Diário da Região

16/05/2018 - 22h41min

FALTA DE EFETIVO

Rio Preto tem déficit de 171 policiais civis

Delegados vão reclamar da falta em reunião da associação e sindicato da categoria

Reprodução Internet Acidente matou o delegado Davi Ferreira Rocha: acumulava 4 delegacias
Acidente matou o delegado Davi Ferreira Rocha: acumulava 4 delegacias

A região da delegacia Seccional de Rio Preto está com um déficit de 171 policiais civis. Sobrecarregados, os delegados da região convocaram uma reunião na tarde desta quinta-feira, 17, com os presidentes da Associação e do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, Gustavo Mesquita Galvão Bueno e Raquel Kobashi Galinatti, respectivamente, para denunciar a situação.

De acordo com levantamento do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, feito em fevereiro deste ano, na região de Rio Preto faltam seis delegados, 13 escrivães, 38 investigadores, 35 agentes policiais, quatro auxiliares de papiloscopista e 75 carcereiros.

Só duas funções estão com quadro completo, papiloscopista com oito contratados e agente de telecomunicações com 32, de acordo com levantamento do sindicato.

Os delegados reclamam que estão sendo obrigados a assumir mais de um distrito policial, principalmente em cidades menores, para não deixar a população sem atendimento. Por pelo menos duas vezes por semana, eles vão até as cidades para coordenar inquéritos, colher depoimentos e atender a população.

Foi em viagem a uma das quatro delegacias que acumulava que morreu o delegado Davi Ferreira Rocha, aos 53 anos, em 30 de março de 2017. Lotado no 4º Distrito Policial de Rio Preto, ele também era responsável pelas delegacias de Mira Estrela e Indiaporã e fazia plantão em Fernandópolis. Enquanto se deslocava de Mira Estrela a Fernandópolis, sofreu acidente na rodovia Euclides da Cunha, em Cosmorama, e morreu no local.

Presidente do sindicato, Raquel afirma que passado um ano e dois meses da morte do Rocha a precariedade do quadro funcional só piorou, com mais delegados obrigados a assumir mais delegacias. "Vamos nos reunir com o Deinter 5 e com o delegado seccional, José Mauro Venturelli, para apresentar a preocupação quanto à sobrecarga dos delegados, que praticamente não têm direito a folga no final de semana para atender todas as delegacias e plantões," critica a delegada.

Raquel afirma que a falta de efetivo da região de Rio Preto é igual em todo Estado de São Paulo e já denunciou o caso na Organização Internacional do Trabalho (OIT). Apesar dela e do presidente da associação dos delegados terem sidos recebidos esta semana pelo governador Márcio França para apresentar a pauta de reivindicação da categoria, ela não acredita que o quadro mude até 2019.

"Por enquanto, estamos com um delegado geral interino. Uma das saídas seria transferir a Polícia Civil para a Secretaria de Justiça, onde teria mais verba, mas o governador já adiantou que vai enviar o projeto de lei para apreciação dos deputados estaduais", analisa a presidente. Atualmente, a Polícia Civil é responsabilidade da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Na pauta de reivindicação da categoria também estão aumento do Adicional por Direção da Atividade de Polícia Judiciária, reajuste do vale-alimentação e incorporação de verbas de representação e comissionamentos.

Concursos em andamento

O diretor do Deinter 5, Raimundo Cortizzo, e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmam que o governo de São Paulo tem combatido o déficit com abertura de concursos públicos para todas as funções da Polícia Civil. "Para a região de São José do Rio Preto, desde 2011, foram contratados 201 policiais civis, sendo 42 enviados este ano," informou nota.

O diretor pondera: "Sem desmerecer os moradores destas cidades, não dá manter delegados titular só para Ipiguá e Mirassolândia, por exemplo, dois municípios de baixa criminalidade."

Cortizzo ainda diz que o delegado recebe uma gratificação salarial para assumir mais de um distrito, mas ninguém é obrigado a acumular delegacias.

Atualmente, estão em andamento concursos com 250 vagas para delegados, 600 para investigadores, 800 para escrivães, 300 agentes de telecomunicações, 200 papiloscopistas, 400 agentes policiais e 200 auxiliares de papiloscopistas. Outros 622 policiais civis estão em formação na Acadepol para ingressarem no efetivo de todo o Estado.

Além da demora para empossar os aprovados nos concursos, Raquel Kobashi Galinatti, presidente do Sindicato dos Delegados, diz que o número de vagas novas abertas ainda é insuficiente para suprir a demanda a curto prazo. (MAS)

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