Diário da Região

15/04/2018 - 00h00min

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Você acredita em mapa do amor?

Todos os mapas para o amor são falhos. Se existe receita, seria algo parecido com o como-errar-menos.

Reprodução Mapa do Amor
Mapa do Amor

Todos os mapas para o amor são falhos.

Se existe receita, seria algo parecido com o como-errar-menos.

As separações nos expuseram ao enorme desconforto de sermos imaturos, quando esperávamos posar de bem resolvidos e sensatos. Não existe sensatez para quem está tentando refazer a vida amorosa.

Ninguém é bem resolvido depois de passar pelo grande drama de separar-se da família idealizada. Ninguém é maduro o suficiente, espiando o whatsapp alheio.

Disfarçamos o desespero tentando encontrar a ilusão que curaria a ilusão que perdemos.

Estamos todos na sarjeta, uns abandonados e ressentudos, outros distribuindo nudes, mas é quase a mesma coisa.

Os homens querem se assentar, tem o compromisso no discurso, mas a fantasia de solteiro sempre está lá.

As mulheres, via de regra, querem o que não tem, mesmo às que se agarram ao esboço ou à sombra de um relacionamento. Ninguém tem paz.

Os mais desavisados e destrutivos nunca se deram ao trabalho de sentar-se frente à sua história de vida, mas estamos todos precisando.

Corra milhas ao se relacionar com alguém que dispensa uma opinião centrada, você certamente precisará entrar no tarja preta.

E as pessoas não tem sossego, não dão sossego.

Não querem perder tempo e não cedem à pressa de resolver o que com pressa não se resolve.

Excessos de controle, medos acentuados, traumas, modelos infantis destrutivos ou deprimentes.

Até o excesso de romantismo denuncia uma realidade na qual não se pode apoiar-se. Quem amou o que nunca existiu também nunca esteve lá.

O único amor que se tem é aquele que com amor se persegue, feito batalha diária, aquele que somos capazes de nos debruçar e tentamos conhecer e compreender. Nossas prioridades estão mesmo descritas em nossos sacrifícios.

Fazer é que denuncia a nossa vontade, todo o resto é enrolação mental.

Qual o antídoto para parar de bater cabeça? Caminhar junto, parar de supor, observar. A ansiedade é inimiga do consistente, e a expectativa...a véspera da decepção.

Sabe por que amamos e sabemos que amamos nossos filhos?

Porque quando eles surgem em nossas vidas não questionamos aquilo que recebemos, consideramos um presente e uma dádiva e dali partimos para o longo processo de cuidar, alimentar, buscar conhecer o temperamento e preferências, dar apoio, medir a temperatura.

Por que nunca cogitamos trocar ou devolver, aliviamos as febres, nos afastamos, cansamos e retornamos. Atravessamos as crises, superamos a vontade de enforca-los, velamos o sono. Não estamos felizes se eles não estiverem. Um dia após o outro, sabendo que esse será um processo para a vida inteira.

Deixamos o sono de lado, encaramos aflições, torcemos pelas suas alegrias e pelos sucessos, mesmo sabendo que eles não sabem de todo nosso sacrifício e de tudo que enfrentamos para que eles só estejam bem. Que levará anos para nosso empenho ser reconhecido, e que quando for, isso já nem importar.

Que teremos palavras duras no caminho, incompreensões. Que nunca poderemos medir os nossos pelos outros, que eles são únicos.

Não questionamos, fazemos.

É a dedicação o grande laço da vida.

É a presença o afeto que depois dispensará a presença, porque não será mais físico. Porque é desse simbolismo que o ser humano é capaz. Amor então passa a ser algo que sentimos e damos nome, porque sabemos que nos acompanha e está ali, mesmo estando longe.

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