Diário da Região

10/04/2018 - 22h22min

A terra do jeans

Urupês emprega mil pessoas no setor de confecção

Urupês se torna arranjo produtivo local do setor do jeans e ganha mais acesso a financiamentos e projetos do governo; cidade reúne quase 60 empresas de confecção que empregam mil pessoas

Divulgação Trabalhadores na linha de produção da VR, empresa de confecção que produz calças jeans em Urupês
Trabalhadores na linha de produção da VR, empresa de confecção que produz calças jeans em Urupês

Urupês acaba de ser reconhecimento como Arranjo Produtivo Local (APL) no setor de jeans. A cidade reúne 57 empresas que fabricam 800 mil calças jeans de trabalho por mês e empregam mil pessoas. Boa parte da produção é enviada para grandes redes nacionais como Riachuelo, Renner, Torra Torra, Carrefour, Extra, entre outras, mas também há muitas marcas próprias que apostam no varejo da região.

O APL do jeans é o único do Estado e se junta a outros 48 arranjos paulistas que incluem setores como confecção, joias, calçados, tecnologia da informação, etc. Arranjos Produtivos Locais - APLs são agrupamentos de pequenas, médias e grandes empresas que pertencem ao mesmo setor econômico. Podem ser fabricantes de bens ou fornecedores de serviços.

Dessa forma, o município fica apto para protocolar projetos e receber repasses do Governo do Estado, buscando o fomento do setor, como a construção de uma fábrica-escola, a aquisição de equipamentos e programas de capacitação. "Existem programas de fomento para o setor, assim como financiamentos específicos. E o importante é que trabalhar coletivamente traz um peso maior para o município", afirmou Juliana Arnaut de Santana, da Coordenadoria de Desenvolvimento Regional e Territorial da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado.

Na área industrial, a confecção de jeans é o grande motor da economia de Urupês, explica Sergio Ferrares, secretário de Desenvolvimento Urbano e Agrário. Além de impactar na mão de obra local, reflete ainda em municípios da vizinhança, como Irapuã, Sales e Ibirá, já que trabalhadores são empregados na cidade. "Parte das empresas fabrica sua marca própria e vende no atacado e varejo e outra parte, a maioria, é de facções, ou seja, empresas que fabricam as peças para inúmeras marcas brasileiras".

Para as grandes marcas, são vendidas peças chamadas de calças de trabalho, para o uso no dia a dia e com preços mais populares. As empresas de marca própria, que têm lojas de atacado e varejo, investem em modelagens modinha e na versão country. "Os grandes compradores é que garantem o sustento da cadeia produtiva do jeans em Urupês", diz. A parte agrícola do município é dominada pela cana-de-açúcar e pelo limão.

Ferrares explica que o benefício do reconhecimento como um APL é a possibilidade de micros e pequenos empresários terem acesso à tecnologia, participarem de programas governamentais voltados aos arranjos, como projetos de gestão. "Existe a possibilidade de ampliar os mercados, inclusive internacionalmente", disse.

Segundo o secretário, existe uma linha de trabalho para fortalecer a cadeia no município. Uma das metas é investir pesado na capacitação dos trabalhadores, até porque as fábricas precisam de pessoas qualificadas para operar determinados tipos de máquinas. Outro projeto, mais para o futuro, é montar um centro comercial de lojas de jeans onde os consumidores possam comprar tanto no atacado como no varejo.

Consumo

O empresário Rodrigo Custódio Ribeiro é dono de duas empresas. A primeira, a VR Comércio de Confecções é uma facção que costura calças jeans para outras empresas. A outra é de marca própria, a Vila Sul, que vende peças de modinha, mais elaboradas. Ao todo, são 34 funcionários, que fabricam cerca de 20 mil peças por mês. "A grande vantagem do APL é conseguir atrair mais público. Com a divulgação do polo industrial e comercial de Urupês poderemos obter uma maior frequência de compradores".

Para este ano, Ribeiro está investindo na construção de um novo galpão para colocar a linha de produção e dar mais conforto aos colaboradores. Dentro de 60 a 90 dias deve ficar pronto. A outra linha é a expansão da produção dos produtos de marca, com mais representantes para divulgar a empresa. "Ao aumentar a produção própria, conseguimos aumentar o valor agregado".

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