Diário da Região

25/05/2018 - 22h22min

LOTERIA FEDERAL

Vendedores do lotérico e ambulante ganham homenagem

Johnny Torres 22/5/2018 Deficiente visual, Antonio Pereira é um dos bilheteiros homenageados
Deficiente visual, Antonio Pereira é um dos bilheteiros homenageados

Para homenagear o dia do lotérico e ambulante, comemorado hoje, dois vendedores de Rio Preto foram escolhidos pela Caixa Econômica Federal entre 26 do país para estampar os bilhetes da Loteria Federal que na cartela vão render um prêmio de R$ 350 mil ao sortudo ou sortuda.

Um dos homenageados é o ambulante Antônio Alves Pereira, de 57 anos, na cidade desde 1981. Deficiente visual, Toninho, como é conhecido, conta que já vendeu bilhetes em troca de cruzados, cruzeiros e real. Mudanças que o ambulante diz que influenciou também a venda dos bilhetes.

"De 92 para cá começou a diminuir. No começo (década de 80) era muito bom, de lá para cá as vendas vêm diminuindo." Crente na sorte dos bichos, Toninho abre um sorriso ao contar da cartela de R$ 250 mil premiada em 2006. "Eram cinco ganhadores", lembra.

Sobre as limitações da deficiência Toninho tira de letra. Ele afirma que coloca as notas separadas para facilitar os trocos. "As notas de dois reais são menores, a moeda de cinquenta centavos, de um real e vinte e cinco centavos também é fácil para distinguir", explica. "Eu também confio muito nos meus fregueses", complementa.

Feliz por ter sido escolhido para aparecer nos bilhetes que estão em circulação desde o dia dois de abril, Toninho deixa uma mensagem. "Gostaria de agradecer a todos os meus amigos que sempre compraram. A nossa vida é muito melhor do que merecemos."

Outro homenageado é o lotérico Manoel Albino Filho, de 58 anos. Lotérico desde 1986, ele possui a única lotérica da cidade exclusiva para venda de bilhetes. Ao lado da esposa, Helena Aparecida Albino, de 55 anos, ele faz questão de contar sobre os prêmios vendidos durante este tempo. "Porco, jacaré e macaco", disse.

Em uma porta reservada na rua Independência, centro da cidade, Manoel conta também que foi de lá da Lotérica Caboclinha que ele tirou o sustento da família. "Fiz meu pé de meia aqui, estudei meus filhos, tudo com os jogos." Tempo passou, gerações mudaram, mas o lotérico continua firme e forte. "Pessoal mais velho comprava mais, mas continuamos, aqui a gente conversa mais de perto."

 

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