para 74.515.

O destaque positivo foi o aumento na quantidade de indústrias, num total de 1.201, passando de 10.760 para 11.372. Nesse grupo, a maioria se enquadra em indústrias em geral (5.710), seguida por indústrias da construção (5.542). Já o setor do agrobusiness é formado por 1.420 empresas.

A economia da cidade é em sua maioria dominada pelas empresas do setor de serviços, num total de 36.448. Os serviços em geral ficam com 19,6 mil unidades e a alimentação vem em seguida, com 5.467. O comércio é a terceira força da economia rio-pretense, com 25.275 unidades. Mas, no ano passado houve o fechamento de 427 unidades comerciais, já que em 2017 eram 25.702 pontos. A maior parte é de comércio varejista, com 21.367 empresas.

Para o presidente do Sincomercio de Rio Preto, Ricardo Eládio Arroyo, as empresas do comércio que mais fecharam são micros e mesmo os microempreendedores individuais. "São pessoas que perderam o emprego entre 2014 e 2016 e acabaram montando negócios, mas como não tinham estrutura financeira, não conseguiram se manter."

Inovação

Focado nessa boa capacidade econômica de Rio Preto, o empresário do setor imobiliário e de construção civil Luiz Cabrera inaugura amanhã a Inventtym, indústria de tintas e revestimentos. O negócio é em sociedade com o empresário Roberto Freitas. "Não sou a favor de ficar nessa discussão de crise. Aí está a oportunidade de sair na frente, de criar uma ideia nova, diferente e de investir", afirmou.

A empresa vai ter toda a linha básica de tintas e revestimentos, mas aposta na inovação da mistura de cores entre granitos, mármores e cristais para criar uma infinidade de cores e texturas. Na empresa, 60 tons de cores já foram criados. "O cliente pode trazer o arquiteto, que vai ter acesso ao laboratório, ao químico, e criar sua cor, exclusiva."

Ao todo, a equipe da empresa é formada por entre 16 e 18 funcionários. A capacidade da indústria é de produção diária de 1,6 mil caixas de produtos. "Todos os produtos passaram por testes de durabilidade e resistência", afirma.

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