Diário da Região

10/04/2018 - 18h44min

OSSOS FORTES

Cálcio, vitamina D e atividade física são armas para prevenir a osteoporose

Um dos grandes problemas de saúde da atualidade, a osteoporose tem no cálcio, na vitamina D e na atividade física a base de sua prevenção

Divulgação A prática de atividade física garante músculos fortes para proteger os ossos
A prática de atividade física garante músculos fortes para proteger os ossos

Doença caracterizada pela redução expressiva do volume de massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e quebradiços, a osteoporose está na lista dos grandes problemas de saúde da atualidade.

Segundo estimativa da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), cerca de 10 milhões de brasileiros convivem com a doença. Somente em 2015, foram registrados no País 80,6 mil fraturas de quadril, uma das principais e mais graves consequências da osteoporose. Foram 57,2 mil casos em mulheres e 23,4 mil em homens. E a previsão é de que esse número cresça mais de 200% nas duas próximas décadas.

Segundo especialistas, um dos mitos ligados à osteoporose é a crença de que ela é mais uma das doenças típicas da terceira idade. Pelo contrário, o problema pode afetar, inclusive, os adolescentes. Por isso, existe uma máxima na reumatologia que diz: "A osteoporose é uma doença pediátrica com consequências geriátricas." Ou seja, a prevenção deve começar o mais cedo possível, de preferência na infância, quando os ossos ainda estão em formação.

A endocrinologista Marise Lazaretti Castro, de São Paulo, explica que o trio "cálcio, vitamina D e atividade física" é essencial para ossos saudáveis. "O cálcio tem a função de tornar a estrutura óssea mais resistente, mas a vitamina D é fundamental para sua absorção no intestino, enquanto que o exercício físico promove a fixação desse mineral", ressalta a especialista, que é professora da Escola Paulista de Medicina e presidente científica da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso).

Marise explica que a constituição do esqueleto é determinada 60% por questões genéticas e 40% pelo ambiente. "Os hábitos são decisivos para que tenhamos ossos saudáveis, pois podem atrapalhar uma genética boa ou piorar uma genética ruim."

Por outro lado, a endocrinologista paulistana destaca que o consumo de alimentos ricos em cálcio ainda está aquém do ideal entre os brasileiros. "Em geral, as pessoas consomem a metade da quantidade necessária recomendada, que é de 800 a 1.200 mg por dia. Não temos o hábito de tomar leite nas refeições e os seus derivados, como leite e queijo, também são pouco consumidos."

Marise ainda explica que, apesar de o cálcio estar presente em vegetais verdes escuros, o consumo desse mineral alcança apenas 250 mg sem os laticínios. "Seria preciso comer muito brócolis e couve, todos os dias, para atingir a quantidade recomendada."

Poupança de cálcio

Especialistas defendem que o cuidado com a saúde dos ossos deve começar ainda na gestação, por meio de uma alimentação saudável e balanceada por parte da gestante. Recomenda-se fazer uma espécie de "poupança de cálcio" ao longo da vida, pois, após os 45 anos, é difícil repor toda a perda desse mineral que é ocasionada no organismo.

E essa poupança só renderá no futuro se alimentação for associada à prática de atividade física e à exposição ao sol em horários de pouco calor. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, seis em cada dez brasileiros acima de 15 anos são sedentários - o que justifica o aumento da prevalência de uma série de doenças, entre elas a osteoporose.

"É importante a pessoa fazer um depósito de cálcio antes do período da menopausa (mulher) ou andropausa (homem). No entanto, é necessário tomar banho de sol, para que a vitamina D promova a fixação desse mineral nos ossos. Se isso não for feito, boa parte do cálcio consumido será perdida", informa a reumatologia Angélica Carvalho, de Rio Preto.

De acordo com Angélica, há uma série de fatores de risco que colaboram para o surgimento precoce da osteoporose. "O hábito de fumar, o consumo excessivo de álcool e a ingestão de alguns medicamentos como corticoide estão entre esses fatores de risco."

A reumatologista ainda destaca que a osteoporose é silenciosa, ou seja, a pessoa somente perceberá que pode ter a doença quando sofre alguma fratura grave. Por isso, o diagnóstico, que é feito por meio do exame de densitometria óssea, é importante na terceira idade. "Muitas vezes, o osso está tão fraco que quebra ao mínio esforço. A pessoa acha que teve uma fratura de fêmur porque sofreu uma queda, enquanto que, na verdade, ela sofreu uma queda por conta de uma fratura de fêmur", explica.

Previna-se

Banho de sol

Tomar banho de sol é importante para a obtenção da vitamina D, responsável pela fixação do cálcio nos ossos. Tome sol, sem protetor, por pelo menos 15 minutos, entre 10h e 16h. O tempo de exposição pode ser maior fora dos horários de pico de calor.

Atividade física

O sedentarismo é um dos principais causadores da perda óssea. Músculos fortalecidos ajudam a proteger os ossos. Invista em atividades como caminhada, corrida, ciclismo, ginástica, pilates e musculação.

Tabaco e álcool

Vários estudos comprovaram que a nicotina e o álcool prejudicam os ossos. Uma em cada oito fraturas de quadril em mulheres tem relação direta com o tabagismo. 

Cálcio

O ser humano precisa ingerir, em média, uma grama de cálcio por dia. E a melhor fonte desse mineral é o leite e seus derivados. Opte pelas versões com menos gordura para não ter ganho de peso.

Diagnóstico

Mulheres acima dos 65 anos e homens com mais de 70 devem fazer o exame de densitometria óssea uma vez por ano. Essa é a principal forma para avaliar a porosidade dos ossos. Além disso, também permite verificar a perda de massa muscular.

Evite acidentes

Em casa, principalmente quando há alguém que sofre de osteoporose, tome medidas para evitar quedas acidentais, como piso antiderrapante e barras no box de banho. Evite tapetes e outras superfícies escorregadias.

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