Diário da Região

27/05/2018 - 00h30min

EDUCAÇÃO

Saiba como a nota do Enem abre portas até no exterior

O Exame Nacional do Ensino Médio é utilizado por instituições públicas e privadas e até por universidades de Portugal. Também serve para conseguir bolsas e financiamento estudantil

Mara Sousa 19/5/2018 Jaqueline Silva dos Anjos - Enem - Escola Oscar de Barros Serra Doria
Jaqueline Silva dos Anjos - Enem - Escola Oscar de Barros Serra Doria

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não serve apenas para definir os próximos passos acadêmicos no Brasil. A nota também pode ser utilizada em 34 instituições de Portugal, dentre elas universidades referências como as de Coimbra, de Madeira, de Lisboa e de Algarve. Há como ingressar em diversos cursos das áreas de exatas, humanas e biológicas, além dos técnicos e tecnológicos e relacionados à arte. A única opção vedada é medicina, pois é preciso ter residência no país há pelo menos dois anos.

As Instituições de Ensino Superior (IES) do país, mesmo sendo públicas, cobram taxa de quem está na graduação como forma de coparticipação nos custos. 

A nota mínima para ingressar em cada curso varia conforme a universidade e a carreira. O candidato deve consultar a instituição em que pretende estudar, mas a escala portuguesa é diferente. Em vez de nota máxima 1000, como no Enem, por lá a pontuação máxima é 200, portanto, é preciso fazer a conversão. Há universidades que aceitam nota do Enem do ano anterior e também de provas mais antigas - para se informar, o aluno pode acessar o site das entidades.

Esta não é a única diferença: no Brasil, quando um curso é de licenciatura, significa que o graduado poderá dar aulas; já em Portugal esta é a nomenclatura dada a todas as graduações. É equivalente aos bacharelados brasileiros. Ao se graduar, o formado deverá pedir revalidação e reconhecimento de seu diploma estrangeiro no Brasil. 

André Roso, diretor do pré-vestibular do Kelvin, pedagogo e professor de Química, recomenda que o aluno interessado em estudar no país europeu entre em contato com o Consulado para se informar sobre cidadania - o visto deve ser de estudante. A Universidade de Coimbra, por exemplo, recomenda que o aluno vá para lá com os documentos corretos, pois a regra diz que não se pode mudar o tipo de visto com o qual se entrou por outro diferente e nem é possível pedir um novo, a não ser no país de origem. 

Federais e estaduais

O Enem serve como vestibular para universidades federais, institutos federais de educação, ciência e tecnologia e centros federais de educação tecnológica por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A Universidade de São Carlos (Ufscar), por exemplo, utiliza o Enem e o Sisu como forma única de ingresso. Já a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) tem alguns cursos em que esta é a única forma de entrar na instituição e outros, como medicina, para os quais é necessária uma prova complementar. 

Na série "Eu chego lá", em que o Diário acompanha a rotina de dois estudantes até a prova, Pedro Sotelo Calvo, 17 anos, aluno do pré-vestibular do Kelvin, vai tentar uma vaga em engenharia mecatrônica na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que utiliza o Enem como porta de entrada. Ele também vai prestar vestibular da Universidade de São Paulo (USP), que, assim como outras estaduais, utiliza o exame como complemento da nota. "São meu foco porque têm o curso e se destacam em rankings de melhor qualidade de ensino", conta ele. 

Ao se inscrever para o processo seletivo do Sisu, o candidato deve escolher por ordem de preferência até duas opções entre as vagas ofertadas. Durante o período de inscrição, é possível alterar as opções de curso e faculdade, pois o sistema só vai considerar a última inscrição confirmada. 

Quem for selecionado para a segunda opção pode manifestar interesse em participar da lista de espera da primeira opção. Ele pode fazer a matrícula em sua segunda escolha. Se for convocado para a primeira, pode fazer a matrícula normalmente e a segunda opção é cancelada.

Outra opção é o Programa Universidade para Todos (Prouni), que oferece bolsas parciais e integrais em instituições privadas para cursos presenciais e à distância, inclusive medicina. Neste ano, conforme mostrou o Diário, foram cerca de 1,3 mil oportunidades em Rio Preto e região. Assim como no Sisu, o que vale é o exame do ano anterior ao ano de ingresso na faculdade.

Jaqueline Silva dos Anjos, 18 anos, vai fazer o Enem para tentar bolsa do ProUni para o curso de nutrição na Unirp ou para que a nota do exame colabore com a pontuação do vestibular de engenharia de alimentos na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Ela se prepara nos cursinhos comunitários Vitoriano e Carolina Maria de Jesus. "Para mim, a prova do Enem é importante porque através dela estou tentando conseguir uma bolsa integral pelo ProUni, então é fundamental porque vai me colocar na faculdade particular", diz ela.

O Enem do último ano também é primordial para tentar um financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), um empréstimo junto ao governo federal que o aluno só começa a pagar depois que concluir a graduação e em até 14 anos.

Cronograma do Enem

Dia 04 de novembro

Aplicação das provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias / Redação / Ciências Humanas e suas Tecnologias

Dia 11 de novembro

Aplicação das Provas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias / Matemática e suas Tecnologias

Como utilizar a prova?

Faculdades públicas

Para ingressar em universidades e institutos federais através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Na maioria delas o Enem do último ano é utilizado como única porta de entrada, em algumas é necessário realizar uma prova complementar. Mais informações em https://sisu.mec.gov.br/

O Enem também serve para complementar a nota de universidades estaduais. Para saber como funciona, o estudante deve procurar a instituição onde deseja estudar para saber como cada uma utiliza as pontuações do exame.

Nas duas opções, o aluno pode utilizar o sistema de cotas raciais e também o que cada universidade oferece.

Faculdades particulares

O Exame Nacional do Ensino Médio do ano anterior ao ingresso na universidade serve para tentar bolsas em faculdades particulares em cursos presenciais e à distância pelo Programa Universidade para Todos (Prouni). Mais informações em https://portal.mec.gov.br/ProUni

Algumas faculdades particulares também utilizam o Enem como vestibular de forma independente. Para saber se a unidade na qual você pretende ingressar usa este método, é preciso entrar em contato com ela ou consultar o site. 

Também dá para pleitear o Fies, financiamento estudantil junto ao governo federal com juros mais baixos que os praticados pelo mercado que o estudante só começa a pagar após concluir a graduação. Mais informações em https://sisfiesportal.mec.gov.br/

Estudar em Portugal

Desde 2014, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) firmou parceria com 34 universidades e institutos portugueses que aceitam o Enem como forma de ingresso. Há opções em cursos de humanas, exatas, biológicas, tecnológicas e até de artes. A única escolha vedada é medicina, voltada exclusivamente para residentes no país.

As notas necessárias para ingresso variam conforme a carreira pretendida e a instituição, mas o aluno precisa fazer o cálculo: diferente do Enem que utiliza as notas até 1000, em Portugal o sistema de pontuação vai até 200. Por lá o ano letivo começa em setembro e termina em julho.

Algumas universidades aceitam que o aluno tenha prestado edições mais antigas do Enem que a do ano imediatamente anterior a seu ingresso. Embora a maioria das faculdades seja pública, elas cobram uma taxa de participação do aluno. Após a conclusão do curso, é preciso fazer a revalidação do diploma no Brasil. Mais informações em https://portal.inep.gov.br/web/guest/enem/enem-em-portugal

Diário do Pedro

"Meus estudos nessa última semana se basearam em recuperar o que acabei atrasando por causa do simulado que fiz no sábado, 19, com 90 questões e que foi das 14h às 19h. Depois fiquei muito cansado e não consegui mais estudar.

No domingo estudei a matéria do sábado e, ao longo da semana, fui recuperando. Na segunda mantive a matéria em dia e fiz a redação que eu geralmente faço de domingo.

Na terça estudei a matéria do dia e acabei estudando filosofia, que também é de domingo. Encontrei dificuldade em um exercício de química e aproveitei o plantão para tirar dúvida. Ao mesmo tempo essa resposta me serviu para conseguir fazer outros exercícios, então acho que consegui superar mais alguma barreira.

Na quarta peguei um tempo para ler um livro que vai cair na prova da Fuvest, o Cortiço. Na quinta-feira só consegui estudar a matéria do dia mesmo."

Pedro Sotelo Calvo, 17 anos, aluno do pré-vestibular do Kelvin

Diário da Jaque

“Essa semana eu escolhi me dedicar à área de linguagens. Até o momento estudei e resolvi exercícios sobre a classe gramatical dos substantivos e verbos, além de estudar paralelamente sobre a estrutura de uma redação e um pouco de geometria analítica.
Cada dia da semana eu estudei um conteúdo específico e intercalei os estudos com a resolução de exercícios, além de fazer a redação proposta pelos professores do meu cursinho.
Minha principal dificuldade foi a resolução dos exercícios de geometria, mas acredito que isso me ajudou, pois agora compreendo melhor o que é pedido nos exercícios e sei quais conteúdos devo estudar melhor.”
Jaqueline Silva dos Anjos, 18 anos, aluna dos cursinhos Vitoriano e Carolina Maria de Jesus

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