Diário da Região

14/04/2018 - 00h04min

O filho dele também

Procuradora-geral da República denuncia Bolsonaro por racismo

Mara Sousa O deputado Jair Bolsonaro, que é pré-candidato do PSL à Presidência
O deputado Jair Bolsonaro, que é pré-candidato do PSL à Presidência

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou nesta sexta-feira, 13, ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra o deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL à Presidência, por racismo praticado contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e LGBTs. Filho do presidenciável, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também foi denunciado, por ameaçar uma jornalista. De acordo com a denúncia, em uma palestra no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, em abril de 2017, o deputado federal, em pouco mais de uma hora de discurso, "usou expressões de cunho discriminatório, incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais".

Na peça, a procuradora-geral avalia a conduta de Bolsonaro como "inaceitável e severamente reprovável". "A conduta do denunciado atingiu bem jurídico constitucionalmente protegido e que transcende a violação dos direitos constitucionais específicos dos grupos diretamente atingidos com a suas manifestações de incitação ao ódio e à discriminação para revelar violação a interesse difuso de toda sociedade, constitucionalmente protegido", escreve Raquel.

Se condenado, Bolsonaro poderá cumprir pena de reclusão de 1 a 3 anos. A procuradora-geral pede ainda o pagamento mínimo de R$ 400 mil por danos morais coletivos. Procurado pela reportagem, o deputado disse que não quis ofender ninguém."Se faz brincadeira hoje em dia, tudo é ódio, tudo é preconceito. Se eu chamo você de quatro olhos, de gordo, não estou ofendendo os gordos do Brasil. Eles querem fazer o que na Alemanha já existe: tipificar o crime de ódio. Para mim pode ser, e pra você pode não ser", disse o parlamentar. "Tanta coisa importante para o Brasil, para o Judiciário se debruçar e vai ficar em cima de uma brincadeira dessa".

Ameaças

Em relação a Eduardo Bolsonaro, a Procuradoria Geral da República afirma que, por meio de aplicativo de mensagens pelo celular, o deputado enviou várias mensagens a jornalista Patrícia de Oliveira Souza Lélis dizendo que iria "acabar" com a vida dela e que ela iria "se arrepender de ter nascido", além de usar palavras consideradas de baixo calão. Neste caso, a pena prevista (de um a seis meses de detenção) pode ser convertida em medidas alternativas.

 

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