Diário da Região

14/04/2018 - 00h30min

Gorduras positivas

Ômegas 3, 6 e 9 são gorduras positivas e devem fazer parte da dieta

Ômegas 3, 6 e 9 desempenham papel importante na saúde, agindo como anti-inflamatórios, ajudando no sistema imunológico e prevenindo até eventos cardiovasculares

Fotos: Pixabay/Divulgação Peixes são uma das principais fontes de gorduras insaturadas
Peixes são uma das principais fontes de gorduras insaturadas

Quando estamos falando de nossa alimentação, a palavra gordura já traz com ela uma impressão negativa. Tendemos a ligá-la a alimentos pouco saudáveis e que devem ser evitados a todo o custo. Mas também tendemos a esquecer de que há uma série de gorduras que são saudáveis e recomendadas a fazerem parte da dieta. Entre elas estão alguns tipos de ácidos graxos poli-insaturados, os ômegas, que são classificados como ômegas 3, 6 e 9.

"Existem gorduras saturadas e insaturadas, os ômegas são gorduras insaturadas. Há uma diferença química na estrutura dos ômegas 3, 6 e 9, fazendo com que eles sejam assim chamados", explica a nutricionista Thais Pillotto Duarte.

Além da diferença na composição, cada um dos ômegas desempenha uma função em nosso organismo, afirma Thais. Em comum, todos oferecem uma série de benefícios para a saúde. "Ômega 3 é conhecido especialmente pela sua capacidade anti-inflamatória. Ômegas 6 contribuem para o adequado funcionamento do organismo. Já os ômegas 9 podem ajudar no controle do colesterol e contribuem para o adequado funcionamento do sistema imunológico."

E tem mais. Os ômegas são bons para melhorar diversas patologias, de depressão e ansiedade a mal de Alzheimer e sistema imunológico enfraquecido, acrescenta o nutricionista Rafael Soares. Eles ainda contribuem para a prevenção em eventos cardiovasculares e atuam no metabolismo lipídico sobre o metabolismo da glicose, completa o nutricionista Fernando Loria.

Mas o consumo de qualquer um dos tipos de ômegas deve ser dosado da maneira correta, evitando efeitos adversos. "Os efeitos colaterais do uso dos ômegas podem ser diversos, porém não superam os benefícios. Normalmente são causados pelo uso excessivo. Alguns efeitos colaterais são gases, azia e refluxo ácido, fezes soltas, cólicas abdominais, reações alérgicas", diz Rafael.

A melhor forma de inserir os ômegas na dieta é incorporando alimentos que são fonte dessas gorduras no dia a dia e, quando necessário, por meio de suplementação, aconselha Thais. "Cada indivíduo tem uma necessidade específica e um nutricionista consegue elaborar um plano alimentar com as quantidades adequadas para suprir essas necessidades que são diferentes em cada fase da vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde é recomendada a ingestão de um grama por dia para manter o bom funcionamento do organismo e prevenir doenças."

De acordo com Fernando, a dieta ocidental apresenta uma relação bastante diferente da recomendada pelas diretrizes de saúde, o que poderia aumentar os riscos de várias doenças. "Um bom exemplo dessa relação é a dieta mediterrânea, com consumo maior de peixes com mais ômegas 3, equilibrados com azeite e cereais ricos em ômegas 6."

Ômega 3

O mais difundido e conhecido dos três, o ômega 3 é famoso também pelos muitos suplementos comercializados. E essa suplementação realmente funciona, diz Rafael. "Funciona e muito. Recomenda-se uma suplementação que contenha três partes de EPA (ácido eicosapentaenóico) para cada duas partes de DHA (ácido docosahexaenoico). Por exemplo, para cada 300mg de EPA, entre com 200mg de DHA."

Ainda assim, a melhor opção é buscar um nutricionista para que ele avalie as necessidades do seu organismo. "Um profissional da saúde, após ter feito uma análise das necessidades individuais, conseguirá determinar a dose correta, horário melhor para usar o suplemento e orientará como escolher um produto de boa qualidade", diz Thais.

Onde encontrar

O ômega 3 é muito encontrado em fontes marinhas vegetais (algas) e peixes, diz Fernando. "Salmão, sardinha, cavala e arenque. E em fontes vegetais terrestres, como semente e óleo de linhaça, semente de chia, óleo de soja e de colza. O ômega 6 é comum no óleo de soja, milho e girassol, além de cereais e oleaginosas, como nozes, castanhas, amêndoas e avelã". Já os ômegas 9 estão presentes no azeite de oliva, abacate e castanhas, complementa Thais.

Novas descobertas

Recentemente, uma publicação no The Lancet Diabetes & Endocrinology, jornal científico, revisou 20 estudos englobando dados de 39.740 pessoas e conclui que o maior consumo de ácido linoleico (uma versão do ômega 6) reduz o risco de o usuário encarar diabetes tipo 2. Trata-se de um número razoável de pessoas avaliadas, mas é importante ter cautela.

"Artigos científicos e publicações não são feitos para determinar verdades absolutas, mas, sim, para direcionar se há mais ou menos riscos, portanto devem ser interpretados sempre com cautela", diz Fernando. "Por ser mais comum na natureza que o ômega 3, é mais fácil sofrer pelo excesso do que pela falta dele", alerta Rafael.

Os ômegas

Ômega 3: o mais importante dos três. Sua atuação no cérebro contribui para a manutenção das funções cognitivas e da transmissão de impulsos nervosos. Ainda tem funções anti-inflamatórias e ajuda a prevenir a depressão, a ansiedade e o mal de Alzheimer

Ômega 6: Presente em todas as nossas células corporais - mas não produzida pelo corpo humano -, essa substância deve ser ingerida frequentemente. Esse nutriente interfere na formação das membranas celulares e da retina, atua na síntese hormonal e colabora para o funcionamento adequado do sistema imunológico

Ômega 9: Esse elemento é um anti-inflamatório que ajuda a prevenir o câncer e atua contra doenças do coração e contra o envelhecimento precoce das células. O ômega 9 é uma gordura monoinsaturada e recebe essa classificação porque possui uma única dupla ligação de carbono em sua molécula. Isso a torna muito mais flexível e fácil de ser metabolizada, diferente das gorduras saturadas

Fonte: Rafael Soares, nutricionista

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