Diário da Região

10/04/2018 - 23h38min

Cartas do Leitor

Barrabás

Como faço todos os dias, li na coluna e deparei com uma carta do leitor Miguel Freddi. Gostaria de esclarecer alguns pontos. Quando você se diz decepcionado com a Igreja Católica onde foi coroinha, é de se esperar que tenha algum conhecimento e certa formação religiosa, o que não aparenta em sua carta. Isso porque você está generalizando o ato em questão.

Igreja somos todos nós, cristões batizados, que assumem sua vocação com coragem e determinação suas responsabilidades como tal. O que vimos, aí sim você tem razão, foi um show-comício apresentado por um falastrão cachaceiro (vejam o vídeo onde aparece toda hora bebendo em uma garrafinha sinistra) e com a participação de uma plateia teleguiada sem nenhuma espiritualidade ou respeito ao rito.

Aquela cena me fez lembrar os acontecimentos que ocorreram num outro lugar, numa outra época e com outros personagens, que recordamos na Semana Santa quando um sumo sacerdote movido por forças políticas e por interesses escusos induziu o povo à defender Barrabás e a condenar Cristo.

A cena é a mesma, o lugar é outro, os personagens são outros, o sumo sacerdote também é outro - e, diga-se de passagem, é do tipo melancia (verde amarelo por fora e vermelhinho por dentro), agora em cima de um caminhão e também movido por forças políticas. Por ignorância, por caduquice e talvez por uma certa esclerose induziu o povo a defender um Barrabás do século 21 e condenar uma nação inteira.

Não vamos generalizar e culpar a igreja por isso. O falastrão (melhor dizendo, Barrabás) já está em outra, no lugar que merece. Graças a Deus

Mauro Carlos Rodrigues, Rio Preto.

Politicagem

Definir política e politicagem é uma arte das mais importantes de todos os ramos de estudo. Ao contrário do que se costuma fazer, uma definição deve vir ao final do estudo e nunca no início, visto que o indivíduo só define algo quando consegue entender perfeitamente o que estudou.

Por exemplo: na escola fundamental, o professor de Ciências define que matéria é tudo aquilo que ocupa um lugar no espaço. O aluno ouve, anota, e o mestre pensa que cumpriu com seu papel. Mas, o que é um lugar no espaço? O que é lugar? O que é espaço? Claro, então, que não foi definido nada. Decorar não é aprender. Você sabe mesmo o que é matéria?

E o que é política, político, politicagem? A palavra política vem do grego. Se relaciona a 'polis', cidade. Segundo Aristóteles, o homem é naturalmente um animal político. De 'politique', do grego,foi para 'politikós' (do cidadão), foi para o latim como 'politicus' chegou ao francês 'politique' que já em 1265 significava "Ciência dos Estados" nas línguas europeias.

A política é a arte ou ciência da organização das nações ou dos Estados. É a Ciência da governança. Política é a ação em favor do bem comum. É necessária, é importante. Politicagem são atos antiéticos que visam o bem individual e não a sociedade. Seus praticantes querem se dar bem às custas do povo e do erário público.

Antonio Caprio, Tanabi.

Corinthians

Terminou mais um Paulistão, campeonato em que há tempos nossa cidade não tem um representante, na elite do futebol estadual, mas que movimenta as paixões do torcedor rio-pretense. Infeliz foi a mensagem do presidente do time alviverde, derrotado em seus domínios, o exemplar Allianz Parque, mas para um saudosista como eu, o eterno Parque Antártica. Lógico que motivado pela derrota, uma condição normal na disputa esportiva em que um só lado sairá vencedor, pois são as regras da competição.

Desmerecer este campeonato, usando o termo diminutivo "Paulistinha", é uma afronta até aos próprios torcedores, que sempre estiveram entre os maiores chamados públicos pagantes, nas rodadas durante todo o torneio. Não sou corintiano, mas se tem um time que vem merecendo as conquistas alcançadas, esse time é o alvinegro. Vem mantendo seu técnico, saído da condição de auxiliar técnico, aproveitando a sua também vencedora categoria de base, valorizando seus atletas dessa base, e não trazendo a peso de ouro, boleiros de outras plagas, descompromissados com a camisa do seu time, sem identificação com a mesma paixão do torcedor, que veste aquela mesma camisa, demonstrando a sua paixão.

O Paulistão vai seguir soberano, e todos os anos apenas um será o vencedor. E os outros não serão perdedores, serão competidores que participaram esportivamente do maior campeonato estadual do mundo, em busca do sonho de ostentar orgulhoso, aquela faixa de campeão no peito.

Walter José Verdi, Rio Preto.

Escola

A intervenção que vai acontecer na escola estadual Oscar Dória no solo sagrado vai ter acompanhamento o promotor da Infância e Juventude e sua equipe de eixo social de Justiça Restaurativa. O governo estadual construiu a escola às pressas devido à demanda por ser um bairro popular na cidade, mas sua estrutura não foi acompanhada, o que era para ser provisório, ficou permanente e visível.

O aluno não se sente parte da escola, a comunidade não participa e a escola é invadida - cinco vezes no ano passado. Os professores, direção e funcionários são profissionais qualificados, se esforçam para mudar essa realidade, e agora em parceria com o Ministério Público, associação de moradores, Cras e pessoas de boa vontade, com o trabalho em equipe, vamos reverter esse quadro.

Odair Salomão, Rio Preto.

Justiça

O ministro Ricardo Lewandowski, no artigo "Direito como tópica" (Folha, 10/4), critica juízes que não respeitam garantias constitucionais, tais como presunção de inocência, direito ao contraditório e ampla defesa com todos os recursos possíveis. Mas ele não lembra do princípio fundamental da Constituição de que todos somos iguais perante a lei, pois esta é feita para consolidar a paz social. Não é profundamente injusto e revoltante que um ladrão de galinhas seja imediatamente preso, enquanto um criminoso de colarinho branco, que tem dinheiro para contratar caríssimos advogados, passa anos em liberdade?

Salvatore D'Onofrio, Rio Preto.

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