Diário da Região

27/04/2018 - 22h30min

AGRONEGÓCIOS

Vacinação contra a febre aftosa começa no dia 1º de maio

A partir de agora, todos os bovinos e bubalinos devem ser imunizados na primeira etapa e, em novembro, os animais com até 24 meses

Seapec/Divulgação Criador deve tomar cuidado para não estressar animal durante o procedimento
Criador deve tomar cuidado para não estressar animal durante o procedimento

A campanha de vacinação contra a febre aftosa, que começa no dia 1º de maio, será obrigatória para todo o rebanho bovino e bubalino do Estado de São Paulo, independentemente da faixa etária dos animais. Deverão ser vacinados todos os bovídeos do rebanho paulista de 11 milhões de cabeças. Na região de Rio Preto, a meta é imunizar 100% dos 475.730 animais. Em novembro, o índice de vacinação no Escritório de Defesa Agropecuária (EDA) foi de 99,28%, ou seja, 472.292 cabeças.

Até o ano passado, em maio eram vacinados os animais com até dois anos e, em novembro, animais de todas as idades. Mas, a partir deste ano houve uma inversão. Desta forma, na segunda etapa será feita a imunização de bovinos e bubalinos entre zero e 24 meses. Em novembro de 2017, o Estado registrou 99,42% de bovídeos (bovinos e bubalinos). O índice anterior, registrado em novembro de 2016, foi 99,36%. Durante a etapa foram vacinados 11.072.122 bovídeos.

O objetivo da mudança é uniformizar o sistema paulista com o calendário adotado pelos demais estados brasileiros. "Essa uniformização vai facilitar muito o controle de trânsito dos animais", explicou o veterinário Acácio Rodrigues, do EDA de Rio Preto.

A mudança também tem relação com a retirada da vacinação contra a febre aftosa, prevista no Plano Estratégico 2017-2026 do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Para São Paulo, que pertence ao grupo 4, com os estados da Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins, a previsão é em 2021.

Vacinar contra a febre aftosa é uma obrigação do criador e significa multa para quem deixar de fazê-lo. Deixar de vacinar e de comunicar a vacinação sujeita o criador a multas de cinco Ufesps (R$ 128,50s) por cabeça por deixar de vacinar, e três Ufesps (R$ 77,10) por cabeça por deixar de comunicar. Cada Unidade Fiscal do Estado de São Paulo (Ufesp) vale R$ 25,70.

Segundo Rodrigues, a meta de toda campanha é chegar aos 100% e os números da região de Rio Preto são considerados bastante positivos. E, quando deixar de cumprir a obrigação, os profissionais do EDA procuram os pecuaristas para regularizar a situação. "Há muito tempo existe uma alta adesão e esperamos que continue assim. É a colaboração do produtor que ajuda a erradicar a doença", explicou.

O estado de São Paulo não registra casos de aftosa desde 1996. Uma ocorrência pode abrir uma grave crise sobre o setor da carne - que já abalado no ano passado com a operação Carne Fraca. As exportações acabariam suspensas, os preços cairiam e os prejuízos seriam sobre toda a cadeia.

Vacinação

A orientação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado é de que a vacina, que nunca pode ser congelada, seja mantida entre dois e oito graus Celsius, tanto no transporte como no armazenamento, usando uma caixa de isopor, com no mínimo dois terços de seu volume em gelo para que a vacina não perca sua eficácia.

Segundo Rodrigues, o ideal é escolher um horário mais fresco, como o período da manhã ou fim da tarde. "O animal também precisa ser manejado com calma, sem estresse e a orientação é de que a aplicação seja na tábua do pescoço, por via subcutânea", afirmou.

As seringas e agulhas deve novas e higienizadas, sem o uso de produtos químicos (nem álcool, nem cloro). Independentemente da idade, a dose é de 5 ml de vacina. As agulhas devem ser substituídas com frequência (a cada 10 animais), para evitar infecções e os frascos devem ser mantidos resfriados durante a operação.

Depois da vacinação, que segue até dia 31 de maio, o criador tem até o dia 7 de junho para fazer a declaração, que pode ser pela internet, no sistema Gedave, ou diretamente em uma das unidades da Defesa.

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