Diário da Região

31/05/2018 - 00h30min

DIA MUNDIAL SEM TABACO

Cigarro faz duas vítimas por dia na região

Hábito de fumar é associado a problemas como infarto, AVC e tumores

Mara Sousa 30/5/2018 Depois de fumar por 45 anos, Marisbene deixou o cigarro em agosto de 2017 ao participar de grupo de ajuda
Depois de fumar por 45 anos, Marisbene deixou o cigarro em agosto de 2017 ao participar de grupo de ajuda

Em 2017, aproximadamente duas pessoas morreram por dia em decorrência de doenças relacionadas ao tabaco. Foram 671 óbitos por infarto, acidente vascular cerebral, bronquite, enfisema e cânceres de pulmão (90% dos casos têm relação com o tabaco), traqueia, brônquios, laringe e bexiga.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 12,6% das mortes no Brasil são atribuíveis ao tabagismo, que também está relacionado a outros tumores, como o de boca, esôfago, pâncreas, rim e colo do útero; doença coronariana, derrame cerebral e trombose.

A data 31 de maio é considerada o Dia Mundial sem Tabaco. O pai de Maria (nome fictício), 37 anos, fuma cerca de três maços por dia. Ela adquiriu o hábito e fuma um - depois do tabaco, a mulher passou pela maconha, cocaína e crack. Conseguiu se libertar do vício das drogas ilícitas, mas não do cigarro. "É o pior de todos, todo lugar você acha, em um bar", diz Maria.

O pai dela teve um acidente vascular cerebral. "Fiquei com ele no hospital, ele não conseguia ficar no quarto, tinha que ficar toda hora indo com ele na portaria para fumar um ou dois cigarros. Ele tentou parar, mas quase pifou", conta a filha.

Aldemir Bilaqui, pneumologista e cirurgião torácico do IMC, diz que o cigarro destrói a vida. "Quem fuma por 20 anos vai perder cinco anos de vida. Não vale a pena. Perde em qualidade de vida, vai cair a taxa de oxigênio."

O prejuízo ocorre independente da quantidade de cigarros por dia, mas quanto mais cedo a pessoa parar, melhor. Substâncias como alcatrão, nicotina e tabaco depositam-se no pulmão e um nódulo cancerígeno demora anos para aparecer - por isso, anualmente é preciso fazer um exame, inclusive quem já parou de fumar.

Benefícios ao parar

Segundo o Inca, depois de 20 minutos sem cigarro a pressão sanguínea e a pulsação voltam a normal. Após duas horas não há mais nicotina no sangue; passadas oito horas o nível de oxigênio no sangue se normaliza. No primeiro dia após a interrupção os pulmões já funcionam melhor e depois de dois dias o olfato e o paladar já percebem melhor cheiro e gosto. Outros benefícios são a melhora da respiração e da circulação e diminuição do risco de infarto - após dez anos, ele será igual ao de quem nunca fumou.

Marisbene Aparecida Garcia, 59 anos, deixou o vício no final de agosto do ano passado, após começar a participar de grupo para quem deseja parar de fumar, ofertado nas unidades básicas de saúde do Santo Antônio, Estoril, Jardim Americano, Rio Preto 1, Vila Toninho e Solo Sagrado.

Ela fumou por 45 anos, em média um maço por dia, e nunca se imaginou sem o produto, mas resolveu procurar ajuda. O tratamento é feito com equipe de psicóloga, médico e enfermeira em grupos com no máximo 20 participantes. Marisbene sofreu de abstinência com pesadelos e suores, algo comum para quem está em tratamento. "Descobri que mais pessoas dentro da sala estavam tendo os meus sintomas. Você descobre que não está sofrendo sozinho", acredita.

De acordo com a psicóloga do programa, Maria Isabel Cervo, em 2017, das 407 pessoas que participaram de grupos para parar de fumar nas unidades, 174 largaram o hábito. Para seguir no propósito de parar, Marisbene dedicou-se à leitura, reiki, florais e homeopatia. A qualidade de vida melhorou. "A caminhada é bem melhor, as pernas doíam, hoje não doem mais tanto. Faço subidas, que antes não fazia, estou mais disposta. O trabalho rende mais", comenta.

Para participar do grupo de tabagismo basta ser rio-pretense e procurar uma das unidades de saúde que oferecem o programa. O interessado passará por entrevista e fará raio-x do tórax, espirometria, eletrocardiograma e exames de sangue.

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