Diário da Região

10/04/2018 - 15h19min

CUIDADOS IMPORTANTES

Saiba o que é a síndrome da mão-pé-boca

A Síndrome Mão-Pé-Boca (SMPB) é uma infecção viral altamente contagiosa, muito comum em crianças antes dos cinco anos de idade, podendo eventualmente acometer adultos

Divulgação Síndrome Mão-Pé-Boca
Síndrome Mão-Pé-Boca

Nos últimos dias, tem se ouvido falar muito da Síndrome Mão-Pé-Boca, causando preocupação nos pais e cuidadores. A Síndrome Mão-Pé-Boca (SMPB), também conhecida como doença mão-pé-boca,é uma infecção viral altamente contagiosa, muito comum em crianças antes dos cinco anos de idade, podendo eventualmente acometer adultos.

É causada por um vírus do grupo Coxsackie, sendo caracterizada por pequenas feridas na cavidade oral, e erupções nas palmas das mãos e planta dos pés.

O vírus se espalha facilmente por meio de tosse, espirros e saliva, mas também pode ser transmitido pelo contato com fezes infectadas.

São sinais característicos da doença: 

  • febre alta ( até mais de 39 °) nos dias que antecedem o surgimento das lesões, sendo geralmente 2 ou 3 dias;
  • aparecimento de pontos avermelhados, que se transformam em pequenas bolhas e posteriormente evoluem para ulcerações muito dolorosas,semelhantes à aftas comuns, e surgem habitualmente na língua, partes internas dos lábios e bochechas, amígdalas e faringe. 
  • erupção de pequenas bolhas em geral nas palmas das mãos e na planta dos pés, mas que pode ocorrer também nas nádegas, região genital e às vezes em membros superiores, inferiores e tronco.

A doença costuma durar de 5 a 7 dias e cura-se espontaneamente, e o tratamento será direcionado para amenizar os sintomas, com auxílio de anti-térmicos, analgésicos comuns para controlar os sintomas de dor e febre.

É importante manter as crianças bem hidratadas, oferecendo bastante líquido, em temperatura ambiente ou mais baixa, e evitar a ingestão de alimentos muito quentes, temperados e ácidos.

A complicação mais comum costuma ser a desidratação, pois além do mal estar, a dor de garganta é muito forte e as crianças podem parar de aceitar alimentos e líquidos, e às vezes a internação hospitalar pode ser necessária para hidratação endovenosa.

É importante as pessoas contaminadas permanecer em casa. As crianças não devem ir à creche, escola ou a outros lugares de aglomeração infantil e os adultos devem permanecer afastados do trabalho até todos os sintomas terem desaparecidos.

Como o vírus ainda pode ser eliminado nas fezes mesmo após a cura dos sintomas, é importante orientar o paciente a lavar as mãos com frequência, principalmente após ir ao banheiro e antes de manusear os alimentos.

Nas creches e escolas, é preciso ter cuidado com a higiene das mãos na hora de trocar as fraldas, para que os profissionais não transmitam o vírus de uma criança para outra.

Brinquedos devem ser lavados com frequência. Roupas comuns e roupas de cama devem ser trocadas e lavadas diariamente, pois podem ser fontes de contágio, principalmente se houver secreção das lesões da pele.

Não existe vacina contra a doença. 

Fabíola Acayaba de Toledo, pediatra com especialização em nefrologia pediátrica

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