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Diário da Região

03/04/2018 - 15h59min

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Registros de batimentos cardíacos de Apple Watch viram evidência em caso de assassinato

Myrna Nilsson foi morta em setembro de 2016 na Austrália e a principal suspeita sempre foi sua nora - mas apenas no mês passado, com a ajuda do relógio, é que houve provas para acusá-la

Foto: Pixabay O Apple Watch é capaz de monitorar passos dados e batimentos cardíacos - e isso foi extremamente útil em um caso de assassinato ocorrido na Austrália
O Apple Watch é capaz de monitorar passos dados e batimentos cardíacos - e isso foi extremamente útil em um caso de assassinato ocorrido na Austrália

Não é novidade que dispositivos conectados a internet guardam centenas de informações sobre seus usuários, desde dados bancários a registros de localizações visitadas – o que pode ser útil em investigações judiciais. Recentemente, dados de saúde armazenados em um Apple Watch foram apresentados como evidências em um caso de assassinato na Austrália. As informações são da ABC News.

Em setembro de 2016, Myrna Nilsson, de 57 anos, foi encontrada morta na lavanderia de sua casa em Adelaide. Um vizinho chamou a polícia por volta das 22h10, após Caroline Dela Rose Nilsson, nora da vítima, saiu da casa amordaçada e nervosa.

Caroline contou para a Polícia que homens invadiram a casa, a amordaçaram e amarraram e então atacaram sua sogra – mas Caroline diz não ter visto o ataque pois foi deixada em um quarto com a porta fechada.

Desde o início das investigações, ela é considerada a principal suspeita, mas nunca havia sido acusada judicialmente e presa até março deste ano, quando a procuradora Carmen Matteo apresentou uma nova evidência na Corte de Magistrados de Adelaide: os registros de batimentos cardíacos de Myrna no Apple Watch, que indicavam que o ataque ocorreu às 18h38 e que a vítima, "quase com certeza", morreu às 18h45.

"Se essa evidência for aceita, ela contradiz a versão da acusada, que diz que ocorreu uma disucssão entre a vítima e esses homens por cerca de 20 minutos", disse Carmen. Caroline havia dito que saiu da casa logo após o ataque, às 22h. Porém, considerando a nova evidência, ela só saiu três horas após a morte de Myrna.

"Isso representa o tempo para montar uma cena e representa tempo para limpar e descartar as roupas ensanguentadas. Essa ré não previu que a Polícia seria capaz de discernir a hora da morte e outras informações desse dispositivo", disse a procuradora.

O advogado de Caroline, Mark Twiggs, entrou com um pedido de soltura da sua cliente sob fiança, dizendo que não há necessidade de prisão preventiva pois ela nunca tentou fugir durante todo o julgamento. "Se ela fosse sair do país, ela já o teria feito", disse. Entretanto, o magistrado Oliver Koenh recursou o pedido pela "aparente força do caso da procuradoria" e "seriedade" da acusação. O assunto voltará a ser julgado em junho.

No ano passado, um caso semelhante ocorreu nos Estados Unidos, quando foi possível solucionar um caso de assassinato graças aos registros da Fitbit, uma pulseira contadora de passos.

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