Diário da Região

08/04/2018 - 00h00min

Amor subconsciente

O que faz você amar alguém?

Normalmente escolhemos parceiros com características que conhecemos desde a infância. No fim, quando buscamos amor, escolhemos a familiaridade

Pixabay/Divulgação Antes de amar é preciso entender como escolhemos nossos parceiros
Antes de amar é preciso entender como escolhemos nossos parceiros

A grande maioria das pessoas acreditam no amor e em tudo que ele é capaz de proporcionar. Há quem passe a vida procurando pela tão sonhada alma gêmea. Há quem afirme que não tem sorte no amor. Há quem chore escondido, por acreditar que fez a escolha errada. Há quem vê no parceiro a reencarnação do pai. Será que amar é fácil, doce e prazeroso ou é difícil, árduo e conflituoso? Segundo os especialistas criamos o amor, aquilo que acreditamos ser amor, em nossa mente, através de repetição de imagens. "A nossa mente trabalha criando e reprocessando imagens. A mente consciente cria essas imagens com os nossos pensamentos, nossas falas e é a nossa mente inconsciente que capta essas imagens e ela vai reproduzir fatos e acontecimentos em nossa vida", explica a terapeuta emocional Cidinha D'Agostino.

Para Cidinha a maioria das nossas crenças (crença é essa imagem que está muito bem estabelecida na nossa mente inconsciente) acontece até 7 anos de idade. "Não é só no caso de relacionamento, mas da vida inteira, aquilo que entendemos como verdade, mesmo que não seja, é o que vai ditar as regras nas nossas escolhas, mesmo que no automático, mesmo que inconsciente, mesmo que a gente não perceba", diz ela que continua: "Se uma criança vive em um lar conflituoso, se assiste seus pais brigarem o tempo todo, em sua mente a imagem que se cria de um companheiro é essa. E sem querer, inconscientemente, ela busca uma figura igual, que já está como referência na mente dela", frisa.

Esqueça a fantasia da alma gêmea

A psicóloga clínica Julisa Morales Calves é enfática ao dizer que não existe "alma gêmea", não existe a "tampa da panela". "Existem pessoas com qualidades e defeitos na busca de outras pessoas com qualidades e defeitos, dentre elas, o ideal é partir do princípio que não se espera do outro algo que falta em nós, não se espera do outro a perfeição, não se espera do outro o que criamos na nossa imaginação", diz ela que continua: "O amor é simples e deve ser construído diariamente, com base no diálogo, sinceridade (mesmo que doa) e que principalmente ambos parceiros, estejam dispostos a buscar melhorias desta relação, melhorar o comportamento de si mesmo é a responsabilidade de cada um, esperar uma mudança comportamental de alguém que não se disponibiliza a isto, é fantasiar um amor por toda a vida", frisa.

Aprenda a se amar, antes de amar alguém

O resgate da autoestima é fundamental para se fazer escolhas saudáveis, se uma pessoa é feliz e completa, ela buscará alguém para somar a isto tudo e não, alguém para carregar a relação por ambos. "O amor próprio livra muita gente de grandes enroscadas. Quem não conhece nem a si mesmo, dificilmente fará uma escolha sensata", afirma Julisa.

Para a psicóloga uma questão relevante e de grande valia é a preocupação social que muitas pessoas carregam consigo. "Seja a preocupação de tenho que ter alguém ou a de quero me separar de alguém, mas tenho medo do que vão pensar a meu respeito, seja a influência do meio sobre possíveis escolhas (mães e pais que escolhem para seus filhos). A vida é uma responsabilidade individual, ou seja, cada um é dono de si e de suas próprias escolhas, ninguém consegue viver a vida pelo outro, por isso é fundamental que haja uma despreocupação com o que pensam sobre você e que sua única preocupação seja em ser feliz", diz.

Buscamos familiaridade

Tudo que nos é familiar, nos transmite paz, pois está dentro da nossa zona de conforto, mesmo que não seja o modelo certo ou ideal é o que conhecemos. "Tem até uma pesquisa que diz que nós buscamos sempre as pessoas que consideramos iguais. Porque emitimos ondas eletromagnéticas e essas ondas sempre vão buscar outras ondas com a mesma intensidade e tamanho. Isso significa que nós vamos sempre buscar alguma coisa que tenha conexão com aquilo que temos dentro da nossa mente", esclarece Cidinha.

Segundo a psicóloga clínica Julisa Morales Calve é interessante observar o quanto a maioria das buscas por parceiros e parceiras estão relacionados com a semelhança do pai ou da mãe. "Podemos nos identificar com coisas boas dos nossos cuidadores, mas podemos, também, outras vezes, buscar os comportamentos negativos já vivenciados", destaca ela que continua: "Há que se prestar atenção ao fato de que, se relacionar repetidamente com as mesmas frustrações, pode sim, ser indicativo de estar preso ao passado, estar lançando mão de memórias afetivas negativas inconscientes e prejudiciais para o presente", orienta.

Para Cidinha o desafio é entender que estamos preso ao passado. "Precisamos prestar atenção que não somos cópias. Deus fez cada pessoa, cada pessoa. Pai e mãe é para ser amado, honrado e respeitado, mas não é para ser copiado sem o crivo da nossa aprovação. Tem muitas coisas que eles fizeram, como escolhas, que hoje podemos olhar e trazer para a luz da consciência e se perguntar: é isso que eu quero pra mim? Isso serve pra mim? Não! Então, ame seus pais, mas faça suas escolhas. Diga eu quero diferente e procure de verdade mandar para o inconsciente, com repetição, o que você quer de diferente e assim vai acontecer", ensina.

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