Diário da Região

14/04/2018 - 20h57min

Cartas do Leitor

Vergonha dos homens

Após deixar a presidência voluntária da AACD, continuei como conselheiro voluntário, mantendo o meu compromisso com Adriane Albuquerque, que então me sucedia. Todavia, mercê dos acontecimentos que foram se sucedendo à época, entendi por bem renunciar, como uma forma de protesto.

Foi dado conhecimento do teor dessa carta à Direção da AACD em São Paulo e nenhuma modificação aconteceu. Portanto, tudo o que se deu de lá para cá, é fruto único e exclusivo das modificações que foram fazendo, sabe-se lá com que intuito, mas que acabaram por reduzir a capacidade de atendimento, como Adriane vem demonstrando.

Após a inauguração, em dezembro de 2008, recebíamos R$ 150.000,00/mês e, como não tínhamos destinação para o total da verba recebida, devolvíamos o excedente. Imagine passados quase 10 anos, com o aumento dos atendimentos, passar a receber R$ 42.000,00/mês.

Então, é importante que toda a população, principalmente os que se utilizam dos serviços prestados pela AACD Rio Preto, tenham conhecimento do que aconteceu no passado recente, para que possam então avaliar corretamente tudo o que está acontecendo agora. Existe a lei, sim, mas e os contratos assinados no início? E os milhões oriundos de cidadãos de todo o país que doaram ao Teletom 2007? Não foram apenas os rio-pretenses que montaram a AACD local! Tudo, como sempre, decorre da ação dos homens! Vergonha dos homens!

Vitor Cesar Bonvino, Rio Preto.

Julgamento

O julgamento do Lula foi uma verdadeira final de campeonato de futebol. De todos os lados havia juízes que votavam alternadamente a favor ou contra, havendo até placar com contagem para que as pessoas e participantes soubessem quanto estava a partida. Os torcedores seja para qual lado for, comemoravam com sua militância a cada voto que saía. Do lado de fora brigas, ovadas, pedradas, sangue e outras coisas absurdas.

Como é possível chegar a esse ponto, transformando um julgamento tão sério em espetáculo deprimente? Argumentos, explicações, narrativas cansativas, cada juiz querendo mostrar a sua "sabedoria", parecendo assim uma arena de gladiadores de toga, faltando apenas o leão da selva. Se o Poder Judiciário não tem poder e sofre pressão do povo, o que será do Brasil? O perigo é virarmos uma Cuba ou Venezuela, onde o povo passa fome e vai preso quem desagradar o governo e o poder.

Deus nos livre dessa praga, porque quando a justiça perde o poder do respeito, tudo pode acontecer. A situação atual é perigosa em todos os sentidos, pois o povo perde seus direitos e a revolta se instala.

Cidinha Cury Antonio, Rio Preto.

Sistema eleitoral

Enquanto não houver uma grande mudança no atual sistema eleitoral brasileiro nada irá mudar. Até porque, hoje, qualquer pré-candidato que se diz "honesto" para disputar as eleições presidenciais não passa de oportunista. Estarão, todos, e sem exceção - caso eleitos -, também fazendo parte deste mesmo sistema político corrupto que eles tanto criticam quando estão aqui, do lado de fora. Algo parecido com o que fazia o PT, quando ainda não era governo, e cobrava moral e ética de tudo e de todos. Ao entrar para a política, acabam todos comendo no mesmo coxo.

Se não houver mudanças profundas e sérias no atual sistema político, continuaremos elegendo mais dos mesmos. Mesmo porque, esses candidatos "honestos" que agora se apresentam como "salvadores da pátria" - e que insistem em dizer que farão "diferente" - continuarão sendo eleitos graças a grandes financiadores de campanha tão "honestos" quanto, que muitas vezes ainda têm a desfaçatez e a cara de pau de se intitularem pessoas de "bem" - geralmente usando a farsa desses tais movimentos ditos sociais - e que sai às ruas para protestar contra a corrupção. Corrupção esta, que eles mesmos ajudam a financiar ao injetar quantias milionárias nas campanhas de políticos de caráter e idoneidade duvidosas visando somente seus interesses. Até porque, grandes empresários não doam, fazem investimento.

Não há fórmula mágica no atual sistema. Ou você entra e faz parte do esquema ou está fora. Até porque, o processo eleitoral no Brasil hoje é, na verdade, uma grande prostituição eleitoral. Somente através de muito investimento na educação, de uma ampla reforma política e do judiciário, aliada a muita conscientização é que poderemos mudar o destino político desse país.

Roberto Prota, Rio Preto.

Habeas corpus

Passaram-se trinta anos da Constituição de 1988 e o STF, organismo máximo da justiça, ainda não tem consenso sobre o momento de se prender um condenado. Seus membros, sem contar a exma. Presidente, estão divididos exatamente ao meio, 5 x 5, quanto a interpretação das normas judiciárias constitucionais.

Assisti ao julgamento do habeas corpus do primeiro ao último minuto, e observei quatro vertentes de interpretação: a técnica, a política, a literal e a teleológica. Do grupo que defende a prisão após o julgamento da 3ª Instância, STJ, houve críticas ao julgamento do TRF-4 (um dos mais respeitados e atuantes Tribunais do Brasil). Além da falta de ética por parte de um de seus membros, passava-se a impressão de estar fazendo a defesa do condenado.

Como foi dito pelo ministro Alexandre de Morais, em quase todos os países do mundo a prisão se dá no julgamento de 1ª ou 2ª Instância. Alguns membros do STF estão na contra mão dessa lógica.

Afinal, a Constituição de 1988 foi elaborada sob medida para proteger corruptos? Creio que não. Prefiro acreditar na lentidão da justiça. Teria o saudoso Ulisses Guimarães, ao proclamar a Constituição, invocando a proteção de Deus, a intenção de brindar os corruptos com a impunidade? Jamais. Não é esse o espírito da Lei Magna.

Quando não se pune os corruptos, pune-se toda a população. Mãos grandes assaltam os cofres públicos em todos os quadrantes do Brasil. É o dinheiro dos nossos impostos que deveriam voltar para a saúde, a educação e a segurança, principalmente da população mais carente.

Louvado seja sempre o esforço conjunto da Justiça, da Polícia Federal, Rodoviária, Estaduais, engajadas nessa luta gigantesca contra os males que afligem a nação brasileira.

José dos Santos Martins, Rio Preto.

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